[>] alguns momentos do cacique de ramos
Documentário sobre o Cacique de Ramos (RJ)
Um pouco do astral que acontece lá na quadra do Cacique de Ramos (RJ)
Fundo de Quintal e Jorge Aragão no Cacique de Ramos (RJ)
paulo da portela
Paulo Benjamin de Oliveira tem sua história confundida com o surgimento e a fixação do próprio samba na cidade do Rio de Janeiro. De origem negra e proletária, vivendo no subúrbio carioca de Oswaldo Cruz, logo percebeu a importância desse gênero musical e a possibilidade de organização e valorização de sua gente a partir do samba. Paulo foi capaz de interferir positivamente e contribuir para que o samba, da forma como era cultivado nos morros, se popularizasse. Nascido em 17 de junho de 1901 (comemoramos seu centenário em 2001), na Santa Casa de Misericórdia, era filho de Joana Baptista da Conceição e Mário Benjamin de Oliveira, que mais tarde abandonaria a mulher e os três filhos, tornando-se uma figura nebulosa na vida de Paulo. Paulo só teve a instrução primária e trabalhou desde cedo para ajudar a família que mudou-se para Oswaldo Cruz no início dos anos 20. O subúrbio de então era comparado a uma roça, sem estrutura apropriada para abrigar a população de baixa renda. Porém, os pobres se divertiam em fandangos e em animados pagodes. Como muitos moradores vinham do Estado do Rio ou de Minas Gerais, cultivava-se o Jongo e o Caxambu. Aos 20 anos de idade, Paulo já era conhecido por suas boas maneiras e jeito elegante em se vestir, apesar dos poucos recursos. Freqüentador assíduo de festas, ajudava em suas organizações tendo fundado o primeiro bloco (e pretenso rancho como o costume da época)de Oswaldo Cruz: o Ouro Sobre Azul.Os pais de Natal, que viria a ser, muito mais tarde, presidente da G.R.E.S. Portela, relacionavam-se com alguns sambistas do bairro do Estácio, entre eles os jovens bambas Ismael, Aurélio, Baiaco e Brancura, que passaram a travar relacionamento com Paulo. Em 1922, ao lado dos companheiros Antônio Rufino dos Reis e Antônio da Silva Caetano, Paulo fundou o bloco Baianinhas de Oswaldo Cruz. Vem dessa época o nome artístico Paulo da Portela (referência à Estrada do Portela), que servia para diferenciá-lo de outro Paulo, também sambista, de Bento Ribeiro. O nome Portela ficou conhecido inicialmente a partir do próprio Paulo. A escola veio depois. Os três companheiros passaram a se reunir sob uma mangueira no número 461 da estrada do Portela, visando uma atividade sócio-cultural que reunisse os amigos. Foi um sucesso e virou uma referência de samba no bairro. No dia 11 de abril do ano de 1926, fundou-se o Conjunto Carnavalesco Escola de Samba de Oswaldo Cruz. Antes de estabelecer-se na Estrada do Portela, a futura agremiação teve muitas sedes provisórias. A mais curiosa foi um vagão do trem que partia da Central do Brasil às 6:04h em direção ao subúrbio, onde os sambistas se reuniam diariamente para passar o samba. Um grupo saía de Oswaldo Cruz para encontrá-los pontualmente na Central do Brasil e dar início à atividade. Aos domingos, todos conheciam os sambas ensaiados durante a semana. Conta-se que Paulo advertia quem se comportava mal e dava bom exemplo usando terno, gravata e chapéu, sendo seguido por alguns companheiros. "Seu" Paulo, como fazia questão de ser chamado, gostava de ver todos com "pés e pescoços ocupados". Paulo da Portela tinha consciência de que a atividade artística que produziam era rica e poderia tornar-se profissional, daí a preocupação em diferenciar a imagem do sambista do malandro vadio perseguido pela polícia. Paulo era conhecido por "professor" e é assim que muitos sambistas, ainda hoje, se referem a ele.
A Portela apresentou-se pela primeira vez com o nome "Quem Nos Faz É O Capricho", no carnaval de 1930. A partir de 1931, desfilou com o nome de "Vai Como Pode". A partir do dia 1 de março de 1935, a escola assumiu o nome G.R.E.S. Portela, a pedido de um delegado de polícia que não gostava do antigo nome. Inúmeros depoimentos dão testemunho da criatividade, inteligência e liderança de Paulo da Portela, de fato um verdadeiro professor que, apesar do baixo nível de escolaridade, lia muito e expressava-se muito bem, capaz de memoráveis discursos improvisados. Seus sambas cantam o próprio samba e o jeito simples da vida suburbana, cantam o amor da forma mais singela e terna, exaltam a mulher e a cidade que o conheceu e o aplaudiu. Paulo da Portela foi um sambista, mas também um cronista de sua gente simples que tanto soube valorizar. Paulo afastou-se de sua escola querida em 1941 após desentendimento em pleno desfile, saindo magoado como revelam os versos de O Meu Nome Já Caiu No Esquecimento: O meu nome já caiu no esquecimento/ O meu nome não interessa a mais ninguém/ E o tempo foi passando/ E a velhice vem chegando/ Já me olham com desdém/ Ai quantas saudades/ De um passado que se vai no além/ Chora, cavaquinho, chora/ Chora, violão, também/ O Paulo no esquecimento/ Não interessa a mais ninguém/ Chora, Portela/ Minha Portela querida/ Eu que te fundei/ Serás minha toda vida. Paulo saiu da Portela e levou seu carisma para a Lira do Amor, pequena escola que o recebeu de braços abertos. Poderia ter ido para o Estácio ou a Mangueira, onde tinha companheiros como o compositor Cartola, mas já era muito conhecido e foi emprestar seu nome e sua imagem a Lira do Amor, escola de Bento Ribeiro.
Paulo faleceu em 31 de janeiro de 1949, vítima de um ataque cardíaco. Seu cortejo fúnebre foi acompanhado por cerca de 15.000 pessoas. O comércio de Madureira fechou na véspera de mais um carnaval para chorar de saudade por seu poeta e professor. Nas inúmeras rodas de samba que alegram a cidade, Paulo da Portela é lembrado pelos versos de O Quitandeiro (samba cuja segunda parte é assinada por Monarco, compositor e integrante da Velha Guarda da Portela). Cocorocó é outro divertido samba, para sempre registrado na voz de Clementina de Jesus. No ano de seu centenário de nascimento, esperava-se uma homenagem maior da agremiação que ajudou a fundar. Mas a Portela não correspondeu aos desejos dos admiradores da obra de Paulo da Portela. No carnaval de 2001, o professor foi homenageado pelo bloco Mis a Mis com o enredo "De Pés e Pescoços Ocupados".
fonte: Samba & Choro
bezerra da silva
Bezerra da Silva foi de Pernambuco para o Rio de Janeiro aos 15 anos escondido em um navio, e lá ficou trabalhando na construção civil. Tocava percussão desde criança e logo entrou em um bloco carnavalesco, onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando seu primeiro compacto e 1969 e o primeiro LP seis anos depois. Inicialmente gravou cocos sem sucesso. Mas a partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar seu público. O repertório de seus discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra notabilizou-se por um estilo "sambandido", precursor mesmo do "gangsta rap" norte-americano. Antes do hip hop brasileiro, ele passou a transmitir do outro lado da trincheira da guerra civil não declarada: "Malandragem Dá um Tempo", "Seqüestraram Minha Sogra", "Defunto Cagüete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Piranha", "Pai Véio 171", "Candidato Caô Caô". Em 1995 gravou pela Sol "Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao show dos três tenores, Pavarotti, Domingo e Carreras. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva - Produto do Morro", de Letícia Vianna.Um trecho do curta "Onde a Coruja Dorme", Bezerra da Silva vai onde a coruja dorme. Dos morros cariocas e da Baixada Fluminense vem uma das produções musicais mais interessantes do Brasil: canções feitas por trabalhadores, compositores anônimos garimpados por Bezerra. Direção: Márcia Derraik e Simplício Neto.
[>] samba & chorinho
Samba no Cacique de Ramos (RJ)
Samba do Trabalhador no Clube Renascença (RJ)
Confraria dos Amigos do Samba, Choro e Angú (RJ)
[>] reinaldo em alguns sambas
Reinaldo canta "Minha Musa" no Churrasco do Chaco.
Ainda no Churrasco do Chaco, Reinaldo canta "A Amizade".
Grupo Tempo Certo e Reinaldo no Boteco Boemia.
[>] documentário sobre samba
Esse documentário produzido pela GNT, mostra todas as fases de como é feito um desfile de escola de samba.
partido alto
Partido Alto é um estilo de samba em que os participantes inventam os versos na hora em que estão cantando. É um gênero de cantoria e, por vezes, é também uma forma de desafio. É uma modalidade de samba no qual se alternam cantando dois ou mais solistas. Compõe-se de uma parte coral (refrão ou "primeira") e uma parte solo (música) na qual os versos são improvisados ou são tirados do repertório tradicional. Os versos podem referir-se ou não ao assunto do refrão. Entre grandes cultores do partido alto, ou "partideiros", pode-se citar Clementina de Jesus, Aniceto do Império, Geraldo Babão, Candeia, Padeirinho, e, atualmente, Xangô da Mangueira, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Cláudio Camunguelo, Dudu Nobre, Paulino Neves e outros.
Documentário sobre sambistas de Partido Alto.
Documentário sobre sambistas de Partido Alto.
[>] partideiros do cacique na feijoada da tia surica
Partideiros do Cacique na Feijoada da Tia Surica, tocam Malandro e Mel na Boca, no Teatro Rival (RJ).
> todynho pro mago

todynho pro mago
(josé demóstenes)
ÔÔÔ seu garçom faça o favor
Encerra esta minha conta
Escute o que vou lhe propor
Um achocolatado, um aperitivo
Pro meu aqui do lado, o mago fabrício
Que tá derrubado
(E o danado bebeu...)
Bebeu demais, pedi um lá, me deu um sol
Se assustou com o sustenido
Pedi dó, deu si bemol
Eu disse mago: que é que há?
Por favor não faz enfeite
E se não dá mais pra aguentar
Pede uma broa e bebe leite
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Trio Pouca Chinfra e a Cozinha - EP (2007)
my space: Trio Pouca Chinfra e a Cozinha
clementina de jesus
Nascida no interior do estado do Rio, mudou-se com a família para a capital do estado, radicando-se no bairro de Oswaldo Cruz. Lá acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região. Em 1940 casou-se e mudou para a Mangueira. Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê". Devota de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, participava de festas das igrejas da Penha e de São Jorge, cantando músicas de romaria. Considerada rainha do partido-alto, com seu timbre de voz inconfundível, foi homenageada por Elton Medeiros com o partido "Clementina, Cadê Você?". Além deste gênero gravou corimás, jongos, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Em 1968, com a produção de Hermínio Bello de Carvalho, registrou o histórico LP "Gente da Antiga" ao lado de Pixinguinha e João da Bahiana. Gravou quatro discos solo (dois com o título "Clementina de Jesus", "Clementina, Cadê Você?" e "Marinheiro Só") e fez diversas participações, como nos discos "Rosa de Ouro", "Cantos de Escravos" e "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, em que interpretou a faixa "Escravos de Jó". Em 1983 foi homenageada por um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de Paulinho da Viola, Joao Nogueira, Elizeth Cardoso e outros nomes do samba.
> sol e pedra

sol e pedra
(paulinho da viola)
Mulher
Me dá teu coração
Mesmo sendo de pedra
Ninguém vive de amor
Sem sofrimento
Não te juro amor somente
Mas te darei meu samba
De acordo com o teu procedimento
Sabes muito bem
Que a vida é curta
E muitas vezes
A gente morre sem viver
Entre sol e pedra nos achamos
Guerreando nos amamos
Quase sempre sem saber por que
Posso até fazer quem sabe um dia
Um samba só de alegria
Pra dedicar a você
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Paulinho da Viola - Paulinho da Viola - 1971
trio pouca chinfra e a cozinha
No simples, ainda cabe o fino trato. A imortalidade do mais genuíno samba atravessou várias décadas desembocando no som do Trio Pouca Chinfra e a Cozinha, que bebeu a aguardente da fonte dos grandes mestres para perpetuar e traduzir com maestria o ritmo tupiniquim. A presença implícita dos clássicos do samba em cada uma das quatro músicas autorais do Pouca Chinfra, refletem a sinergia atemporal das antigas canções, mas sem anacronismo e com uma pitada saborosa de nostalgia. Tomar um copo de cerveja, sentindo uma brisa leve na beira da calçada pode ser a situação ideal para apreciar "Todynho pro Mago", mostrando a energia esperada para uma roda de samba, com uma boa participação de Jr. Black, nos vocais. Depois de aberto os trabalhos, o caminho para o boteco torna-se mais interessante ao escutar a sagacidade da bem trabalhada "Sinuca de Bico". Como não poderia deixar de ser, o amor com inúmeras páginas crivadas na história do samba é representado por "Aimaria", linda canção, com um tom pueril, deliciosa como só ela. No maior estilo Pouca Chinfra, "Paulinho Galocha", externa a faceta de cronista do cotidiano do samba com um ar leve. Com uma linha de cordas bem definidas, o coro no maior estilo dos "Originais do Samba" e uma cozinha entrosada, Pouca Chinfra consegue reeditar bons momentos da gênese do samba sem perder sua identidade e originalidade. O estilo de som da banda já demonstra um sinal de diretrizes traçadas numa confluência de idéias dos onze integrantes, que apesar da curta estrada, parecem focalizar o mesmo objetivo. Prova disso, é uma identidade visual construída espontaneamente seguindo o mesmo exemplo das composições. O sopro do trombone e flauta de O Rafa, que passou de maneira efêmera pela vida, mas deixou as marcantes e perenes frases melodiosas. Rafinha deixou um de seus últimos trabalhos em estúdio, tornando o primeiro álbum do Pouca Chinfra ainda mais único. O Trio Pouca Chinfra e a Cozinha, só deixa a impressão de que promete uma longa estrada, ao saber envelhecer e amadurecer com sua música mesclada com a própria história do grupo. Aliás, o grande legado da banda é a sua própria história, porque se a música feita pela banda tem qualidade, a justificativa está no âmago de seu entrosamento.fonte: Jairo Lima
hermínio bello de carvalho
dorina
Cantora carioca, criou-se junto aos blocos carnavalescos do subúrbio como os Bohêmios de Irajá. Ligada ao samba mais tradicional, lançou em 1996 seu primeiro disco, "Eu Canto Samba", que recebeu o prêmio Sharp daquele ano na categoria Revelação Samba. No repertório, autores consagrados, como Paulinho da Viola (a faixa-título), Chico Buarque ("Tem Mais Samba"), veteranos do samba de raiz, como Mijinha ("Sentimentos") e outros compositores ligados ao samba, como Délcio Carvalho, Paulo César Feital e Altay Veloso. Depois disso, participou do disco "Coisas Nossas" (tributo a Noel Rosa) e lançou o show "De Paulo a Paulinho", contando através de sambas a história da Portela, de Paulo da Portela e Paulinho da Viola. Também dividiu o palco com Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara, entre outros. O segundo CD, "Samba.com", saiu em 2000, mais uma produção independente, desta vez com direção musical de Paulão 7 Cordas. Arregimentando experientes músicos de samba, Dorina dividiu o microfone com Dona Ivone em "Se o Caminho É Meu" e continuou resgatando pérolas do samba, como "Oloan", de Wilson Moreira. Jair do Cavaquinho, Moacyr Luz, Aldir Blanc, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Sombrinha são alguns compositores presentes no disco.Participação super especial da maravilhosa Dorina no Sacrilégio (RJ) em homenagem à Clara Nunes no show do grupo Samba com Atitude.
bira da vila
Ubirajara Silva de Souza, em arte “Bira da Vila São Luiz”, nasceu em 8 de janeiro, na rua Santo Antônio, no Bairro da Vila São Luiz em Duque de Caxias (RJ), fazendo parte de uma família tipicamente brasileira, qual seja, humilde e criativa, pobre e com grande potencial artístico. Seus avós maternos foram escravos até a adolescência. Seus avôs paternos eram uma índia e um sanfoneiro português. Esta miscigenação lhe deu como herança, pelo lado indígena, a garra para vencer obstáculos, pelo negro a determinação e a criatividade e pelo lado português o espírito aventureiro, desbravador e conquistador. Bira têm na figura do pai, Seu Jair, o grande inspirador de sua carreira artística. Seu pai também conhecido como “Neblina”, têm um extenso e variado currículo, que vai desde sambista e passista da “Cartolinha de Caxias”, passando pela função de ritmista versador de partido alto até chegar à posição de goleiro do Vila São Luiz Futebol Clube. Com quase dois metros de altura com um andar gingado de malandro, Seu Jair foi a fonte de inspiração do primeiro samba de Bira , ainda com quatorze anos, “O Malandrinho” –1978. Ele foi o mais jovem integrante da primeira roda de samba de Caxias (1979), que fazia ponto no bar do Zezinho, em frente ao Clube Recreativo Caxiense. E cantava músicas dos mestres Monarco, Beto sem Braço, Roberto Ribeiro, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Dona Yvone Lara, Candeia entre outros ícones do samba. Por ter nascido na Vila São Luis, quando ingressou na Ala dos compositores da Grande Rio em 1986, já com 23 anos, foi batizado artisticamente de “Bira da Vila São Luis”. Coincidentemente tem em Luis Carlos da Vila, seu maior ídolo e também seu maior incentivador, nascendo desse reconhecimento de valor artístico recíproco, uma real amizade e parceria musical. Sua carreira autoral se inicia em 1993, com a gravação do samba “Sorriso de Banjo” pela saudosa cantora “Jovelina Pérola Negra”. Em 1998, o “padrinho Luís Carlos da Vila o incentivou a mostrar seu trabalho de compositor e interprete”.
Finalmente em 19 de agosto de 1998, no Teatro da Praia em Copacabana (RJ), estréia o show “Nova Matriz”, com a casa lotada, onde cantou somente sambas de sua autoria. Este show foi sua porta de entrada para ser convidado pelos produtores da Riotur, Fernando Gama e Luizinho, que acreditaram no seu potencial artístico-musical e abriram espaço para inúmeras outras apresentações. Sua maior emoção foi cantar no Arpoador, ao lado do próprio Luis Carlos da Vila e de bambas do samba como: Monarco, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Walter Alfaiate e Wilson das Neves. Este foi seu passaporte para a elite do “samba-de-raiz”. Desde então passou a se apresentar todos os anos nos eventos da Riotur, no show do reivellon, no pré-carnavalesco, shows de carnaval do Terreirão do Samba, carnaval da Lapa, entre outros. No final de 1999, produzido por Jaime Bahia, Bira faz um “disco demo” (Retratos do Povo), com músicas de sua autoria, para mostrar seu trabalho de compositor e intérprete. Ainda em 1999, apresentou-se no projeto Clássicos do Samba, com Wilson Moreira. Em 2001 apresento-se novamente neste mesmo projeto com Serginho Miriti, com o qual compôs “O daqui, o dali e o de lá” e outros sambas. Em agosto do mesmo ano, foi convidado para uma homenagem à Raul de Barros, organizada pela revista Maricá Já, junto com Wilson Moreira, Walter Alfaiate, Delson Carvalho, entre outros. E até Angola já se rendeu ao seu talento. Em 2002 em parceria com Riko Dôrileo, compôs uma música (tendo como tema a libertação de Angola) que até hoje é tocada nas 23 rádios oficiais de Angola, tendo alcançado à todas as classes sociais. No de sete de dezembro de 2003, se apresentou no projeto Aquarela do Samba, junto com Ernesto Pires e Luis Carlos da Vila, na Lona Cultural de Guadalupe(RJ), tendo uma excelente performance, que culminou com a plena e calorosa ovação da platéia. No dia quatro de abril de 2004, numa apresentação no Sacrilégio (famosa casa de shows do corredor cultural da Lapa – RJ), cantou somente sambas de sua autoria sendo novamente muito bem aceito pelo público. Enfim, Bira tem se apresentado nas principais rodas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. E o público continua aguardando com grandes expectativas o lançamento de seu primeiro Cd.
Atualmente Bira (como percursionista) têm integrado a banda de Luis Carlos da Vila, que está lançando o disco Benza Deus. Gentilmente, Luis Carlos convidou Bira para dividir os versos do samba “Vem pra roda sambar”, parceria dos dois. Assim Luis Carlos tem uma contribuição muito importante na divulgação do nome e trabalho de Bira da Vila. O mais recente projeto de Bira é o lançamento de seu primeiro e esperado disco “Canto da Baixada”, produzido Adelson Alves. Nesse disco Bira Procura resgatar a obra de autores da Baixada Fluminense de 1940 até os dias de hoje. Com tudo isso e muito mais Bira é um dos mais legítimos representantes da mais fina estirpe do samba-de-raiz carioca.
Finalmente em 19 de agosto de 1998, no Teatro da Praia em Copacabana (RJ), estréia o show “Nova Matriz”, com a casa lotada, onde cantou somente sambas de sua autoria. Este show foi sua porta de entrada para ser convidado pelos produtores da Riotur, Fernando Gama e Luizinho, que acreditaram no seu potencial artístico-musical e abriram espaço para inúmeras outras apresentações. Sua maior emoção foi cantar no Arpoador, ao lado do próprio Luis Carlos da Vila e de bambas do samba como: Monarco, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Walter Alfaiate e Wilson das Neves. Este foi seu passaporte para a elite do “samba-de-raiz”. Desde então passou a se apresentar todos os anos nos eventos da Riotur, no show do reivellon, no pré-carnavalesco, shows de carnaval do Terreirão do Samba, carnaval da Lapa, entre outros. No final de 1999, produzido por Jaime Bahia, Bira faz um “disco demo” (Retratos do Povo), com músicas de sua autoria, para mostrar seu trabalho de compositor e intérprete. Ainda em 1999, apresentou-se no projeto Clássicos do Samba, com Wilson Moreira. Em 2001 apresento-se novamente neste mesmo projeto com Serginho Miriti, com o qual compôs “O daqui, o dali e o de lá” e outros sambas. Em agosto do mesmo ano, foi convidado para uma homenagem à Raul de Barros, organizada pela revista Maricá Já, junto com Wilson Moreira, Walter Alfaiate, Delson Carvalho, entre outros. E até Angola já se rendeu ao seu talento. Em 2002 em parceria com Riko Dôrileo, compôs uma música (tendo como tema a libertação de Angola) que até hoje é tocada nas 23 rádios oficiais de Angola, tendo alcançado à todas as classes sociais. No de sete de dezembro de 2003, se apresentou no projeto Aquarela do Samba, junto com Ernesto Pires e Luis Carlos da Vila, na Lona Cultural de Guadalupe(RJ), tendo uma excelente performance, que culminou com a plena e calorosa ovação da platéia. No dia quatro de abril de 2004, numa apresentação no Sacrilégio (famosa casa de shows do corredor cultural da Lapa – RJ), cantou somente sambas de sua autoria sendo novamente muito bem aceito pelo público. Enfim, Bira tem se apresentado nas principais rodas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. E o público continua aguardando com grandes expectativas o lançamento de seu primeiro Cd.
Atualmente Bira (como percursionista) têm integrado a banda de Luis Carlos da Vila, que está lançando o disco Benza Deus. Gentilmente, Luis Carlos convidou Bira para dividir os versos do samba “Vem pra roda sambar”, parceria dos dois. Assim Luis Carlos tem uma contribuição muito importante na divulgação do nome e trabalho de Bira da Vila. O mais recente projeto de Bira é o lançamento de seu primeiro e esperado disco “Canto da Baixada”, produzido Adelson Alves. Nesse disco Bira Procura resgatar a obra de autores da Baixada Fluminense de 1940 até os dias de hoje. Com tudo isso e muito mais Bira é um dos mais legítimos representantes da mais fina estirpe do samba-de-raiz carioca.
serginho meriti
Sérgio Roberto Serafim, mais conhecido como Serginho Meriti, carioca de São João de Meriti, que teve sua primeira música gravada em 1980, por Bebeto, no LP "Malícia", lançado pela Copacabana, gravou também "Neguinho poeta" (c/ Bebeto e Carlinhos PQD). No ano segiuinte lançou o LP "bons momentos". Em 1982 gravou o disco "Vida tão bela menina", também pela gravadora PolyGram. No LP interpretou diversas composições de sua autoria: "Eu vou fazer", "Grito de gol", "Chateador", e "Meriti", todas em parceria com Dhema. Ainda neste disco, contou com a participação especial de Leci Brandão na faixa "Chicote da vida" (c/ Dhema). Em 1984 gravou o disco "Bem natural", lançado pela gravadora PolyGram. No ano de 1986, Zeca Pagodinho interpretou um grande sucesso de sua autoria, "Quando eu contar - Iaiá" (c/ Beto Sem Braço). Neste mesmo ano, Almir Guineto gravou "Quem me guia" (c/ Beto Sem Braço) e Dominguinhos do Estácio no LP "Bom ambiente", incluiu de sua autoria "Dura prova" em parceria com Beto Sem Braço e Aloísio Machado. No ano seguinte, em 1987, o cantor Roberto Ribeiro no LP "Sorri Pra Vida", pela gravadora Emi/Odeon, interpretou "Onde existe flor" (c/ Guará da Empresa) e Alcione gravou de sua autoria "Cada um na sua". Neste mesmo ano o grupo Exporta Samba gravou "Daltônico Varela" (c/ Beto Sem Braço) no LP "Valeu a experiência". Em 1988 sua composição "Manera mané", em parceria com Beto Sem Braço e Arlindo Cruz, foi gravada no disco "Jeito moleque", de Zeca Pagodinho. No disco ainda constou de sua autoria "Por querer, sem querer". Neste mesmo ano, Alcione interpretou no LP "Ouro e cobre", uma parceria sua com Nonô de Morro Azul "Manguererê". Em 1989, Zeca Pagodinho, no LP "Boêmio feliz", pela gravadora RCA, interpretou de sua autoria "Filial da matriz" (c/ Arlindo Cruz). Neste mesmo ano, o grupo Fundo de Quintal, no disco "Ciranda do povo", interpretou "Pra não quebrar a corrente", em parceria com Acyr Marques. No ano seguinte, em 1990, no LP "Saudades da Guanabara", Beth Carvalho interpretou "Apartheid não" (c/ Franco e Arlindo Cruz). Em 1992, Zeca Pagodinho intrerpretou outro sucesso de sua autoria, "Vê se me erra" (c/ Carlos Senna e Octacílio da Mangueira). No ano seguinte, Zeca Pagodinho incluiria outra composição sua, desta vez, uma homenagem ao falecido compositor Beto Sem Braço "O elo", em parceria com Carlos Sena. Em 1996 pela gravadora Velas, lançou o CD "Serginho Meriti", no qual interpretou de sua autoria "Clemência" (c/ Reinaldo Amâncio), "Direto e reto na pista" (c/ Cacá Franklin), "Até me faz lembrar você" (c/ Reinaldo Amâncio) e "O tempo todo", em parceria com Cacá Franklin e Carlos Sena, além de incluiu "Ah! Como eu te amo", de autoria de Dhema e Álvaro Pacheco.
Serginho Meriti no Samba do Trabalhador (RJ)
No ano de 2001, sua composição "Da música", em parceria com Cacá Franklin, foi gravada no CD "Ao Vivo de Arlindo Cruz & Sombrinha", lançado pela gravadora Índie Records. Em 2002, sua composição "Deixa a vida me levar", em parceria com Eri do Cais, deu título ao disco de Zeca Pagodinho. O sucesso foi tão grande que acabou sendo uma das músicas mais cantadas, em público, por jogadores da seleção brasileira que conquistou o penta-campeonato de futebol. Neste mesmo ano, ao lado de vários artistas, entre eles, Almir Guinéto, Arlindo Cruz, Bandeira Brasil, Deni de Lima, Ivan Milanez, Marquinhos China, Ircea Pagodinho e Maurição, fez o show-homenagem "Bum-bum-baticum-Beto", tributo ao compositor Beto Sem Braço no Bar Supimpa, na Lapa, Rio de Janeiro. Ainda em 2002, o grupo Pique Novo no disco "Ao Vivo 10 Anos" (Sony Music) incluiu de sua autoria "É tanta", parceria com Cacá Franklin. Foi o único convidado a se apresentar ao lado de Zeca Pagodinho no show de lançamento do disco "Deixa a vida me levar", no ATL HALL, no Rio de Janeiro. Na ocasião interpretou de sua autoria "Negra Ângela" (antigo sucesso na voz de Neguinho da Beija-Flor) e "Rosalina". Ainda neste ano de 2002, a convite do grupo Dobrando a Esquina, apresentou-se com o grupo no bar Carioca da Gema, também no Rio de Janeiro. Em 2003 recebeu o prêmio de "Melhor Canção Popular" pela composição "Deixa a vida me levar" (c/ Eri do Cais), do "Prêmio Tim de Música", no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apresentou-se em diversos programas de televisão, entr eles "Sem Censura" da TV Educativa e ainda em shows e projetos como "Projeto Brincando de Roda" (Escola Elias Brito em Mesquita) e no show "Nós no samba", no Teatro Mário Lago, em Vila Kennedy. Neste mesmo ano de 2003 Zeca Pagodinho lançou o CD "Zeca Pagodinho Acústico MTV", no qual regravou de sua autoria "Quando eu te contar (YaYá)" (c/ Beto Sem Braço) e incluiu a inédita, também de sua autoria, "Lá vai marola". Em 2004, no disco "Daqui, dali e de lá", o grupo Toque de Prima interpretou de sua autoria em parceria com Bira da Vila a faixa-título. No ano de 2005, no CD "À vera", Zeca Pagodinho interpretou de sua autoria "O biscateiro" (c/ Jairo Aleixo). Foi o convidado especial de Roberto Serrão em show no bar Dama da Noite, na Lapa, centro boêmio do Rio de Janeiro. Tem muitas composições gravadas, entre elas "Despensa vazia" (Zeca Pagodinho), "Choro de alegria" (Exaltasamba), "Mapa da mina" (Fundo de Quintal), "Lua nova" (Bebeto) e "Voltando pra casa" (Cidade Negra). Em 2005 lançou, pela gravadora Astral Music, o CD "A luz do nosso povo", no qual incluiu diversas composições inéditas.
fonte: Dicionário MPB
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