da antiga...


Chico da Curimba cantando na Roda de Samba do Baluartes de Turiuaçú.


Padeirinho, Babaú, Xangô, Sargento e Zagaia.


André Renato, Jorge Chapéu Couro, Geraldo Silva, Sidney Calixto(G.R.E.S. ARRASTÃO DE CASCADURA), José Carlos Netto e amigos, na roda de samba dos Baluartes deTuriaçú.

Tia Sinhá

Houve um tempo em que fazer samba em São Paulo era tarefa de leão. A polícia acabava com qualquer pagode na base do chanfalho e não tinha quás-quás-quás. O sambista que marcasse bobeira ia pro xilindró. Nessa época, o samba da paulicéia só não foi pro beleléu graças a uma patota de muita fé, que encarava o que desse e viesse, mas botava o samba na rua.

Inocêncio Mulata, discípulo do Dionisio Camisa Verde e Branco, Pé Rachado, Pato Nágua, Vassourinha, Jambura, Marmelada, Nego Braço, Zoinha e tantos outros seguravam o rabo de foguete. Não tinha escama. Eram os que comandavam a zoeira de memoráveis carnavais. E pra seu governo, meu lorde, as pauleiras não eram só com a polícia, que não queria ver crioulo brincando. Sobrava biaba cada vez que duas escolas ou dois blocos se cruzavam. Sente o aroma da perpétua.

Quando o Campos Elíseos descia a Avenida São João e encontrava o Vai-Vai subindo, o perereco fervia. O baliza do Campos Elíseos e o do Vai-Vai avançavam e, com mil e uma mumunhas, dançavam batendo o bastão um no outro. E as baterias faziam das tripas coração pra abafar a do inimigo. E as porta-bandeiras diziam tudo que sabiam no pé, fazendo evoluções magníficas, que agitavam os gloriosos pavilhões.

Mas, tudo até aí era competição honesta, gentilezas e tal e coisa. Depois, as escolas iam passando uma pela outra. E dava bochicho. A negada das alas não perdiam a chance de xingar e esculachar o pessoal adversário. E como ninguém comia enrolado, o rolo se formava. Surgiam na parada navalhas, pau, tamanco e muito ferro. O resultado era cana brava e hospital sentido.

Mas, deixa isso tudo de lado. O que quero contar e o que pesa na balança é que, naquele tempo bravo, uma das cabrochas mais bonitas e mais entusiasmadas com o samba era a Sinhá da Barra Funda. Ela, no Carnaval, não fazia cerimônia. Brincava pra valer e botava fogo no pagode.

Saía da Barra Funda um trio de couro comandado pelo Inocêncio Mulata. Vinha lá do Largo da Banana, mandando ver. Atrás vinham uns vinte crioulos sambando e, entre eles, a cabrocha Sinhá, de alta linha e de muita embaixada. E por onde o pagode ia passando, ia juntando gente na cola.

Quando o trio de couro chegava na Praça Marechal, já eram mil crioulos dando o recado. E na Alameda Glete, já crescia o número pra dois, três mil pagodeiros. E iam em frente até a polícia entrar na fita. Depois, Sinhá, sem sentir falta de gás, vestia a fantasia e saia pelas ruas com o Camisa Verde e Branco da Barra Funda, seu cordão de axé forte, que hoje virou escola, mas continua legal como era no começo, nas mãos do Mestre Dionísio.

E foi assim que a cabrocha Sinhá ganhou divisas de sambista batalhadora pelos pagodes. Ninguém lhe deu os títulos. Ela foi buscá-los no meio da batalha e se fez a maior no samba da paulicéia. Porém (e sempre tem um porém), os anos passam. As novas gerações de sambistas já encontraram meio caminho aberto pelos que vieram na frente. Já pegaram subvenções, proteção da polícia, organização e nem se lembraram dos que conquistaram esse pouco, quase nada, mas que, comparado com antigamente, é muito.

A cabrocha Sinhá, que agora é a nossa querida Tia Sinhá e que agora permanece firme na Escola de Samba Camisa Verde e Branco da Barra Funda, incrementando o samba e dando embalo pros pagodeiros, foi esquecida. Nunca ninguém se lembrou de fazer uma homenagem a ela, campeã de tantos carnavais.

Todos reconhecem seus méritos de primeira dama do samba paulista: Mocidade Alegre, Unidos da Vila Maria, Peruchão, Morro da Casa Verde, Peruchinho, Folha Azul do Marujo, Lavapés,Império do Cambuci, Vai-Vai, Fio de Ouro, Unidos do Tatuapé, Império do Ipiranga e todas as outras. Mas, ficam fechados em copas em relação à querida Tia Sinhá, que está aí mesmo, no Camisa Verde e Branco.

Mas afinal, a justa homenagem do samba paulista à sua primeira dama vai acontecer. O Paulistano da Glória, que se lança esse ano novamente como escola de samba, escolheu a Tia Sinhá da Barra Funda pra madrinha de sua bandeira. Não podiam ter sido mais felizes a patota do Paulistano da Glória. Justa homenagem a quem tanto fez pelo carnaval paulista. Fez por fazer, fez por gosto, fez por amor, fez por acreditar na beleza da vida e na grandeza de um povo que canta na rua.

Sinhá, a nossa querida Tia Sinhá da Barra Funda, recebe pra batizar amanhã na Rua da Glória a bandeira do Paulistano. Todos os que gostam de samba, todos os que transam nessa área devem chegar no pedaço pra oba-obar quem tem tanto merecimento. Jangada, Flavio Cesar, Clóvis Messias, Guerra, Covas Junior, cronistas maiores do samba, dêem passagem pra Tia Sinhá em seus veículos de comunicação. Senhores compositores, Talismã, Toniquinho, Silvio Modesto, Zeca da Casa Verde (que viu menino a Sinhá sambar), Odair da Mocidade, Santana, Geraldão, Joãozinho da Vila Maria, Borboleta, Borboletinha, João Dionísio, Zé Di do Vai-Vai, quero escutar um samba pra Sinhá. Um samba só dela, na boca de todo nosso povão das quebradas do mundaréu.

Por favor, senhores baluartes do samba da paulicéia, Juarez da Cruz da Mocidade, Pé Rachado do Vai-Vai, Dito e Ananias da Vila Maria, Mala do Tatuapé, Doutor do Ipiranga, Sinval do Império do Cambuci, Zezinho do Morro da Casa Verde, Dona Eunice do Lavapés, não faltam na homenagem a Tia Sinhá. Vamos todos ao Paulistano da Glória. Do Carmo, compositor enrustido e festeiro embandeirado. Maurício Ex Mimoso e boa praça. Zé Ramos Tinhorão, pesquisador e historiador da música popular, Sergio Cabral, lutador incansável pelas nossas coisas, é obrigação baixar no Paulistano da Glória. É de lei pro samba ir homenagear nossa querida Tia Sinhá da Barra Funda.

Nestor de Hollanda Cavalcanti

Nascido no Rio de Janeiro, em 1949, iniciou seus estudos musicais com José Miranda Pinto (trompete) e, posteriormente, com Elpídio Pereira (teoria e apreciação musical). Em 1967, recebeu aulas de Maria Aparecida Ferreira (leitura e escrita) e Guerra Peixe, com quem estudou na Pro-Arte, Museu da Imagem e do Som e no Centro de Estudos Musicais (harmonia, contraponto, morfologia, orquestração e composição) entre 1967 e 1973. Em 1969, estudou análise com Esther Scliar na Pro-Arte, e entre 1966 e 1970, violão com Pereira Filho e Jodacil Damaceno. Entre os anos de 1967 e 1976, frequentou os cursos “Música Brasileira” e Prosódia Musical”, organizados pela Escola de Música da UFRJ; “Conheça o Brasil através do folclore”, promovido pelo Museu Belas Artes; “Estética”, iniciativa da Associação de Amigos do Museu da Cidade.

Foi professor de violão no Conservatório Brasileiro de Música e na Escola de Música Villa-Lobos, entre 1975 e 1979; professor convidado no III Festival de Música de Londrina, em 1985, onde ministrou um curso de filosofia e música. Entre os anos de 1984 e 1986, diretor e professor (harmonia, contraponto e composição) do Esquimbau - Núcleo de Estudos Musicais. Durante vários anos trabalhou no Instituto Nacional de Música da Funarte (Fundação Nacional de Arte), onde atuou como pesquisador, arquivista (arquivo fonográfico), revisor musical, redator e produtor fonográfico do Pro-Memus (Projeto Memória Musical Brasileira), onde foi também coordenador. Tem trabalhado como redator, com artigos publicados em diversos periódicos nacionais, como Viva Música!, Jornal da Música, Cadernos de Música, Tribuna da Imprensa, etc. Dentre seus trabalhos mais importantes, destacam-se: Teses sobre a Música, escrito juntamente com Antonio Jardim para a revista Encontros com a Civilização Brasileira nº 8, 1979; Do repertório, in Música: Textos e Contextos, Funarte/INM, 1985; e o ensaio Música e Dialética, em fase de preparação para edição.

Foi diretor musical e arranjador do Cobra Coral (Coral da Cultura Inglesa), grupo que foi um dos responsáveis pela renovação do canto coral no país, e de 1984 a 1987, da Orquestra de Vozes - A Garganta Profunda. É arranjador de música popular e produtor de discos; o LP Orquestra de Vozes - A Garganta Profunda foi considerado pelo Jornal do Brasil um dos 10 melhores lançamentos do ano de 1986. Ainda neste mesmo ano, a convite da Divisão de Música Popular da Funarte, fez os arranjos, a direção musical e co-produziu (juntamente com o pesquisador Jairo Severiano) o LP Yes, nós temos Braguinha, em homenagem aos 80 anos do compositor popular. Em 1987, fez os arranjos e o roteiro musical do show Garganta canta Beatles, considerado um dos melhores espetáculos do ano pelo Jornal do Brasil e pela Enciclopédia Britânica do Brasil. Durante o período entre 1992 e 1994, trabalhou na Fundação Biblioteca Nacional, onde exerceu as funções de Assessor e, posteriormente, Chefe da Divisão de Música e Arquivo Sonoro, e, entre 1995 e 1996, o compositor foi Diretor da Divisão de Música do Instituto Municipal de Arte e Cultura - RIOARTE, setor responsável pela promoção de diversos eventos musicais na cidade do Rio de Janeiro e edição de CDs e partituras.

Algumas de suas obras foram premiadas ou mereceram distinções em concursos nacionais e internacionais de composição, tais como: Brincadêra dum matroá, para coro, Toré, dos cabocolinhos, para orquestra de cordas, e Divertimento... mesmo, para noneto, finalistas, respectivamente, do I Concurso Nacional de Composição promovido pelo Madrigal Renascentista de Belo Horizonte em 1974, dos concurso de composição promovidos pelo Governo do Estado da Paraíba, em 1976, e pelo Instituto Goethe em 1977; Micro-concerto nº 1, para flauta e orquestra de câmara, menção honrosa no Prêmio ESSO de Música Erudita em 1979; Contradição, para septeto, 2º prêmio no I Concurso Latino-Americano de Composição promovido pelo Instituto Goethe de Munique em 1975; Suite Quadrada, para violão, 2º prêmio no Concurso Nacional de Composição promovido pelo INM/Funarte e Editora Vitale em 1978/79; Cobras e Lagartos, para coro e orquestra, prêmio de “Melhor trabalho criativo” no MPB-Shell promovido pela Rede Globo de Televisão em 1981. Tem recebido diversas encomendas de obras, onde se destacam: O Morcego, para coro, comissionada pelo INM/Funarte em 1978; Peça de confronto para coro misto juvenil (descontraído!), comissionada pelo Jornal do Brasil para o 7º Concurso de Corais do Rio de Janeiro em 1980; Conversa Mole, para contrabaixo e piano, comissionada pelo INM/Funarte em 1982; Ária para Sonia, para orquestra, comissionada em 1985 pela Fundação Rio para a Orquestra de Música Brasileira regida por Roberto Gnattali; e Rhapsody around the rock, arranjo sobre temas de rock para orquestra, comissionada pela organização do festival Rock in Rio II (Artplan e Rede Globo de Televisão) em 1990; Cerco da Paz - 3 Ais e 7 Cidades; Canção da Paz, suite-bailado para soprano, violino, violoncelo e piano, comissionada em 2000 pelo Conselho Mundial de Igrejas.

Desde 1976, o compositor tem participado dos mais diversos eventos ligados à música que são realizados no Brasil, tais como: a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, realizada pela Funarte; o Festival de Música Nova de Santos; o Festival de Música Contemporânea de São Paulo; a série Música do Século XX, promovida pelo Jornal do Brasil e Orquestra Sinfônica Brasileira entre 1980 e 1984; o Concurso de Corais do Rio de Janeiro, promoção do Jornal do Brasil; o Panorama de Música Brasileira Atual, realizado pela Escola de Música da UFRJ a partir de 1978; os Encontros com a Música Contemporânea Brasileira, iniciativa da UNI-Rio entre 1983 e 1984; o Festival de Música Contemporânea de Belo Horizonte e também diversos festivais de música realizados em Brasília, Salvador, Porto Alegre, Curitiba etc. No exterior, seus trabalhos tem sido apresentados em países da América Latina (México, Venezuela, Chile, Bolívia, Argentina, Uruguai e Paraguai) e Europa (Inglaterra, França, Espanha, Itália, Alemanha, Áustria, Polônia, Hungria, Bélgica, Holanda), Estados Unidos, na África (Angola), e participaram das Exposições de Música Brasileira no Japão (1976) e no Canadá (1978).

Silas de Oliveira

Silas de Oliveira de Assumpção nasceu em Madureira, subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 12 de Outubro de 1916. Desde menino freqüentou as rodas de samba, apesar da resistência do pai, que era pastor protestante e via na música uma ‘manifestação do diabo’. O pai, dono do Colégio Assumpção, ar-rumou uma vaga de professor para o filho, tão logo ele concluiu o Científico. Ele pretendia que, com a profissão, o filho abandonasse o gosto pela música. Silas dava aulas de Português, quando começou a namorar uma das alunas, a jovem Elaine dos Santos. Nessa época também fez amizade com o jornaleiro Mano Décio da Viola, que se tornaria seu maior parceiro. Pelas mãos de Elaine e de Mano Décio, Silas sobe os morros cariocas atrás de rodas de samba. Com os dois, freqüenta também os tradicionais pagodes nas casas das ‘tias’ baianas, regados a muita bebida, comida e batucada. Seu talento como compositor começa a se revelar, ainda que timidamente. As visitas a estes locais passam a ser cada vez mais constantes e não tarda para que Silas passe a ser considerado como ‘gente da casa’ nos redutos de samba.

Em 1946, Silas de Oliveira e Mano Décio compõem o samba-enredo ‘Conferência de São Francisco’ ou ‘A Paz Universal’, defendido pelo Prazer da Serrinha, agremiação carnavalesca da qual faziam parte. ‘Forçados’ pelo decreto oficial do então Presidente da República Getúlio Vargas – que exigia que as es-colas desfilassem com temáticas nacionalistas em seus enredos –, os compositores acataram a medida e fizeram desfilar pela avenida uma escola organizada em alas com funções definidas dentro do enredo. A partir daquele ano, outras escolas aderiram às idéias do Prazer da Serrinha, moldando-se ao novo estilo de desfile por ela constituído. Porém, alguns integrantes do Prazer da Serrinha não aceitaram essas inovações, resultando daí a dissidên-cia de vários componentes – que culminaria com a fundação da Império Serrano, em 1947. Silas de Oli-veira integra a nova escola desde seu primeiro desfile, do qual se sagrou campeão no carnaval de 1948. No ano seguinte, Mano Décio também aderiu à nova agremiação. Entre 1949 e 1951 o samba vitorioso do Império Serrano trouxe a assinatura de Silas, de Mano Décio ou dos dois. Em 1955 e 1956, mais duas vi-tórias da dupla na escolha do samba da escola e do Império Serrano na avenida: ‘Exaltação a Caxias’ e ‘O Sonhador de Esmeraldas’.

Silas dedicou 28 anos de sua vida ao Império Serrano e nesse período fez 16 sambas de enredo para a es-cola, dos quais 14 foram defendidos no desfile oficial. Quando o amigo Mano Décio foi para a Portela, a dupla se desfez. Mas Silas continuou compondo para a Verde-e-Branco de Madureira, muitos dos quais tornaram-se clássicos do gênero, como ‘Aquarela do Brasil’ (1964), ‘Os Cinco Bailes da História do Rio’ – em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau (1965), ‘Glórias e Graças da Bahia’ – com Joacir Santana (1966) e ‘Pernambuco, Leão do Norte’, com o qual enfrentou – e venceu – o antigo parceiro Mano Décio da Viola, que retornava à escola, em 1968. A última parceria dos dois grandes sambistas foi em 1969 com ‘Heróis da Liberdade’, num ano em que o jeito de fazer samba-enredo passava por grandes modificações, sobretudo no andamento acelerado, lembrando marcha militar. Mano Décio e Silas de Oliveira não se adaptaram a essa nova postura, pois acreditavam que essa mudança era responsável pelo empobrecimento do samba-enredo. Silas ainda tentou adaptar-se aos novos tempos, mas sua influência no Império Serrano já não era mais a mesma. Nos últimos anos de vida, Silas deixou de se envolver com os desfiles de carnaval, limitando-se apenas a freqüentar rodas de samba onde, na sua concepção, o ambiente era mais tranqüilo.

No dia 20 de maio de 1972, Silas de Oliveira foi à uma roda de samba, pensando arranjar dinheiro para matricular uma de suas filhas no vestibular. No momento em cantava ‘Os Cinco Bailes do Rio’, sofreu um enfarto fulminante. Morreu no terreiro, onde passou a maior parte de sua vida. Nos deixou obras-primas como ‘Meu Drama’ (gravada por Cartola como ‘Senhora Tentação’), ‘Apoteose ao Samba’ (com Mano Décio, imortalizada por Jamelão) e ‘Aquarelas do Brasil’ (que recebeu inúmeras gravações, destacando-se a de Elza Soares e a de Martinho da Vila).

Fonte: Samba & Choro

Mário Sève

Saxofonista, flautista, compositor e arranjador. Foi curador de projetos da FUNARTE, RIOARTE e ITAÚ Cultural. Em 2007, está lançando seu primeiro cd exclusivamente autoral - CASA DE TODO MUNDO (Núcleo Contemporâneo) - incluindo canções, temas instrumentais e participações de Pedro Luis e A Parede, Monica Salmaso, Época de Ouro, Mestre Ambrósio, Maogani, Cristina Braga, Clara Sandroni, o grupo japonês Choro Club, Zé da Velha e Sivério Pontes, entre muitos outros, e capa de Elifas Andreato. É fundador e integrante dos quintetos NÓ EM PINGO D’ÁGUA e AQUARELA CARIOCA. Integra, desde 1996, o grupo de PAULINHO DA VIOLA, com quem gravou 4 cds. Com o NÓ EM PINGO D’ÁGUA gravou 6 discos, os 3 últimos atuando também como produtor, e com o AQUARELA CARIOCA 5 discos, um com Ney Matogrosso, recebendo com ambos os grupos muitos prêmios e excursionando várias vezes pelos EUA e Europa, incluindo Festival de Jazz de Montreaux. Gravou com o cravista Marcelo Fagerlande o cd BACH E PIXINGUINHA (Núcleo Contemporâneo - 2001), na 11ª edição, com Daniela Spielmann o cd CHOROS, POR QUE SAX? (Biscoito Fino - 2004) e com David Ganc, o cd PIXINGUINHA + BENEDITO (Núcleo Contemporâneo - 2005). É autor do livro VOCABULÁRIO DO CHORO (Ed. Lumiar), realizando workshops e oficinas pelo Brasil. Está lançando CHOROS 100 (Biscoito Fino) – cd e livro - com clássicos do choro e os 3 volumes do SONGBOOK DO CHORO (Ed. Lumiar), que coordenou ao lado de Rogério Souza e Dininho. Produziu e dirigiu o festival RIO CHORO (Rio Arte, 2000 a 2004), reunindo os maiores intérpretes do choro da atualidade. Participou, como compositor, do FESTIVAL DA MÚSICA BRASILEIRA (TV Globo - 2000), do FESTIVAL DA CULTURA (TV Cultura - 2005) e do PREMIO VISA – 2006, neste 2 ultimos mostrando suas parcerias com Guilherme Wisnik e chegando às semifinais. Foi premiado nos festivais de Avaré (FAMPOP) e Chorando no Rio. É parceiro também de Sérgio Natureza, Paulinho da Viola, Suely Mesquita, Pedro Luís, Chico César, Mauro Aguiar, Geraldo Carneiro, Nelson Angelo e Talita Kuroda, intérprete de suas canções nos shows. Integrou a banda de Alceu Valença e participou ainda de shows e gravações junto a Ivan Lins, Dona Ivone Lara, Elizeth Cardoso, Cristovão Bastos, Leila Pinheiro, João Bosco, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Toquinho, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Antonio Adolfo, Guinga, Nara Leão, Emílio Santiago, Elza Soares e muitos outros.

Luiz Carlos da Vila e Partideiros do Cacique


Luiz Carlos da Vila em show memorável no Teatro Rival (RJ), acompanhado pelos Partideiros do Cacique.