\o/ | velha guarda da mangueira



isso mesmo, no dia 01 de Setembro (sábado) Recife recebe com muito orgulho a VELHA GUARDA DA MANGUEIRA (RJ), o show ainda contará com as Participações Especiais do pessoal da MESA DE SAMBA AUTORAL (PE) e DEIXA FALAR (PE). A festa vai acontecer no Clube Líbano (Pina) à partir das 16hs, os ingressos custam R$ 25,00 (individual) e R$ 100,00 (mesa) e estão à Venda no BAR BIRUTA e no próprio clube, para maiores informações: (81) 3431-6185

\o/ | feijoada da portela



Feijoada da Portela terá show de Marquinhos Santana.
Na próxima edição do Pagode da Família Portelense, sábado, 1º de setembo, a roda de samba da Velha Guarda vai ter Marquinhos Santana como convidado. Na feijoada, o sambista será recebido no palco por nomes como Monarco e as Tias Doca e Surica. No repertório, serão lembrados antigos sambas da Portela, que prometem animar as 5 mil pessoas que freqüentam o evento, que começa às 13h.

Horário: 13h
Ingresso: R$ 5
Feijoada: R$ 8
Classificação etária: Livre
Telefone quadra: (21) 2489-6440
Local: Rua Clara Nunes, 81 - Madureira
Pagode da Família Portelense

moacyr luz

Tido como um dos grandes compositores de samba da atualidade, passou a infância ouvindo o clarinete tocado pelo avô, músico da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Perdeu o pai aos 15 anos e, para afastar a solidão, começou a tocar violão, influenciado pelo guitarrista e violonista Hélio Delmiro, seu primeiro companheiro de cordas. Gravou "Eu me Descubro", em 1979, com a cantora Lana Bittencourt, mas só tomou fôlego como compositor (até então queria seguir carreira como instrumentista) quando passou a ter suas músicas letradas por Aldir Blanc, seu parceiro mais constante. A parceria começou em 1984, com "A Tua Sombra" – gravada em seu disco de estréia "Moacyr Luz", lançado em 1988 pelo selo Acre – e seguiu afinada com "Mico Preto" (que virou tema de novela na voz de Gilberto Gil), "Anjo da Velha Guarda", "A Cereja e o Vermute" e "Coração Agreste", essa última sucesso na voz de Fafá de Belém e premiada como melhor canção no Prêmio Sharp de 1989. Para comemorar os dez anos de parceria com Aldir, foi lançado em 1995 o CD "Vitória da Ilusão", pelo selo Caju Music, relançado em 2000 pela Dabliú, assim como "Moacyr Luz".


Moacyr Luz cantando composição sua e de Sereno, no Beco do Rato, na Lapa (RJ), acompanhado pelo 7 cordas do Tiago Prata, o Pratinha.

[>] samba na central do brasil


antes da saída do Trem do Samba, rola o que? SAMBA!!! É claro...

[>] carnaval em dezembro


isso mesmo, carnaval em dezembro, sente só como fica a estação de Oswaldo Cruz no dia Nacional do Samba...

[>] buraco do galo


malandro também chora...

[>] roda de samba no dia nacional do samba


o povo animado, cantando "O Show Tem Que Continuar", no dia nacional do samba, o samba é isso, alegria, alegria, alegria...

[>] suburbanistas


luiz carlos da vila, dorina e mauro diniz

neoci dias de andrade

Neoci Dias de Andrade, filho do compositor João da Baiana e da costureira Araci Andrade de Almeida. Também conhecido como Neocy de Bonsucesso e Neoci Dias. Integrou a ala de compositores do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos e fundador do grupo Fundo de Quintal. Seu filho, de pseudônimo Banana, é percussionista e atuante no mundo do samba. Estreou como compositor em 1974, quando a cantora Elza Soares gravou "Nos braços do samba" (c/ Dida), no LP "Quem é bom já nasce feito", pela gravadora Tapecar. Neste mesmo ano, Elza Soares gravou outro disco, "Samba, minha raiz", também pela Tapecar, no qual incluiu "Deus é viola" (c/ Dida). No ano de 1978, Beth Carvalho, freqüentadora assídua do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, trouxe para o grande público o conhecimento de compositores como Jorge Aragão, Dida, Neoci Dias e outros componentes do grupo Fundo de Quintal. Esses compositores foram os fomentadores de um novo estilo, que unia instrumentos pouco usados em rodas de samba, como tamborim, banjo com braço de cavaquinho, tantã e pandeiro, fazendo ritmo diferente. Desse grupo, a cantora gravou com grande sucesso "Vou festejar" (Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias) no LP "De pé no chão", que alcançou a marca de 500 mil cópias vendidas, inaugurando, assim, uma nova fase no samba carioca, que viria mais tarde a influenciar todo o país. No ano de 1979 no LP "Gostoso veneno", Alcione gravou "Primeira escola", (c/ Dida e Jorge Aragão). No ano seguinte, Neguinho da Beija-Flor no LP "Vida no peito" interpretou "Nego preguiçoso", parceria de Neguinho da Beija-Flor, Almir Guineto e Neoci Dias.

velha guarda da mangueira

A primeira formação da Velha Guarda da Mangueira remonta ao ano de 1956, capitaneada por Carlos Cachaça, Cartola e Aloísio Dias. Os integrantes reuniram-se para representar umas das mais tradicionais escolas de samba carioca. Ao longo dos anos, a Velha Guarda teve vida incerta. Sumiu durante longos períodos, reunindo-se esporadicamente para shows, com formação inconstante. No repertório, sambas de terreiro, clássicos de Carlos Cachaça, Cartola e Nelson Cavaquinho, e composições dos novos valores que iam tomando corpo na comunidade mangueirense. Em 1988, voltaram a reunir-se, com Delegado e Mocinha — mestre-sala e porta-bandeira — Tia Irene e mais 23 integrantes. Entre idas e vindas de seus componentes, o grupo estreou oficialmente em 1991, tendo Beth Carvalho como madrinha, e lançou o primeiro disco oito anos depois, pela Nikita. Em Velha Guarda da Mangueira e Convidados, muitas músicas são inéditas. O elenco do disco, que estava disperso, foi reunido pelo violonista e arranjador Josimar Monteiro. Há presenças de nomes da escola como Xangô, primeiro diretor de harmonia e ex-puxador de sambas da escola, Jurandir, Tantinho, Quincas, José Ramos, Cartola, Darcy da Mangueira, Nelson Sargento, Geraldo Pereira, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Zagaia, Chiquinho Modesto, Irson Pinto, Alfredo Português e Padeirinho — além dos imperianos D. Ivone Lara e Délcio Carvalho, o salgueirense Aldir Blanc, os portelenses Noca da Portela, Darcy Maravilha e Toninho Nascimento, os caciqueanos Neoci e Bandeira Brasil e os enamorados da Mangueira como Moacyr Luz, Mirabeau, Milton de Oliveira, Benedito Lacerda e Aldo Cabral. Para as gravações, foi chamado um time de artistas convidados, como Beth Carvalho, Lenine (que divide os vocais com Nelson Sargento, outro convidado), Guilherme de Brito e Dona Ivone Lara. Antes de Velha Guarda da Mangueira e Convidados, tiveram um CD lançado no Japão, Pedi Perdão.

fonte: Clique Music

Velha Guarda da Mangueira e Jorge Vercilo no Estrela da Lapa (RJ)

[>] são caetano do sul tbm tem samba


Samba com Grupo Keleh cantando "Bom Ambiente" de Arlindo Cruz.

[>] vila do samba


Roda de Samba com a presença de Edu Batata, Cacá Sorriso, Cebola, Alessandro Penezzi, Alê do Clarinete, Paula Sanches, Paulinho Timor, Dil Bandeco e Marcelo que contou com a ilustre presença de Oswaldinho da Cuíca.

[>] central do samba


Tradicional Roda de Samba lá do pessoal do Movimento Central do Samba (RS), no vídeo participação especial de Toninho, com o clássico "Vai Vadiar" da parceria entre Monarco (Velha Guarda da Portela) e Ratinho. O samba acontece na rua mesmo mais como esse foi o 1° domingo de 2007 em que São Pedro não segurou a chuva e fez com que o povo se aglomerasse dentro do bar.

[>] ito melodia em maricá


Roda de Samba com Ito Melodia, intérprete da União da Ilha do Governador. 24/02/2007

[>] moacyr luz no bar do costa


Roda de Samba descontraída em Vila Isabel (RJ), no Bar do Costa, com o cantor e compositor Moacyr Luz, que canta "Pra Que Pedir Perdão".

[>] luiz carlos da vila no morro do alogoano / ES


Nesse vídeo vemos a rapaziada do Morro do Alagoano em Vitória/ES num descontraído samba de roda com o grande Luiz Carlos da Vila cantando dois dos seus clássicos, Doce Refúgio e Agulha e Dedal, antes da sua apresentação na cidade no dia 30/03/2007.

[>] sombrinha no clube de pesca/ES


Mais um do show de Sombrinha no Clube de Pesca em Vitória/ES, show esse que faz parte do Projeto A VEZ DO COMPOSITOR e teve o acompanhamento do grupo Standart. No vídeo ele canta "Amor Não é Por Ai" um clássico de autoria dele, Kleber Augusto e Arlindo Cruz.

wilson das neves

Mirando-se nos ídolos Edgard Nunes Rocca e Luciano Perrone, Wilson das Neves estudou música com os professores Joaquim Naegele, Darcy Barbosa e Moacir Santos. Tocava na Orquestra Ubirajara Silva, em 1959, quando começou a fazer shows e gravar com todos os grandes artistas da música brasileira. Em 1962, entrou para a Rádio Nacional, onde permaneceu por um ano. Daí, foi aprovado no concurso para integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na qual atuou até 1964. Saiu da orquestra por preferir trabalhar na área popular. Passou a tocar em emissoras de TV (Continental, Excelsior, Globo e Tupi), ao lado de regentes como Cipó, Carioca e Ivan Paulo. Atuou, também, na gravadora Colúmbia, com o maestro Astor Silva e no conjunto de Ed Lincoln. Dos trabalhos com estrelas internacionais, orgulha-se de ter gravado com Sarah Vaughan, Toots Thilemans, Sy Oliver e Michel Legrand. No âmbito da MPB, trabalhou com Roberto Carlos, Chico Buarque, Eumir Deodato,Elizeth Cardoso,Clara Nunes, Elza Soares, Elis Regina (com quem tocou mo Olimpia de Paris), Alcione e Beth Carvalho. Também se apresentou no Cassino Monte Carlo, ao lado do maestro Copinha. Aos 40 anos de carreira, Das Neves revela seus dotes de compositor. Em 1997, lançou o seu primeiro CD solo,"O som sagrado de Wilson das neves" (CID), obtendo elogios da crítica. No disco, 13 músicas são frutos de sua parceria com Paulo Cesar Pinheiro e uma foi feita com Chico Buarque.

diogo nogueira

Diogo Nogueira tem 26 anos, é cantor e compositor e filho do poeta guerreiro, personagem ímpar da nossa música, o grande compositor e cantor João Nogueira. Antes mesmo de completar um mês fora da barriga da mãe, já acompanhava os pais nos pagodes e acostumou-se desde cedo a ser embalado ao som de sambas e choros. Passou pelo crivo do pai, que aprovou e sempre o convidava para participar cantando em seus shows e nas rodas de samba entre amigos. Depois de começar a fazer shows com seu pai, não faltaram convites das rodas de samba do Rio, além do respeito e aprovação de pessoas e personalidades ligadas à música. Diogo Nogueira fez importantes shows com João Nogueira pelo Brasil a fora. Em Salvador, cantou com o pai no Pelourinho , para uma platéia de mais de cinco mil pessoas, no dia 02 de dezembro de 1998, na comemoração do “Dia Nacional do Samba”. Em 1999, participou do show lançamento do disco do pai chamado “João de Todos os Sambas”, no Teatro Rival. Com o falecimento de seu pai – a quebra do espelho – Diogo fez bonito cantando “Espelho” no TOM BRASIL, em São Paulo, no show gravado ao vivo em homenagem a João Nogueira, ao lado de grandes artistas, como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Emílio Santiago, D. Ivone Lara, entre outros. Este CD foi lançado em março de 2001. Diogo Nogueira tem realizado shows nas principais casas do eixo Rio-São Paulo, com destaque para casas como o Mistura Fina, Estrela da Lapa e Canecão, no Rio de Janeiro, onde muitos artistas brasileiros e internacionais já brilharam. Diogo também vem conquistando o público paulista. Seus shows no Bar Samba, Bar Mangueira e Traço da União , agradam tanto a crítica quanto ao público. Diogo se apresentou também no Sesc Pompéia, ao lado do compositor Nei Lopes e vem fazendo shows em diversas casas de São Paulo. Há vários anos participa de shows no Carnaval do Rio, em bailes nos bairros populares e no Terreirão do Samba, organizados pela Prefeitura do Rio. Faz parte da Ala dos Compositores da azul e branca de Madureira, sua escola Portela. Em dezembro de 2005, participou do antológico show, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, comemorando 40 anos de carreira da cantora Beth Carvalho. Em participação solo, Diogo cantou “O Poder da Criação”, emocionando e levando ao delírio a platéia que lotou o Theatro Municipal. Este espetáculo foi filmado e em breve será lançado em DVD. Ainda em 2005 Diogo Nogueira fez participação com Marcelo D2, no Prêmio Multishow de Música, e participou defendendo uma canção no Festival da TV Cultura . Em julho de 2006, no Prêmio TIM de Música, com exibição em rede nacional pela Tv Globo, foi convidado e cantou junto com Alcione, em homenagem a Jair Rodrigues. Diogo Nogueira faz show em todo o Brasil, com clássicos do samba, de João Nogueira a Cartola, passando por Roberto Ribeiro, Luis Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Chico Buarque, e Sombrinha, entre outros bambas. Diogo venceu recentemente a disputa de Samba Enredo na Portela, com o samba de sua autoria, que vai apresentar a escola no Carnaval 2007. Em julho, Diogo Nogueira gravou seu primeiro DVD, ao vivo, no Teatro João Caetano (RJ), com clássicos do samba, além de músicas inéditas no repertório. Os cantores Marcelo D2, Xande de Pilares (Revelação) e o violonista Marcel Powell, são os convidados especiais nessa gravação, que terá lançamento em setembro de 2007, pela gravadora EMI Music.

Diogo Nogueira no Teatro Municipal (RJ)

[>] e o povo se diverte na portela


Um Samba clássico de Edson e Aluísio gravado por Alcione em 1975, vídeo feito na Feijoada da Portela, e o povão se diverte.

[>] marisa monte fala da v.g. da portela


Entrevista com Marisa Monte para o programa metrópolis da TV Cultura (2000), na mesma época do lançamento do CD da Velha Guarda da Portela - Tudo Azul, nesse vídeo ela fala sobre a Velha Guarda, Oswaldo Cruz e outras coisas do Samba.

riachão

Clementino Rodrigues, seu nome de batismo. "Riachão", seu nome nome de samba e de guerra. Maior sambista vivo desta terra baiana e um dos maiores vivos do Brasil, ao lado de Nelson Sargento, Ivone Lara e mais alguns outros da velha guarda, o tempo já o consagrou parte da história da música nordestina, em sua essência negra da Bahia. Pela sua verve pitoresca na forma de compor, retratando fatos e ocorridos nas ruas de sua cidade natal, se consagrou como conista musical da antiga Salvador. Nasceu na Língua de Vaca, no bairro do Gracia, em Salvador, a 14 de novembro de 1921 e até hoje mora no mesmo bairro. De lá sai a troça carnavalesca "Mudança do Garcia", a agremiação carnavalesca mais sarcástica da cidade com letras de conteúdo social e político. Cunharam até um termo para definir a bajulação dos tropicalistas ao governo do estado: "tropicarlismo". Neste ambiente, de rodas de samba e capoeira foi criado o autor de pérolas como a "Ousado é Mosquito". O apelido de "Riachão", ele disse ao extinto Jornal Diário de Notícias que o ganhou na infância. "Quando menino eu gostava muito de brincar . Mal acabava uma peleja, já estava eu disputando outra. E aí chegava os mais velhos para desapartar epregando aquelo velho ditado popular: Você é algum riachão que não se possa atravessar?", disse. Hoje, casado com Maria Eulália, há 44 anos, tem 10 filhos vive uma vida tranquila. No momento, aguarda o lançamento do novo álbum que vai ser gravado a partir de janeiro do próximo ano, numa iniciativa do produtor Paquito. Sambista atrevido desde a juventude - Nascido e criado no Garcia, Riachão desde os 9 anos já cantava nas serentas, nos aniversários ou nas batucadas com os amigos do bairro. Batucava em latas de água onde tamborilava seus sambas. A primeira composição veio aos 12 anos, um samba sem título que dizia: "Eu sei que sou moleque, eu sei, conheço o meu proceder / Deixe o dia raiar que a minha turma, ela é boa para batucar". Em 44, consegue entrar para a Rádio Sociedade onde cantou como trio vocal no programa de auditório da emissora de rádio Sociedade AM, "Show Pindorama", um programa do radialista Motta Neto. Ele e seu trio interpretavam até algumas musicas sertanejas, como Valsa Sertaneja, Canta Passarinho e Beijo Molhado. Depois, o radialista que descobriu o sambista Batatinha, Antônio Maria, o lança com a música Vida da Semana. Começa a ganhar razoavelmente para os padrões da época. A princípio, Riachão cantava em trio, depois passa a cantar em dupla e, finalmente, canta sozinho. Aí decide de vez só se dedicar ao samba sob inspiração de Dorival Caymmi. Após Caymmi, foi o primeiro compositor baiano a gravar no Rio de Janeiro ainda na década de 50. As músicas foram Meu patrão, Saia e Judas Traidor, gravadas por Jackson do Pandeiro (link interno 1). Riachão vivia num ambiente muito rico culturalmente em Salvador, convivendo com sambistas como Zé Pretinho e Batatinha. Riachão segue o caminho artístico do sambista irreverente, compondo sambas como Retrato da Bahia, Bochechuda e Papuda, ganhando o "Troféu Gonzaga" com essas músicas. Mais tarde, o cantor Eraldo Oliveira gravou A nega que não quer nada e a cantora Maria Inês interpretou Terra Santa. Outras músicas de Riachão foram gravados por outros nomes do samba e da música popular brasileira , como Vamos pular, gente e Vá mamar em outro lugar. O "Umbigão da Baleia" - Irreverente, Riachão possue uma maneira peculiar de apresentar as notícias através do samba, pois todo fato relevante da cidade. Riachão transformou em crônicas ao ritmo do genuíno samba baiano numa linguagem direta e de alcance popular. Entre 48 e 59, ele compôs músicas como A morte do motorista na Praça da Sé, A Tartaruga, A Onça Peteleca, Chegou Pinguim, Visita da Rainha Elisabeth e Incêdio do Mercado Modelo. Um dos fatos mais inusitados aconteceu no início da década de 60 quando uma baleia morta chamada de "Moby Dick" veio ser exposta para visitação pública na Praça da Sé. Daí ele, em fez o samba Umbigada da Baleia. Outra sacada do cronista urbano Riachão foi A Tartaruga que relata o caso chegada de uma enorme tartaruga que nadou da América do Norte e veio boiar nas águias das praias de Salvador. O senso quase jornalístico com tom poético bem humorado de Riachão, também, pode ser encontrado no samba A morte do alfaiate. Década de 70 e os registros fonográficos - Apesar do reconhecimento da crítica e de artistas da MPB, Riachão não consegue se inserir nnuma sequência significativa de shows e de regsitros fonográficos (única exceção foi o compacto em 78 rpm de O Umbigão da Baleia gravado nos anos sessenta). Por iniciativa de Paulo Lima e da gravadora Philipis, através do selo Fontana Special, em 75, é gravado o álbum reunindo a nata do samba da Bahia. "O Samba da Bahia" traz Riachão, Batatinha e Panela em grandes momentos. Riachão participa nas faixas Vou chegando, Fufú, Terra Hospitaleira, PItada de Tabaco, Ousado é Mosquito e Até amanhã. A força dada por Caetano e Gil - Depois da Tropicália que ao surgir no fianl dos anos 60 valorizou a música antiga brasileira, em especial a música nordestina de raiz como o samba baiano. Em 72, na volta do exílio em Londres, Caetano Veloso e Gilberto Gil vieram a Salvador para escolher música de compositores baianos para marcar sua volta ao mercado fonográfico nacional. A música escolhida foi "Cada macaco no seu galho" que foi sucesso em todo o país. Nos shows de divulgação do CD "Tropicália 2" de Caetano e Gil lançado em 93 estava lá o velho sucesso de autoria de Riachão. Ainda nos anos 70, Riachão tem um samba proibido pela Censura. A música se chama Barriga Vazia cuja letra fala sobre a miséria: "Eu de fome vou morrer primeiro/ você, de barriga, também, vai morrer um dia". A notícia da censura corre a cidade e num show no ICBA, em 76, a platéia universitária exige que Riachão a cante. O público pede tanto que os músicos começam a executá-la e Riachão se vê obrigando a cair na verdadeira celebração que se formou. Foi uma das poucos "furos" à Censura realizado em shows nos anos 70 por um artista.

fonte: Facom

Riachão no Programa Ensaio da Tv Cultura em 2003

imperatriz leopoldinense

Desde sua fundação, na hoje quase longínqua sexta-feira, 6 de março de 1959, a Imperatriz Leopoldinense se preocupou com a difusão da cultura. A reunião que a fez surgir, realizada na casa do farmacêutico Amaury Jorio , tinha um objetivo: fundar uma grande Escola de Samba, que agregasse, em seus quadros, a nata dos sambistas da Zona da Leopoldina e pudesse suceder o Recreio de Ramos. Para este primeiro encontro, na casa que serviria por sete anos como sede da nova Escola de Samba, foram chamados Oswaldo Gomes Pereira, Elísio Pereira de Mello. Aloísio Soares Braga, José da Silva, Jorge Costa, Jorge Salaman, Agenor Gomes Pereira, Vicente Venâncio da Conceição, Manoel Vieira, Manuel Hermógenes dos Santos, Arlindo de Oliveira Lima, Nair dos Santos Vaz, Nair da Silva, Francisco José Fernandes e Claudionor Belizário. Retirei das agremiações e blocos da Zona da Leopoldina a nata do samba, o que eles tinham de melhor. Foi um árduo trabalho de garimpagem, escolhendo e convencendo os sambistas a se juntarem a nós”, contava o habilidoso político Amaury Jorio, escolhido secretário da Junta Governativa eleita para comandar os destinos da nova agremiação – Oswaldo Gomes Pereira, presidente, e Arlindo de Oliveira Lima, tesoureiro, completam o grupo que foi incubido de legalizar a Escola e criar seu Regimento Interno. Como a idéia era, realmente, unir as agremiações da região, a idéia de Manoel Vieira, de chamar a nova escola de Imperatriz Leopoldinense, foi imediatamente aceita pelas senhoras Nair dos Santos Vaz e Nair da Silva – contando com o apoio de Amaury Jorio e Oswaldo Gomes Pereira. A escolha das cores, porém, provocou intensos debates, mas Vicente Venâncio conseguiu aprovar o verde e branco, que nos anos 70 recebeu estatutariamente a adição do ouro. A Bandeira cujo croquis é de autoria de Agenor Gomes Pereira, consiste numa faixa transversal verde que corta o pavilhão branco e onde se pode ler o nome da Escola e contém, também, uma coroa e 12 estrelas douradas, representando os bairros da região: São Cristóvão, Triagem, Manguinhos, Bonsucesso, Olaria, Penha, Penha Circular, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral, sendo a de Ramos, local de nascimento e da sede até hoje, a de maior destaque. Definidas a diretoria, o nome, as cores e a bandeira, faltava eleger a madrinha – e foi o Império Serrano, de tantas glórias, já então, a Escola escolhida. Como símbolo, é claro, uma coroa, mas aquela do primeiro reinado, período no qual a Imperatriz Leopoldina reinou no Brasil. Estavam, enfim, definidas as bases que é, hoje, uma das maiores Escolas de Samba do Brasil e a primeira tricampeã do Sambódromo. Em seu primeiro desfile, no carnaval de 1960, a Imperatriz Leopoldinense já demonstrava sua preocupação com a cultura. Com o enredo Homenagem à Academia Brasileira de Letras, a escola conquistou o sexto lugar no terceiro grupo. Já com Amaury Jorio como presidente, a Imperatriz levou para a Praça XI, no carnaval de 1961, o tema Riquezas e Maravilhas do Brasil, de autoria do próprio presidente, e que valeu à escola seu primeiro título de campeã. Foi Amaury, também, que criou em 1967, o primeiro Departamento Cultural de uma Escola de Samba. Por muito tempo foi o Departamento Cultural que criou e desenvolveu os enredos da Imperatriz – entre eles Bahia em Festa (1968, 2º lugar no grupo 2); Brasil, flor amorosa de três reças (1969, 8º lugar no Grupo 1); 1922 – Oropa, França e Bahia (1970, 6º lugar no Grupo 1); Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (1971, 7º lugar no Grupo 1) e Martim Cererê (1972, 4º lugar no Grupo 1). Aliás, falar de Imperatriz Leopoldinense sem falar de Maury Jorio é algo impossível. Foi ele quem comprou os primeiros instrumentos da bateria da Escola. Se hoje a quantidade pode parecer pequena (eram 30), para a época o número era bastante expressivo. Sua participação foi tão Importante que, querendo livrar sua escola da sina da instabilidade, Amaury convidou o amigo Luiz Pacheco Drumond para finalmente consolidar o sonho de que a Imperatriz deveria ser uma grande Escola de Samba. Luizinho, como Amaury o chamava, chegou à escola prometendo a compra de uma quadra. Promessa imediatamente cumprida! A partir daí, era hora de estruturar a Imperatriz Leopoldinense para os desfiles. E veio, então, Arlindo Rodrigues – e com ele a imperatriz do samba da Leopoldina conquistou, afinal, seu primeiro título entre as grandes Escolas de Samba do Rio de Janeiro, em 1980, com O que que a Bahia tem. O campeonato, porém, fora dividido com a Portela e a Beija-Flor. E isso era muito pouco para o empreendedor Luizinho. Mantendo a parceria com Arlindo Rodrigues, o hoje presidente de honra levou a escola ao Bicampeonato com o tema O teu cabelo não nega, homenagem ao compositor Lamartine Babo. Hoje, a Imperatriz tem no su currículo nove conquistas (além dos já citados campeonatos de 1961, no grupo3, e 1980 e 1981, no Especial, há, também no Especial, em 1989, como Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós; 1994, como Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e tabajeres; 1995, com Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube...Lá no Ceará; 1999, com Brasil mostra a sua cara em...Theatrum Rerum Naturalium Brasilie; 2000, com Quem descobriu o Brasil foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval; e em 2001, com Cana-Caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernanbuco... Quero vê desce o suco, na pancada do Ganzá). Como se vê, não há como falar de Imperatriz sem exaltar Amaury Jorio e Luiz Pacheco Drumond. Não que os demais que derramaram seu sangue, suor e lágrimas não tenham sido importantes, nada disso. Mas o primeiro sonhador, lançou a semente da grande Escola de Samba; o segundo, decidido, deu vigor àquela raiz e fez desenvolver frondosa a árvore que abriga, como desejava Amaury, alguns dos maiores nomes da história do Carnaval do Rio de Janeiro.

memórias do carnaval

\o/ | recife recebe a v. g. da mangueira



isso mesmo, no dia 01 de Setembro (sábado) Recife recebe com muito orgulho a VELHA GUARDA DA MANGUEIRA (RJ), o show ainda contará com as Participações Especiais do pessoal da MESA DE SAMBA AUTORAL (PE) e DEIXA FALAR (PE). A festa vai acontecer no Clube Líbano (Pina) à partir das 16hs, os ingressos custam R$ 25,00 (individual) e R$ 100,00 (mesa) e estão à Venda no BAR BIRUTA e no próprio clube, para maiores informações: (81) 3431-6185

wilson moreira

Neto e sobrinho de jongueiros e tocadores de caxambu, Wilson Moreira nasceu em Realengo no Rio de Janeiro a 12 de dezembro de l936 e cresceu ouvindo os acordes E as batidas de Samba. Aos 16 anos saía tocando tamborim na Escola de Samba Unidos de Padre Miguel tocava surdo. Seu primeiro parceiro foi Da Volta com Quem foi campeão do samba enredo, em 62, com "Brasil no campo cultural" e bi-Campeão em 63 com "As Minas Gerais". Em 1965, passa a atuar como cantor na TV Continental, gravando mais tarde em compacto duplo com as músicas:"Eu já Pedi", "Cantando pro morro", "Lamento de preto velho e Até breve". Quando em 68 vai para Portela, passa a integrar o conjunto "Os Cinco Só". Em 1967, com Zuca,Zito, Jair do Cavaquinho e Velha forma a Turma do Ganzá", em 73 com Candeia, Velha, Casquinha e Joãozinho da Pecadora, o Grupo Partido em 5. Teve suas músicas gravadas por uma infinidade de estrelas da música brasileira: Clara Nunes, Elizete Cardoso, Candeia, Alcione, Beth Carvalho, Jair Rodrigues ,Emílio Santiago, Martinho da Vila, D. Ivone Lara, Célia, Joyce, Simone Moreno, Evandro Mesquita, Jovelina Pérola Negra, Zeca PAGODINHO, Zélia Duncan, DiJavan, Sandra de Sá, Paul Mauriat, Orquestra Tabajara, Dudu Nobre, Leny Andrade, Elza Soares, Grupo Batacotô, Zé Renato, Maria Creuza, Moacir Luz, Roberto Ribeiro, Jorge Aragão, Dobrando a Esquina, Pau de Braúna ,Orquestra CiPó, Quinteto em Branco e Preto, Carlinhos do Cavaco etc... Participou em 11 discos como convidado Especial: "Olé do partido alto - Tapecar - 1971"; "Samba de montão - Tapecar, 1972"; "Partido em 5 - vol.1 - Tapecar - 1970 Partido em 5 vol.2 - Tapecar, 1973, Tem gente bamba na roda de samba - Continental, 1974; Partido em 5 vol.4 - Tapecar - 1975; Partido em 5 vol.5 - Tapecar -1976. Pagode de natal - Moinho Produções Artísticas - 1984 ;Candeia - Funarte 1988; Mitologia do partido alto - Odeon.,1988, Boêmio feliz, Zeca Pagodinho -1989 Orquestra Brasília - Kuarup, 1990; Grupo pé de moleque - Paradoxx Music - S.P 1993; Família ritmann - Warner Music do Brasil; 1994; Estácio e Flamengo 100 a Nos de Samba e Amor - Saci; 1995; Nadinho da Ilha, O Cabeça Feita - Indepen - Dente João de Aquino.Sua discografia é composta de: "Quem samba fica - Kuarup, 1974"; "A Arte Ne. Grã de Wilson Moreira e Nei Lopes" - Odeon - 1980 - "Comitê de Mobilização pelo não pagamento da dívida externa - Promocional, 1985" - "Brasil Roots Samba - CD - O Rounder-Canadá; 1987"; "Okolofé - Bomba Records, 1991"; "Entidadês I ; Selo Rádio Mec"; "Peso na Balança - Bomba Records - 1987".

Wilson Moreira cantando e Tiago Prata no 7 cordas.

nei lopes

Embora pouco presente sob os holofotes da mídia principal, Nei Lopes é hoje um nome de peso na cultura brasileira, constituindo-se mesmo numa referência. Sambista, compositor popular e, hoje, cada vez mais escritor, Nei vem, desde pelo menos os anos 80, marcando decisivamente seu espaço, às vezes com guinadas surpreendentes. Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas. Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como Guinga, Zé Renato, Fátima Guedes e Moacyr Luz, esforço esse que culminou com sua participação no projeto “Ouro Negro”, em homenagem aos maestro Moacir Santos. O trabalho resultou em cinco elogiadas letras, escritas para canções do homenageado, gravadas em CD por Milton Nascimento, Gilberto Gil, João Bosco, Djavan e Ed Motta. Intérprete de suas próprias canções, Nei Lopes tem vários discos gravados, em registros solo ou em conjunto com outros artistas, como o CD “Nei Lopes - De Letra & Música” (Velas, 2000), em que recebe como convidados Alcione, Chico Buarque, Emílio Santiago, Dona Ivone Lara, João Bosco, Martinho da Vila, Dudu Nobre, Dunga, Arlindo Cruz & Sombrinha, Zé Renato, Toque de Prima, Fátima Guedes e Zeca Pagodinho. Em 2004, lança, pela FINA FLOR o CD PARTIDO AO CUBO (release ao final). Em televisão, Nei Lopes escreveu e apresentou, entre outros musicais, “Pagode” (Rede Globo, 1987); “Dia Nacional do Samba” (Manchete, 1988); “Presença Negra”(TV-E, Rede Brasil, 1995); e “Saravá, Tio Samba”(Idem, 1996). Em teatro, encenou “Oh, Que Delícia de Negras!”, revista musical, com partitura de Cláudio Jorge (Teatro Rival, 1989); “Clementina” (1999) e “O Rancho da Sereia” (2000) com o elenco de alunos de teatro do Centro Cultural José Bonifácio, da Prefeitura do Rio. No plano internacional, Nei Lopes apresentou-se em 1997 em Angola, em espetáculos nas cidades de Luanda, Benguela, Lobito e Lubango, nas comemorações do “Festival do Trabalhador”, em 1987; e em Havana, Cuba, no “Festival Internacional da Juventude”, em 1997 e no Cubadisco, em maio de 2001. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual UFRJ), Nei Lopes é autor, também, de vasta obra publicada em livros e assemelhados, na qual se destacam: O samba, na realidade... ; a utopia da ascensão social do sambista. Rio, Codecri, 1981; Islamismo e negritude (c/ João Baptista M. Vargens). Rio, Centro de Estudos Árabes, Faculdade de Letras, UFRJ, 1982; Egungun, ancestralidade africana no Brasil (c/ Juana Elbein dos Santos). Salvador, SECNEB, 1982 [publicado como encarte do disco lp de mesmo nome]; Pagode, o samba guerrilheiro do Rio. In Notas Musicais Cariocas (org. J.B.M. Vargens), Petrópolis, Vozes, 1986; Bantos, Malês e identidade negra , Rio, Forense-Universitária, 1988; Música popular, repressão e resistência - uma cronologia. In Cativeiro & Liberdade, Rio, IFCH-UERJ, 1989; O Negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical, Rio, Pallas, 1992; Afro-brazilian music and identity. In Conexões, Michigan State University/African Diaspora Research Project, vol. 5, # 1, april, 1993; Onomástica palmarina. In Carta, nº 13, Brasília, Gabinete do Senador Darcy Ribeiro, 1994; Incursões sobre a pele (poemas). Rio, Artium, 1996; Dicionário Banto do Brasil , Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1996 (a 2ª edição revista e aumentada está no prelo, para ser lançada por Pallas Editora); Rebouças, Teodoro e Juliano, Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio, 1997; As línguas dos povos Bantos e o português do Brasil, idem. Uma breve história do Samba [publicado como encarte da coletânea de Cds “Apoteose ao Samba”] , Rio, EMI, 1997; 171, Lapa-Irajá : Casos e Enredos do Samba. Rio, Folha Seca, 1999 ; Logun-Edé: Santo menino que velho respeita (Pallas Editora, 1999); Zé Kéti, o samba sem senhor (Relume Dumará, 1999); Salve lindo pandeiro, salve salve!. In “Para Entender o Brasil”, 2000. – Artigo sobre a importância da tradição musical negra, e principalmente do samba, na música popular brasileira; A Encantadora Música do Rio. In “Guia Amoroso do Rio”, Riotur, 2000 – Pequeno esboço histórico e estético do samba do choro e da bossa-nova. Rio, Zona Norte. Dá até samba! . In “Zona Norte: território da alma carioca”, (org. Lúcia Rito) Norteshopping, 2001 – Artigo sobre a música no subúrbio carioca; Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana – Inventário, em forma de dicionário, de um conjunto de informações multidisciplinares referentes ao universo das culturas africanas (as atingidas pelo escravismo europeu), afro-americanas e afro-brasileiras, constituindo um corpus de aproximadamente 7 mil entradas, contendo biografias, definições e outras informações de cunho enciclopédico, a partir de um ponto de vista brasileiro (Summus Editorial/Selo Negro, São Paulo, 2004). Em 2001, Nei Lopes lança pela Dantes Editora, um livro, encomendado, sobre História e curiosidades bem-humoradas dos subúrbios cariocas. Chama-se “Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos”.

fonte: mpb net

[>] samba pra são jorge


Roda de Samba na festa de São Jorge no centro do Rio de Janeiro, 23 abril 2007, após a missa de alvorada, rolou aquele samba com muita cerveja pra homenagear o nosso santo guerreiro. parabéns ao pessoal que segurou o pagode sem deixar a peteca cair, só samba de raiz. Salve São Jorge Guerreiro.

[>] cabuloso de jacob do bandolim


Este rapaz, Ryoche Kato, japonês, aprendeu a tocar choro no Japão ouvindo discos do Jacob do Bandolim e veio ao Rio de Janeiro para tocar na roda de choro do Bandolim de Ouro.

[>] noites cariocas jacob do bandolim


Noites Cariocas Jacob do Bandolim com Marco de Pinna Quinteto, show na Toca do Vinícius em Ipanema/RJ

[>] raízes do choro


Feijoada de sábado no Armazém do Ferreira em Brasília com o grupo Raízes do Choro com o melhor do Samba e do Choro, neste dia com as participações do incrível Nivaldo no Acordeon e Edvaldo(irmão do Nivaldo) dando uma canja de primeira no pandeiro. Que família é essa!! O Raízes do Choro é formado por Eduardo Zanata (Bandolim de 10 cordas), Cícero Costa (Clarineta), Henrique Zanata (Violão de 6 cordas), Diego Considera (Cavaquinho D' Vilarim Luthier) e Zanata (Pandeiro).

[>] grupo divino don no cozido do zeca


Formado por seis componentes, este grupo toda quarta-feira, anima um dos maiores eventos de samba da atualidade: O COZIDO DO ZECA. Um projeto elaborado pelo próprio cantor, onde centenas de sambistas se encontram e degustam um maravilhoso cozido. No seu repertório, o Grupo Divino Don, faz uma viajem pelas décadas de 30 a 90, lembrando sambas de ilustres compositores como Adoniran Barbosa, Jamelão, Cartola, Paulinho da Viola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Velha Guarda da Portela entre outros. O Grupo Divino Don é formado por Ronaldo Ramos (surdo), André Souza (pandeiro), Marcos careca (tan-tan), Ari Junior (banjo e voz) Cremilson silva (cavaquinho e voz), Diogo Figueiredo (violão e voz). No video acima, nada mais nada menos que: Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Xande do Revelação, Dimenor, Brasil, Efson e vários outros bambas na melhor roda de samba do Rio de Janeiro, o CLUBE DO COZIDO, que saiu do Recreio dos Bandeirantes e agora está todas a quartas-feiras diurnas no Clube Riviera na Av. Sernambetiba com muito Samba de Raiz.

guilherme de brito

Guilherme de Brito já se chama saudade. O principal parceiro de Nelson Cavaquinho morreu na noite de quarta-feira, 26 de abril de 2006, aos 84 anos. Estava hospitalizado há quase um mês, em coma induzido, na clínica Mayer Saúde, no Maracanã, bairro próximo de Vila Isabel, onde nasceu em 3 de janeiro de 1922. Foi vítima de problemas respiratórios agravados por um enfarte. Brito, que também era pintor, começou sua carreira de compositor antes de conhecer Nelson Cavaquinho. Em 1955, o cantor Augusto Calheiros lançou um disco de 78 rotações por minuto com duas composições suas, Meu Dilema e Audiência Divina. Mas foi ao iniciar parceria com Nelson, ainda na década de 50, que sua obra alcançou o justo reconhecimento popular. Da rara inspiração da dupla, surgiram obras-primas como Pranto de Poeta, Folhas Secas, A Flor e o Espinho (do célebre verso "Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor") e Quando Eu me Chamar Saudade. Jóias cravadas de melancolia e amargura. Os clássicos da obra de Brito foram recriados pelo autor em seu último disco, A Flor e o Espinho, gravado em 2003 com o Trio Madeira Brasil, responsável pelos arranjos. Dois anos antes, contratado pela gravadora Lua, o compositor conseguiu desovar parte de sua produção inédita no CD Samba Guardado. Mas sua discografia - assim como a de todo sambista da Velha Guarda - foi irregular pelo descaso da indústria fonográfica. Basta dizer que Guilherme de Brito somente conseguiu chegar ao disco em 1977, em LP dividido com Candeia, Elton Medeiros e o parceiro Nelson Cavaquinho. O título, apropriado, era Quatro Grandes do Samba. Em 1980, gravou enfim o primeiro de seus cinco discos solos, Guilherme de Brito, editado pela gravadora Eldorado. Um deles foi idealizado para o Japão. Títulos que merecem voltar ao catálogo e permanecer nas prateleiras para que o público possa sempre matar a saudade de Guilherme de Brito.

fonte: deluca

Nelson Cavaquinho & Guilherme de Brito em Amor Perfeito

[>] v.g. da mangueira na lapa


Nelson Sargento e a Velha Guarda da Mangueira cantam "Falso Amor Sincero" em apresentação no Estrela da Lapa/RJ (04/05/2007)

samba em casa amarela



encontro de bambas no aniversário de zila, lá no alto josé bonifácio, casa amarela, bairro considerado berço do samba em recife, entre os presentes, elias do grupo terra e maria pagodinho que levou todos ao delírio com algumas raridades do samba, num repertório recheado de clássicos de almir guineto, jovelina pérola negra, paulinho da viola e velha guarda da portela, passando por jorge aragão e arlindo cruz entre algumas pérolas do começo do fundo de quintal e claro já que estamos em casa amarela, não poderia faltar canções do grupo terra, quem perdeu, só ano que vem. (domingo, 19/08)


maria pagodinho


zila a dona da festa


elias (com o meu banjo)

[>] roda de samba em copacabana


Roda de Samba no dia 30 de dezembro, em Copacabana, Rio de Janeiro, com Junior, ex jogador do Flamengo no anos 80, no pandeiro.

[>] tá chegando a hora


é isso mesmo pessoal, o dia nacional do samba está chegando e esse ano estarei por lá, registrando tudo, por enquanto fiquem com esse vídeo feito ano passado por uma turma lá do RJ, começando pela Rua do Lavradio, passando pelo Trem do Samba e acabando na Estação de Oswaldo Cruz, onde o samba rola solto até altas horas. Nesse vídeo, dá pra observar muito bem como é o astral da galera que participa da comemoração do dia nacional do samba.

[>] arlindo cruz na tia doca


Participação mais que especial de Arlindo Cruz cantando "será que é amor" ao vivo no Pagode da Tia Doca (Madureira/RJ) dia 16/08/2007, um dos melhores cantores e compositores de samba num dos melhores pagodes de raiz, se não for o melhor do RJ.

[>] pagode do arlindo


Participação de Zélia Duncan no Pagode do Arlindo, no Teatro Rival BR, no dia 26 de abril de 2007. Música: DISRITMIA, de Martinho da Vila.

[>] zélia duncan, arlindo cruz e ana costa


Participação de Zélia Duncan e Arlindo Cruz no show de Ana Costa, no Centro Cultural Carioca/RJ, em 14 de março de 2007. Música: Parei (Arlindo Cruz/Acyr Marques).

exaltasamba

Integrante do Exaltasamba desde sua fundação, há vinte anos, Pinha tem uma definição para a música do grupo na ponta da língua: “Um samba de raiz, mas com muitas inovações. A nossa música é basicamente romântica”. Isso é Exaltasamba o que traz em sua formação, Péricles (banjo e vocal), Thiaguinho (banjo e vocal), Pinha (repique de mão), Izaías (violão), Brilhantina (cavaco) e Thell (tantã). Foi há vinte anos, que o grupo saiu de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em busca do sucesso. Com a canção “Deixa Como Está”, incluída numa coletânea da Chopapo, tudo começou. Mas, foi com a música “Quero Sentir de Novo”, uma das faixas do primeiro disco, Eterno Amanhecer, que o Exaltasamba encontrou o reconhecimento. Encanto foi o título do segundo lançamento. Deste álbum, vieram os shows, os convites para as apresentações em diversos programas e o amadurecimento profissional.
Um novo trabalho, terceiro disco do grupo que recebeu o nome de Luz do Desejo, marcou a estréia numa grande gravadora, a EMI e a marca de 750 mil cópias vendidas. Consciente da responsabilidade, o Exaltasamba apostou pesado. O repertório foi escolhido a dedo e o resultado foi muito sucesso. Quem não conhece “Telegrama”, “Luz do Desejo”, “É Você” e mais boa parte do repertório deste trabalho? Pois é! Desliga e Vem, quarto CD, só veio reafirmar o sucesso do Exaltasamba já então consagrado em todo o Brasil. “Desliga e Vem” e “Dez a Um” passaram a ser as escolhidas pelo público e grandes sucessos no país e 800 mil foi o número de cópias vendidas. Com Cartão Postal, não poderia ser diferente. O disco atingiu a marca de 500 mil cópias vendidas. A canção que dá título ao CD chegou ao primeiro lugar das paradas de sucesso logo de cara, acontecendo o mesmo com “Me Apaixonei Pela Pessoa Errada”, faixa que rendeu ao Exaltasamba dois prêmios Crowley consecutivos de música mais executada nas rádios do Brasil todo, referentes aos meses de janeiro e fevereiro DE 1999. “Carona do Amor”, “Vem Pra Ficar Comigo” e “Ela Entrou na Dança” também caíram no gosto do público. Em três CDs lançados pela gravadora EMI foram mais de dois milhões de cópias vendidas. Uma parceria que deu certo e que só vem crescendo a cada novo trabalho. O Exaltasamba sempre quis levar aos palcos samba da melhor qualidade e um espetáculo com beleza digna desta música tão brasileira. Para isso, lançou em março de 2000, pela gravadora EMI, seu sexto CD, que teve como primeira música de trabalho a canção “Mais Uma Vez”, que dá título a este disco. “Megastar”, segundo sucesso do CD, conquistou os primeiros lugares nas paradas das rádios de todo o Brasil. Com “Eu e Você Sempre” a marca das 300 mil cópias em apenas três músicas trabalhadas foi atingida. “Eu e Você Sempre”, canção de autoria de Jorge Aragão, proporcionou ao Exaltasamba a realização de um sonho. O poeta do samba, além de emprestar sua poesia ao grupo que melhor representa o pagode na atualidade, também participou da gravação do disco nesta faixa. Para finalizar o trabalho com o disco Mais Uma Vez, o grupo embalou o público com o último sucesso trabalhado deste sexto CD. Pelas ondas do rádio, o Brasil inteiro perguntou “Quem É Você?”. A resposta foi o Exaltasamba conquistando o publico mais uma vez. O Exaltasamba lançou o seu sétimo CD em junho de 2001 com o titulo Bons Momentos que teve a participação muito especial de ZECA PAGODINHO na faixa CHORO DE ALEGRIA e tão especial quanto de Dominguinhos na faixa AONDE voce for. Com essas participações, bastou a benção do público apaixonado pelo samba e pronto este trabalho atingiu a marca de 200 mil copias vendidas num período em que a pirataria já havia baixado e em muito a vendagem de CDs no Brasil. Quando já não se esperava mais nada do mercado fonográfico e com tanto apelo de seus fãs; lá vem mais uma surpresa deste tão consagrado grupo: EXALTASAMBA AO VIVO. Foram necessários sete álbuns de carreira, duas coletâneas e quase três milhões de discos vendidos para que o Exaltasamba resolvesse finalmente gravar um CD ao vivo. Exaltasamba ao vivo foi gravado no dia 22 de maio de 2002, no palco do Olimpo (RJ), fechando com chave de ouro uma temporada de três meses de casa lotada, sempre às quartas-feiras. Sendo um presente, nada mais natural do que dar aquilo que o agraciado quer. Foi pensando assim que o repertório do disco tomou forma, levando em consideração a eleição realizada através de cartas e e-mails em que os fãs apontavam suas 20 músicas favoritas do repertório do grupo. Pinha, o integrante mais antigo do Exaltasamba, conta que nem a vontade de incluir canções de cada um de seus álbuns interferiu na escolha do público, que teve "Quem é você" (Délcio Luiz/Carlito Cavalcante) como a mais votada. Ao todo, o álbum traz 27 músicas divididas em 16 faixas. Apenas quatro fogem à regra acima: as inéditas "40 Graus de Amor" (Délcio Luiz e Pezinho) e "Como Nunca Amei Ninguém" (Beto Corrêa e Pitter Correa); e as regravações "Espere Por Mim Morena" (Gonzaguinha) e "Pra Não Pensar Em Você" (César Augusto e Piska). O mais impressionante é que o público canta tudo e surpreende até os vocalistas, que exclamam: "Eta coral bonito!". O nono CD do Exaltasamba, Alegrando a Massa, chegou em 2003 e trouxe um Exaltasamba de cara nova com Thiaguinho, a voz revelação do programa Fama da Rede Globo, que chegou não para ocupar o lugar do Chrigor que neste mesmo ano saiu do Exaltasamba para voar sozinho, mas para conquistar de vez o seu espaço no cenário da música, como um novo cantor que saindo de um programa de revelações musicais passou a integrar um grupo que sempre foi sucesso nacional. Desafio que Thiaguinho tirou de letra reunindo talento, simpatia e samba na veia, ingredientes que o Exaltasamba usa em sua receita de sucesso há vinte anos e que são inerentes à sua personalidade. O décimo CD chega como uma comemoração na carreira de vinte anos do Exaltasamba. Esquema Novo vem cheio de novidades, o que o público constata logo de cara não só pelo título, mas também no conteúdo. Um álbum que mostra que o Exaltasamba, mesmo depois de bons anos de estrada, ainda tem muito para criar e sabe surpreender. Em Esquema Novo, tem ingredientes para surpreender quem esperar aquele Exaltasamba com o qual já está acostumado. Mas, antes de mais nada, é bom avisar que o samba continua na ponta da língua do grupo que iniciou sua história num momento de destaque do pagode mas que provou ter qualidade quando só aqueles que representavam realmente o ritmo deram continuidade à sua trajetória. Samba na base e sinais de balanço, black music e pop são a mistura que deu certo. “Já Tentei” foi a primeira música de trabalho na voz de Thiaguinho, Aliás, é neste disco que Thiaguinho está em casa, mais à vontade do que nunca. Como se costuma dizer entre os músicos, o Thiaguinho “encontrou o som dele”, ou seja, definiu sua identidade musical e encontrou definitivamente seu espaço no Exaltasamba. Além de cantar melhor do que nunca, assina a autoria de quatro das faixas do álbum. Sem falar no Precão, o grande Péricles, a voz mais bonita do samba. E depois de tanto sucesso, o público pediu e a EMI Music e o grupo Exaltasamba resolveram atender. No dia 26 de abril de 2006, Péricles, Pinha, Thell, Izaias, Brilhantina e Thiaguinho gravaram seu primeiro DVD, no Porto Alcobaça, em São Paulo, reunindo vinte anos de música brasileira e dez CDs repletos de sucessos em todo este tempo de carreira. Junto com o DVD veio o décimo primero CD, intitulados “Todos os Sambas Ao Vivo”. A idéia foi colocar neste trabalho as canções que marcaram a trajetória do Exaltasamba, relembrando vinte anos de história do grupo. As músicas inéditas que marcam este lançamento já podem ser ouvidas em todo Brasil, “Faz Falta” e “Acaba Tudo Bem”.

fonte: luana lazaro

exaltasamba canta livre pra voar

jorge aragão

Um dos melhores compositores da música popular brasileira, Jorge Aragão é, acima de tudo, um romântico que se permite cantar todos os ritmos, desde que fale de amor. Começou apresentando-se em casas noturnas e bailes, nos anos 70. O início da carreira é marcado por "Malandro" - um samba criado com Jotabê em 1967, e popularizado pela gravação de Elza Soares entre 1977-78. O primeiro disco veio enquanto Jorge Aragão integrava a primeira formação do Grupo Fundo de Quintal, a rapaziada do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Foi aí o seu primeiro contato com a roda de samba. Mas a veia do compositor foi mais forte e ele quis se dedicar somente a letras, músicas e arranjos. Os poetas, em geral, são solitários... Entre os grandes nomes que gravaram Jorge Aragão estão Ney Matogrosso, Alcione, Beth Carvalho, Emílio Santiago, Elza Soares, Sandra Sá, Zeca Pagodinho, Elizeth Cardoso, Martinho da Vila, Grupo Fundo de Quintal, Roberto Ribeiro e outros. Em 1982, a convite da gravadora Ariola, lançou seu 1º LP solo. No ano seguinte, na mesma gravadora, colocou nas lojas o LP, Verão. Mas foi em 1986, através da gravadora RGE, que ele deu impulso à sua trajetória como intérprete das próprias composições, com os discos Coisa de Pele, Raiz e Flor, A Seu Favor, Chorando Estrelas, Um Jorge e Acena. Hoje, além do extraordinário repertório composto durante este tempo, dos vários shows apresentados no Brasil inteiro, e no Exterior, da grande legião de fãs que adquiriu durante este período, Jorge Aragão, ainda se mantém com o mesmo entusiasmo, a mesma determinação e responsabilidade do compromisso assumido por ele próprio, pela qualidade, pureza, honestidade e sentimento encontrados em sua música. Globeleza - É um jingle feito por Jorge Aragão especialmente para as chamadas de Carnaval da Rede Globo para a transmissão dos desfiles das escolas de samba.

jorge aragão canta o show já terminou

argemiro patrocínio

Sambista carioca nascido no subúrbio carioca da Piedade, na cidade do Rio de Janeiro e integrante histórico da Velha Guarda da Portela, que lançou em toda sua vida um único disco, um CD aos 80 anos de idade, com o nome dele próprio e 16 composições suas ou em parceria. Seu ofício de sobrevivência foi sempre o de técnico em refrigeração. Pandeirista nas horas vagas, foi para a Portela nos anos 50, como ritmista, levado pelo primeiro diretor de bateria da escola, o Betinho. Orientado na música e na vida pelo lendário Paulo da Portela, logo tornou-se compositor de músicas que faziam a crônica da vida carioca, em melodias delicadas, ricas, que encantavam os conhecidos, mas eram pouco divulgadas por ele mesmo. Compositor de clássicos do samba carioca estourou nas paradas com A Chuva Cai (1978), composição em parceria com o Casquinha, gravação de Beth Carvalho. Também tornaram-se clássicos Solidão e Nuvem que Passou, e teve suas obras gravadas por outros vários intérpretes da música popular brasileira, como Marisa Monte. Nome histórico da Velha Guarda da Portela, lançou seu primeiro e único disco solo, por iniciativa de Marisa Monte, que produziu o álbum e editou-o, via seu selo Phonomotor/EMI Music. Aos 81 anos sofreu uma parada cardíaca e morreu em sua casa em São João de Meriti, Rio de Janeiro.

> corri pra ver



corri pra ver
(chico santana / monarco / casquinha)

ouvi cantando assim
a majestade do samba
chegou chegou
corri pra ver
pra ver quem era
chegando lá
era a Portela
era a Portela do seu Natal
ganhado mais um carnaval
era a Portela do Claudionor
Portela é meu grande amor
era a rainha de Oswaldo Cruz
Portela muito nos seduz
foi mestre Paulo seu fundador
nosso poeta e professor


> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Velha Guarda da Portela - Tudo Azul (2000)

comunidade samba da vela

O samba tem a cara do Rio de Janeiro, certo? Sim, tem. No entanto, apesar de todo o glamour do samba carioca, o samba paulista tem sua importância e valor, um tanto esquecidos. Mas, recentemente, essa história ganhou um importante capítulo que está mudando sua história. É o Projeto “Samba da Vela”. Esse ritual que começou seis anos atrás, com cinco pessoas - depois 15, 200 - recebe hoje mais de 300 pessoas por apresentação em um verdadeiro templo do samba, instalado há quatro anos na Casa de Cultura de Santo Amaro. Digo, ritual porque todos os presentes ouvem as composições apresentadas em silêncio, verdadeira raridade para um ritmo que nos remete à dança e ao gingado nacional. É quase impossível pensar em samba sem imaginar a Avenida de um Sambódromo todo iluminado e composto por um som tão ensurdecedor quanto encantador. Em julho de 2000, alguns compositores anônimos de Santo Amaro, bairro da Zona Sul de São Paulo, reuniram-se, em uma segunda-feira, para tocar e compor juntos. Gostaram da idéia e toda segunda voltavam a reunir-se. Assim, chamaram alguns amigos que divulgaram a idéia boca a boca. Cada vez vinham mais e mais amigos, com isso novas parcerias foram criadas. Surgiam novos compositores e com eles novos e criativos sambas eram escritos. A partir daí, os idealizadores Paquera, Magnu Sousa, Maurílio de Oliveira e Chapinha fundaram o “Samba da Vela”, que nada mais é que uma reunião de cantores e compositores os quais apresentam suas obras para uma geração pouco conhecedora do verdadeiro samba de raiz. No entanto, não havia hora para parar, as reuniões duravam até a madrugada e como maioria das pessoas trabalha na terça-feira, havia um problema para resolver. Então, Paquera teve a idéia de acender uma vela e o samba só pararia quando a vela acabasse. Bingo! Todos ficaram satisfeitos. Era o fim da saideira depois da saideira e da outra saideira. Com o crescente interesse do público em freqüentar as reuniões, desde 2002, a Secretaria de Cultura do Estado cedeu a Casa da Cultura para o grupo realizar os encontros semanais. O samba começa a rolar solto por volta das 20h30 e dura até a vela acabar, em torno das 23h30. A entrada no Samba da Vela é gratuita, mas o público pode contribuir voluntariamente com valores simbólicos. São cerca de 3 horas de adoração a esse ritmo brasileiro envolto num silêncio religiosamente cumprido. Os únicos sons ouvidos são do cavaquinho, do pandeiro, do tamborim, do surdo.... e das vozes dos cantores, é claro. A mistificação fica em saber se o samba ou o silêncio é a prece do grupo. E ao final da apresentação é servida uma sopa.

fonte: over mundo

comunidade samba da vela

velha guarda do império serrano

A tradição musical do Império Serrano e, por extensão, do Morro da Serrinha representa um importante capítulo na história do samba carioca. O morro foi reduto de célebres jongueiros: Vovó Tereza, Vovó Maria Joana Rezadeira, Seu Nascimento, Tia Marta... Além disso, a escola reúne uma produção de sambas de terreiro da mais alta qualidade, por meio da obra de compositores como Mano Décio da Viola, Tio Hélio, Manula, Carlinhos Bem-Te-Vi, Antenor, Delfino, etc... Foi lá, também, que se destacaram grandes improvisadores de partido-alto, como Aniceto do Império e Nilton Campolino. Mestre Silas de Oliveira, considerado o maior compositor de sambas-enredo de todos os tempos, pertenceu à Ala de Compositores do Império Serrano até o fim da vida. Isso sem falar em figuras que, por diversos motivos, foram fundamentais para a consolidação do samba carioca. É o caso de Tia Eulália, Seu Sebastião Molequinho, Mano Elói Antero Dias, Mestre Fuleiro, João Gradim, entre muitos outros. Dito isso, fica evidente a razão de existir uma Velha Guarda no interior das escolas de samba. A preservação das tradições é o que permite que o público de hoje tenha acesso aos sambas feitos na época de fundação do Império Serrano (que surge em 1947), ou antes, na época do Prazer da Serrinha (agremiação da qual surgiu o Império). É o respeito às tradições e a reverência aos grandes mestres que fazem com que a obra dos sambistas do Império não seja esquecida. Este é o papel da Velha Guarda do Império Serrano, que, além de guardiã do patrimônio cultural de sua escola, tem também entre seus integrantes nomes expressivos do samba carioca. A atual formação da Velha Guarda do Império surgiu em 1999 para preencher uma lacuna de anos, já que o primeiro grupo, formado por figuras como Mano Décio da Viola, Mestre Fuleiro, Tio Hélio, Carlinhos Vovô, Nilton Campolino e Djanira, se dissolveu na década de 80. A iniciativa de reativar a Velha Guarda Musical da escola partiu de três grandes nomes do samba: Nilton Campolino, membro da primeira geração da Velha Guarda, notável partideiro e compositor de sambas de terreiro; Wilson das Neves, consagrado baterista da banda de Chico Buarque e também compositor; e Zé Luiz, co-autor de sambas memoráveis como “Todo menino é um rei” e “Tempo ê”. Infelizmente, Mestre Campolino participou apenas das primeiras apresentações da Velha Guarda, tendo falecido pouco depois. Mas deixou organizado um time de peso para dar seqüência ao projeto. Além de Wilson das Neves e Zé Luiz, integram o grupo Tuninho Fuleiro (filho de Mestre Fuleiro, um dos fundadores do Império Serrano), Aluízio Machado (grande campeão de sambas-enredo e parceiro de Beto-Sem-Braço), Ivan Milanez (percussionista dos mais consagrados), Sílvio (baluarte da Ala de Bateria), Cizinho (mestre-sala estandarte de ouro e exímio tocador de surdo), Fabrício (autor de “O samba não pode parar”, gravado por D. Ivone Lara) e Capoeira da Cuíca. O coro da Velha Guarda é abrilhantado pelas pastoras D. Nina, D. Nini, Lindomar e Tia Balbina. As apresentações da Velha Guarda já renderam espetáculos memoráveis como o “Tributo a Silas de Oliveira”, organizado pela V.G. do Império. O evento obteve sucesso de público lotando a quadra da escola e reunindo, pela primeira vez, as cinco Velhas Guardas musicais (além do Império, Portela, Mangueira, Salgueiro e Mocidade). Pode ser citada também a “Terça de Bamba”, roda de samba idealizada pelos bambas às terças-feiras, realizada na quadra do Império e que já recebeu visitas ilustres como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Délcio Carvalho, Tia Doca, Tia Surica, Mart´nália além dos grupos Toque de Prima, O Roda. A Velha Guarda participou ainda do espetáculo “Zé Ketti, a Voz do Morro” que homenageou o sambista, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB); além de shows no Teatro João Caetano, Museu da Imagem e do Som, Teatro Municipal de Niterói, Espaço Cultural Sérgio Porto, Teatro Rival, Terreirão do Samba, SESC Pompéia (SP), Maracanazinho (I Festival Fábrica do Samba) entre outros. Entre seus últimos trabalhos a Velha Guarda participou do novo disco de Dudu Nobre - “Chegue Mais” - e se apresentou junto ao sambista nas estréias no Rio de Janeiro e em São Paulo. O grupo também foi convidado participar do último disco da dupla de samba Arlindo Cruz e Sombrinha. Neste incessante trabalho de divulgação, a Velha Guarda do Império Serrano continua fiel à sua maior preocupação: zelar pelo patrimônio cultural do Morro da Serrinha e de sua agremiação.

fonte: samba & choro

arlindo cruz e a velha guarda do império serrano

agenda | quintal do leandro di menor



Toda sexta na quadra do Bloco Carnavalesco Tigre de Bonsucesso tem Roda de samba com o grupo Pela Hora que a cada semana receberá um convidado especial, pra quem não sabe onde fica , vai ai o endereço, Rua Teixeira de Castro, 205, Bonsucesso, próximo ao Supermercado Guanabara, começando sempre às 20h. vejam algumas fotos da inauguração, que foi na última sexta-feira (10/08).







joão da baiana

João da Baiana, nome artístico de João Machado Guedes (Rio de Janeiro, 17 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1974), era o mais novo de uma família baiana de 12 irmãos. Na infância freqüentou as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou de blocos carnavalescos e é tido como o introdutor do pandeiro no samba. Teve por muito tempo um emprego fixo não relacionado a música, tendo inclusive recusado, em 1922, viajar com Pixinguinha e os Oito Batutas para não perder o posto de fiscal da Marinha. A partir de 1923 passou a compor e a gravar em programas de rádio e em 1928 foi contratado como ritmista. Além do pandeiros, sua especialidade era o prato e faca, populares nas gravações da época. Algumas de suas composições da época foram "Pelo Amor da Mulata", "Mulher Cruel", "Pedindo Vingança" e "O Futuro É uma Caveira". Integrou alguns dos pioneiros grupos profissionais de samba, entre eles o Conjunto dos Moles, Grupo do Louro, Grupo da Guarda Velha e Diabos do Céu. Participou da famosa gravação organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio "Uruguai" em 1940, para o disco "Native Brazilian Music", do maestro Leopold Stokowski, com sua música "Ke-ke-re-ké". Na década de 50 voltou a se apresentar nos shows do Grupo da Velha Guarda organizados por Almirante, e continuou compondo até a década de 70. Em 1968 gravou com Pixinguinha e Clementina de Jesus o histórico LP "Gente da Antiga", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, onde lançou, entre outras, as ancestrais "Cabide de Molambo" e "Batuque na Cozinha", depois regravada por Martinho da Vila.


Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. Pequeno trecho acima, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários.

beija flor de nilópolis

A Beija-Flor de Nilópolis nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco que, depois de várias discussões, por sugestão de D. Eulália de Oliveira, mãe de Milton, recebeu o nome de Beija-Flor (inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença). Dona Eulália foi admitida como fundadora. Em 1953, o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, vitorioso no bairro, foi inscrito por Silvestre David do Santos (Cabana) integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo. No seu primeiro desfile, em 1954, foi campeã passando para o grupo I, no qual permaneceu até 1963. Em 1974, retornou para o Grupo I resultado do bom trabalho desenvolvido por Nelson Abraão David. Em 1977, Aniz Abraão David assume a Presidência e projeta a Escola de Samba de Nilópolis como uma das mais famosas do mundo.

desfile carnaval 2007