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Paulo Perdigão leva o batuque de Pernambuco para samba em Oswaldo Cruz
De passagem por terras cariocas, Paulo Perdigão, mente pensante da Mesa de Samba Autoral de Pernambuco, se apresenta amanhã (14) na tradicional Roda de Samba da Velha Guarda da Portela, que acontece na "Portelinha", antiga e primeira quadra da azul e branco de Oswaldo Cruz.
Paulinho da Viola fala sobre sua trajetória ao completar 50 anos de carreira
Roberto D'Ávila entrevistou o compositor Paulinho da Viola. Na conversa, o músico revelou muitas histórias, que fazem parte da memória da música brasileira.
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Roberto D'Ávila entrevistou o compositor Paulinho da Viola. Na conversa, o músico revelou muitas histórias, que fazem parte da memória da música brasileira.
Waldir 59: um legado da Portela
Nascido em 3 de março de 1927 e morador do Engenho de Dentro, Waldir 59 é um dos maiores ícones da história da Portela e uma lenda viva a serviço do Carnaval. Muito elegante, porém debilitado e sofrendo com uma incômoda catarata, o compositor conversou com o TUDO DE SAMBA.
Ao lado de Candeia, ele foi o maior vencedor de sambas-enredo da agremiação, na década de 50. Aos 88 anos, Waldir de Souza Pires fala com carinho de sua escola de coração.
– A Portela é minha vida, foram 21 vitórias e algumas delas com sambas de minha autoria, junto com o meu querido amigo Candeia, nos anos de 55, 56, 57, 59, e com Picolino, em 1965 – contou emocionado.
Waldir 59 na comemoração de seu aniversário de 88 anos - quadra da Portela
Quando jovem, recebeu o apelido 59. A alcunha veio porque existiam três pessoas com o nome Waldir na ala de compositores da azul e branco. Assim ficou conhecido, pois morava numa casa identificada com o mesmo número descrito, próxima ao local de encontros dos portelenses. O artista falou sobre sua história, do amor pela Portela e revelou se sentir valorizado:
– Eu me sinto feliz quando vou à quadra, o portelense me respeita. Eu sempre amei a minha escola. Quando eu trabalhava como funcionário de um escritório, na década de 40, eu saia do serviço e ia compor com amigos. Na época, eu fazia paródias dos sambas famosos da Portela.
O autor se lembra do refrão de uma de suas primeiras composições:
– Quem te viu meu Deus do céu, já te conheceu. Quem te vê, onde estás não me conhece mais – cantarolou o integrante da Velha Guarda Show da Portela.
Sendo considerado um dos maiores bambas do Carnaval, ele também foi responsável por levar grandes nomes do samba para a quadra portelense. Waldir integrou Clara Nunes e Paulinho da Viola ao time de craques da escola.
Amigos para eternidade
Monarco, cinco anos mais novo, cantor, compositor e líder da Velha Guarda mais tradicional do samba, falou com carinho do amigo.
– Um grande companheiro. Ele é considerado como o número um. Sempre foi fiel à escola, disciplinado e sempre andou elegante. É um portelense de verdade – concluiu dando voz a outro contemporâneo.
Noca, 82 anos, autor do samba oficial da Portela no Carnaval 2015 e vencedor em outras seis oportunidades revelou suas inspirações:
– Quando eu comecei, ele já era estrela, foi um dos maiores ganhadores de samba-enredo na nossa época de ouro. Nós temos por ele um grande carinho – completou.
Monarco e Noca da Portela. Amigos e fãs de Waldir 59 / Foto: Amigos do Samba
Sorte no Samba e no amor
Além do carinho pelo do samba, o autor é marcado por um amor inesquecível: Dona Almerinda Bohmgahrem, de 73 anos, uma antiga namorada de Waldir. Bastou conversarmos sobre o relacionamento, que o apaixonado compositor recitou uma bela frase para a amada:
– A que completa a minha vida, toda linda: Almerinda – emocionando a todos.
O namoro durou 14 anos e, hoje, fica guardado na memória. Com olhos marejados, ela fala com gratidão dos tempos de casal:
– Ele era um homem poderoso, era gente da gente. Sempre estarei presente, esse amor nunca vai acabar – declarou Almerinda.
Waldir 59 com dona Almerinda. Antigos namorados
Por Kaio Sagaz
Tudo de Samba
Ao lado de Candeia, ele foi o maior vencedor de sambas-enredo da agremiação, na década de 50. Aos 88 anos, Waldir de Souza Pires fala com carinho de sua escola de coração.
– A Portela é minha vida, foram 21 vitórias e algumas delas com sambas de minha autoria, junto com o meu querido amigo Candeia, nos anos de 55, 56, 57, 59, e com Picolino, em 1965 – contou emocionado.
Waldir 59 na comemoração de seu aniversário de 88 anos - quadra da Portela
Quando jovem, recebeu o apelido 59. A alcunha veio porque existiam três pessoas com o nome Waldir na ala de compositores da azul e branco. Assim ficou conhecido, pois morava numa casa identificada com o mesmo número descrito, próxima ao local de encontros dos portelenses. O artista falou sobre sua história, do amor pela Portela e revelou se sentir valorizado:
– Eu me sinto feliz quando vou à quadra, o portelense me respeita. Eu sempre amei a minha escola. Quando eu trabalhava como funcionário de um escritório, na década de 40, eu saia do serviço e ia compor com amigos. Na época, eu fazia paródias dos sambas famosos da Portela.
O autor se lembra do refrão de uma de suas primeiras composições:
– Quem te viu meu Deus do céu, já te conheceu. Quem te vê, onde estás não me conhece mais – cantarolou o integrante da Velha Guarda Show da Portela.
Sendo considerado um dos maiores bambas do Carnaval, ele também foi responsável por levar grandes nomes do samba para a quadra portelense. Waldir integrou Clara Nunes e Paulinho da Viola ao time de craques da escola.
Amigos para eternidade
Monarco, cinco anos mais novo, cantor, compositor e líder da Velha Guarda mais tradicional do samba, falou com carinho do amigo.
– Um grande companheiro. Ele é considerado como o número um. Sempre foi fiel à escola, disciplinado e sempre andou elegante. É um portelense de verdade – concluiu dando voz a outro contemporâneo.
Noca, 82 anos, autor do samba oficial da Portela no Carnaval 2015 e vencedor em outras seis oportunidades revelou suas inspirações:
– Quando eu comecei, ele já era estrela, foi um dos maiores ganhadores de samba-enredo na nossa época de ouro. Nós temos por ele um grande carinho – completou.
Monarco e Noca da Portela. Amigos e fãs de Waldir 59 / Foto: Amigos do Samba
Sorte no Samba e no amor
Além do carinho pelo do samba, o autor é marcado por um amor inesquecível: Dona Almerinda Bohmgahrem, de 73 anos, uma antiga namorada de Waldir. Bastou conversarmos sobre o relacionamento, que o apaixonado compositor recitou uma bela frase para a amada:
– A que completa a minha vida, toda linda: Almerinda – emocionando a todos.
O namoro durou 14 anos e, hoje, fica guardado na memória. Com olhos marejados, ela fala com gratidão dos tempos de casal:
– Ele era um homem poderoso, era gente da gente. Sempre estarei presente, esse amor nunca vai acabar – declarou Almerinda.
Waldir 59 com dona Almerinda. Antigos namorados
Por Kaio Sagaz
Tudo de Samba
Feijoada da Portela terá Wanderley Monteiro
Sábado é dia de curtir a melhor Feijoada do Brasil! A próxima edição da Feijoada da Família Portelense, acontecerá no dia 07 de março e terá como convidado especial o cantor e compositor Wanderley Monteiro, um dos grandes nomes da Ala de Compositores da Portela. Convidado de mestre Monarco, líder da Velha Guarda da Portela, Wanderley cantará seus clássicos, entre eles “Água de chuva no mar” e "Vida de Compositor", sucesso imortalizado pela cantora Beth Carvalho.
Casquinha: o center half da Portela
Casquinha, um dos maiores compositores da Velha Guarda da Portela, reuniu seus amigos Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Tereza Cristina além da Velha Guarda da Escola, para uma roda de samba no Rio de Janeiro. Confira como foi o encontro!
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