[>] pagode no bar da amendoeira
bira da vila
Ubirajara Silva de Souza, em arte “Bira da Vila São Luiz”, nasceu em 8 de janeiro, na rua Santo Antônio, no Bairro da Vila São Luiz em Duque de Caxias (RJ), fazendo parte de uma família tipicamente brasileira, qual seja, humilde e criativa, pobre e com grande potencial artístico. Seus avós maternos foram escravos até a adolescência. Seus avôs paternos eram uma índia e um sanfoneiro português. Esta miscigenação lhe deu como herança, pelo lado indígena, a garra para vencer obstáculos, pelo negro a determinação e a criatividade e pelo lado português o espírito aventureiro, desbravador e conquistador. Bira têm na figura do pai, Seu Jair, o grande inspirador de sua carreira artística. Seu pai também conhecido como “Neblina”, têm um extenso e variado currículo, que vai desde sambista e passista da “Cartolinha de Caxias”, passando pela função de ritmista versador de partido alto até chegar à posição de goleiro do Vila São Luiz Futebol Clube. Com quase dois metros de altura com um andar gingado de malandro, Seu Jair foi a fonte de inspiração do primeiro samba de Bira , ainda com quatorze anos, “O Malandrinho” –1978. Ele foi o mais jovem integrante da primeira roda de samba de Caxias (1979), que fazia ponto no bar do Zezinho, em frente ao Clube Recreativo Caxiense. E cantava músicas dos mestres Monarco, Beto sem Braço, Roberto Ribeiro, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Dona Yvone Lara, Candeia entre outros ícones do samba. Por ter nascido na Vila São Luis, quando ingressou na Ala dos compositores da Grande Rio em 1986, já com 23 anos, foi batizado artisticamente de “Bira da Vila São Luis”. Coincidentemente tem em Luis Carlos da Vila, seu maior ídolo e também seu maior incentivador, nascendo desse reconhecimento de valor artístico recíproco, uma real amizade e parceria musical. Sua carreira autoral se inicia em 1993, com a gravação do samba “Sorriso de Banjo” pela saudosa cantora “Jovelina Pérola Negra”. Em 1998, o “padrinho Luís Carlos da Vila o incentivou a mostrar seu trabalho de compositor e interprete”. Finalmente em 19 de agosto de 1998, no Teatro da Praia em Copacabana (RJ), estréia o show “Nova Matriz”, com a casa lotada, onde cantou somente sambas de sua autoria. Este show foi sua porta de entrada para ser convidado pelos produtores da Riotur, Fernando Gama e Luizinho, que acreditaram no seu potencial artístico-musical e abriram espaço para inúmeras outras apresentações. Sua maior emoção foi cantar no Arpoador, ao lado do próprio Luis Carlos da Vila e de bambas do samba como: Monarco, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Walter Alfaiate e Wilson das Neves. Este foi seu passaporte para a elite do “samba-de-raiz”. Desde então passou a se apresentar todos os anos nos eventos da Riotur, no show do reivellon, no pré-carnavalesco, shows de carnaval do Terreirão do Samba, carnaval da Lapa, entre outros. No final de 1999, produzido por Jaime Bahia, Bira faz um “disco demo” (Retratos do Povo), com músicas de sua autoria, para mostrar seu trabalho de compositor e intérprete. Ainda em 1999, apresentou-se no projeto Clássicos do Samba, com Wilson Moreira. Em 2001 apresento-se novamente neste mesmo projeto com Serginho Miriti, com o qual compôs “O daqui, o dali e o de lá” e outros sambas. Em agosto do mesmo ano, foi convidado para uma homenagem à Raul de Barros, organizada pela revista Maricá Já, junto com Wilson Moreira, Walter Alfaiate, Delson Carvalho, entre outros.
fonte: samba & choro
fonte: samba & choro
> verde que te quero rosa

verde que te quero rosa
(cartola / dalmo castelo)
Verde como céu azul a esperança
Branco como a cor da Paz ao se encontrar
Rubro como o rosto fica junto a rosa mais querida
É negra toda tristeza se há despedida na Avenida
É negra toda tristeza desta vida
É branco o sorriso das crianças
São verdes, os campos, as matas
E o corpo das mulatas quando vestem Verde e rosa, é
Mangueira
É verde o mar que me banha a vida inteira
Verde como céu azul a esperança
Branco como a cor da Paz ao se encontrar
Rubro como o rosto fica junto a rosa mais querida
É negra toda tristeza se há despedida na Avenida
É negra toda tristeza desta vida
É branco o sorriso das crianças
São verdes, os campos, as matas
E o corpo das mulatas quando vestem Verde e rosa, é a
Mangueira
É verde o mar que me banha a vida inteira
Verde como céu azul a esperança
Branco como a cor da Paz ao se encontrar
Rubro como o rosto fica junto a rosa mais querida
É negra toda tristeza se há despedida na Avenida
É negra toda tristeza desta vida
Verde que te quero Rosa (é a Mangueira)
Rosa que te quero Verde (é a Mangueira)
Verde que te quero Rosa (é a Mangueira)
Rosa que te quero Verde (é a Mangueira)
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Cartola - Verde Que Te Quero Rosa (1977)
batuqueiros

A história do Grêmio está dividida em 2 (duas) partes.
PARTE 1 - DE 1975 À 1989 (Fundado em 15 de janeiro de 1975) - Tudo era apenas uma brincadeira, na qual um grupo de amigos se reunia durante o período carnavalesco em prol de animar as ruas da comunidade, isso por volta de 1973/74. Apelidado então de troça com nomes variados que até mexia com moradores da comunidade. Por certo em 1974 saía o “BOCA MOLE” sem nenhuma pretensão, ou apenas de animar a brincadeira do carnaval. Porém o som misturado de bombos, tambores, até de latas entre outros, quando por volta do início de dezembro, três então adolescentes: Almir, Nido e Neném, respectivamente Djalmir, Josenildo e Josemar, em plena flor da juventude surgiram com uma idéia de levar adiante o desafio de criar uma agremiação verdadeira e foi aí que veio a compra do primeiro SURDÃO (alumínio), “nosso símbolo” ainda hoje vivo, com esse seus acompanhantes: tarôs, tamborins, caixas, agogôs, ripiques, recos, cuícas, contr-surdos, pandeiros, rebolados e etc. O nome sugestivo pela fama da batucada que a cada dia se aprimorava, devido a persistência.

PARTE 2 - APARTIR DE 1989 - Dando seqüência a redação feita pelo amigo Daniel Filho (Niel), e fazendo uma pequena correção quanto a eventos realizados, digo, a última vez que o Batuqueiro da vila se apresentaram no bairro do Engenho do Meio, foi no carnaval do ano de 1989, com o enredo “A nova constituição” com letra e música de autoria de Marcos Souza. Após este ano, a agremiação Batuqueiros da Vila passou dois anos sem realizar nenhum evento no citado bairro, pois, Marcos Souza juntamente com Sr. Jorge Liuz saíram em busca de outros desafios e foram dar segmento a um novo ritmo que estava em alta em Pernambuco “o pagode”. Aí andamos fazendo várias rodas-de-samba, até fundarmos o grupo “Um, sete, um”, este grupo teve vários componentes, mas sua formação principal foi: Marcos Souza, Geraldo Melodia, Eudes, Saúba de Galeria, Ricardo (Vasco da Gama) e Boquinha.
site: Batuqueiros
adilson bispo
Adilson Bispo é carioca nascido no dia 08/05/52 , no hospital da Pro-Matre na praça Mauá, até os 8 anos de idade,morou na rua Buenos Aires,no centro da cidade, logo depois mudou-se para um dos mais belos lugares do Rio de Janeiro que é a ilha de Paquetá, onde passou sua infância e adolescencia, só saindo de la aos 19 anos para prestar serviço militar na Aeronáutica, em Paquetá, Adilson jogou futebol no Municipal Futebol Clube, por onde disputou o campeonato carioca do Departamento Autonomo durante alguns anos,mais tarde mudou-se para Padre Miguel e tornou-se frequentador assíduo dos ensaios da Mocidade Independente (sua 2ª escola, a 1ª claro é a Portela) bem como dos bailes do Creib, Cassino Bangu, Gremio Estudantil de Realengo etc, em 1976, Adilson ingressa na Faculdade Celso Lisboa, de onde sai formado em Adm.de Empresas em 1980, mas foi em 1981 que começou a trajetória musical de Adilson, que atendendo a um convite do chiquinho virgula (um dos autores do antológico samba Insensato Destino) comparece ao pagode do Arlindo em cascadura, na rua Padre Telêmaco e lá encontra um grupo de compositores de 1ª Linha tais como, Zeca pagodinho, Neoci, Pedrinho da Flor, Adauto Magalha, Acyr Marques, Jorge Aragão, Mauro Diniz, Luiz Carlos da Vila, Sombrinha, Arlindo Cruz (que comandava a roda de samba) e muitos outros, aos poucos vai mostrando suas composições e conheçendo novos parceiros, mas foi em 1984 que conseguiu emplacar seu primeiro sucesso, Coração Feliz, em parceria com Marquinhos PQD e Gerson do Valle, gravada por Beth Carvalho, foi escolhida como titulo do disco e musica de trabalho naquele ano. Adilson Bispo tem mais de 150 musicas gravadas por alguns dos expoentes do samba, além de Beth Carvalho (Coração Feliz, Falso Reinado), pode-se citar Zeca Pagodinho (Pinta de Lord, Largo da Carioca) Almir Guineto (Conselho, Mensagem, Chantagem) Jovelina Perola Negra (Falso Malando e Confusão na Horta), Reinaldo (Retrato Cantado de um Amor, Coisa de Amante, Falso Rubi), Grupo Pirraça (Sentimento de Posse), Emilio Santiago (Inigualável Paixão) Grupo Fundo de Quintal (Amar é bom, Nosso Fogo, Capa de Revista), Alcione (Chantagem), Royce do Cavaco (Pra que Brigar) Mestre Marçal (Canto Sublime), Grupo Sensação (Mais uma Paixão). Seu parceiro mais frequente é Ze Roberto, mas há parcerias com Marquinhos PQD, Acyr Marques, Chiquinho e Simoões PQD dentre outros. Em 2002 gravou seu primeiro CD: "Conselhos e Mensagens" e no fim de 2004, o mais recente: "Questão de Respeito", que foi lançado no mercado em março de 2005, ambos com produção de Wanderson Martins.Sobre o mais recente, diz Adilson: "Quem chegou primeiro, é numero baixo, porque plantou a primeira semente, sofreu e lutou para que o samba chegasse onde chegou, e se transformasse em um produto do povo que hoje atinge todas as classes sociais no nosso imenso Brasil, e por uma Questão de Respeito eu dedico este disco a todos os nossos poetas, que representam muito bem a nossa Velha Guarda.
mestre marçal
Nilton Delfino Marçal "Mestre Marçal" nasceu em 1930 no bairro carioca de Ramos, onde viveu até os 11 anos. Depois morou em São Cristovão, Olaria, Estácio, Inhaúma e Pilares. Morreu em 1994. Mas seu coração sempre esteve em Madureira. Marçal, que ainda menino aprendeu a tocar cuíca, tamborim, surdo, tarol, pandeiros e tantos outros instrumentos de percussão, durante 22 anos comandou a bateria da Portela. Mas por problemas políticos deixou a escola, em 1985, assim como outros portelenses ilustres. Deu a volta por cima. Foi para a Unidos da Tijuca e, mais importante, no final dos anos 80 gravou os discos em que provava seu grande talento musical. "Siga em frente sem retorno e sem parada / Lembre que a água passada não move a pá do moinho, não/ Vá com Deus/ E siga pelo acostamento/ Que é pro arrependimento/ Não te achar na contramão", explica ele na bela Pela Sombra, de Nelson Sargento e Nei Lopes. Mestre Marçal era filho do grande sambista Armando Marçal, ele faz um homenagem ao seu pai com "Não Diga a Minha Residência", uma deliciosa parceria do velho Marçal e de Alcebiades Barcellos, o Bide, foi uma maneira de homenagear o grande sambista Armando Marçal "seu pai" e sem duvida o seu idolo.cartola
Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um compositor, cantor e poeta brasileiro. Era um dos sambistas que compunham a velha-guarda da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, sendo considerado o responsável tanto pela escolha do nome, como das cores adotadas pela Escola (verde e rosa). Há quem diga que a escolha das cores foi uma homenagem ao seu amado Fluminense, clube de futebol do Rio de Janeiro que utiliza-se de combinações mais sóbrias das mesmas cores (grená, verde escuro e branco). Cartola compôs, sozinho ou com parceiros, mais de quinhentas canções, como "As Rosas Não Falam", "Alvorada", "O Mundo é um Moinho" e "O Sol Nascerá", tendo sido esta última regravada mais de 600 vezes. Suas canções são musicalmente bastante elaboradas e suas letras têm uma carga poética muito forte. Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete. Seus pais, Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira, tiveram sete filhos. Cartola foi o quarto. Seu envolvimento com o carnaval começou cedo. Aos 8 anos de idade já participava desfilando em blocos carnavalescos de rua. Foi morar no morro da Mangueira, aos onze anos, por problemas financeiros em sua família. Apesar da riqueza de suas poesias e da quantidade em que as produziu, Cartola estudou somente até o primário. Cartola jamais conseguiu se integrar ao mercado de trabalho, passou sua vida trabalhando em bicos. Foi pedreiro, pintor de paredes, lavador de carros, vigia de prédio e contínuo de repartição pública. Foi como pedreiro que ganhou seu apelido, "Cartola". Quando trabalhava com cimento estava sempre sujando seus cabelos, o que o aborrecia bastante pois ele era muito vaidoso. Passou então a sempre usar um chapéu, assim seus cabelos estavam protegidos do cimento. Seus amigos então o apelidaram de Cartola. Dona Aída morreu prematuramente. Seu pai era muito severo e o expulsou de casa aos dezessete anos de idade. Sozinho, envolveu-se com várias mulheres, adoeceu e teve que parar de trabalhar. Esteve a beira da morte mas se reergueu com ajuda dos amigos. Cartola, assim como seu fiel amigo e também sambista Noel Rosa, vende sambas no início da carreira. O primeiro deles foi Que infeliz sorte, de 1927, vendido por trezentos contos de réis e sendo gravado por Francisco Alves. Foi nessa época, década de 1920, que os blocos de carnaval resolveram se organizar na forma de sociedades permanentes. Ismael Silva funda na Estácio uma associação que se autodenominou Escola de Samba, a Deixa Falar. Em 28 de Abril de 1928, Cartola e mais seis amigos reunidos na casa do Euclides da Joana Velha, na favela da Mangueira, reúnem os blocos carnavalescos do morro e fundam a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Os seis amigos eram: seu Euclides, Saturnino Gonçalves (o Satur), Marcelino José Claudino (o Massu), Pedro Caim (o Pedro Paquetá), Abelardo da Bolinha e Zé Espinguela. A escolha das cores e o nome da escola são atribuídos a Cartola. No primeiro desfile, com o samba enredo "Chega de Demanda" de Cartola, a Mangueira ganha seu primeiro prêmio de carnaval, no desfile na Praça Onze. Cartola segue como diretor de harmonia e como um dos compositores da escola, dedica a isso boa parte de sua vida. Seus sambas são gravados por muitos cantores da década de 1930. Em 1939, vai para os Estados Unidos para gravar com Leopold Stokowski. Cartola muitas vezes teve divergências com a direção da Escola, nos anos de 1949 e 1977 ele não desfilou. Ele alegava que os diretores da Escola haviam transformado a Escola num reduto eleitoreiro. Cartola se afasta da Mangueira, vai morar na Baixada Fluminense. Fica viúvo e contrai meningite. Por volta dos anos 50, Sérgio Porto o encontra lavando carros, trabalhando num posto em Ipanema nas madrugadas, e o relança como cantor e compositor. Em 1952 curado volta a viver no morro da mangueira e começa a namorar a também viúva dona Euzébia Silva do Nascimento, a famosa Dona Zica - irmã da mulher do compadre Carlos Cachaça. Dona Zica e Cartola haviam crescido juntos, haviam se conhecido nos desfiles dos blocos carnavalescos de rua. Cartola era dos "Arrepiados" e Dona Zica era do "Bloco do Seu Júlio". Cartola e Dona Zica casam-se depois de doze anos juntos, em 1964. É ao lado de Dona Zica que cartola compõe "As Rosas não Falam", "Nós Dois" (dois dias antes do casamento de Cartola e Dona Zica), "Tive Sim" e "O sol Nascerá" (parceria com Elton Medeiros e gravada na voz de Nara Leão). Na década de 60 Cartola, Dona Zica e mais dois sócios fundam o botequim ZiCartola que se torna um ponto de encontro dos grandes sambistas da ocasião e onde surgem grandes talentos. É somente em 1974, já aos 65 anos, que grava seu primeiro disco, Cartola, produzido por Marcus Pereira. Morre em 30 de novembro de 1980, de câncer, no Rio de Janeiro. Apesar do grande sucesso de seus sambas, cartola morre pobre, morando numa casa doada pela prefeitura do Rio de Janeiro (em 30 de novembro do ano de sua morte). Nas décadas seguintes são muitas as homenagens póstumas prestadas a Cartola por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Leny Andrade, Cazuza, Marisa Monte e outros. Nos anos 2000, o cantor Ney Matogrosso lançou o CD "Ney Canta Cartola" e o DVD "Ney Canta Cartola Ao Vivo". Ali são cantados músicas raras de Cartola, como "Senões". São de Cartola grandes sucessos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Ensaboa Mulata", "O Sol Nascerá", "Cordas de Aço", "Preciso Me Encontrar" (Musica de Candeia, que ganhou gravação definitiva na voz de Cartola) e "Acontece", interpretados por Marisa Monte, Fagner e Gal Costa, ou até por roqueiros dos anos 1980, a exemplo do Cazuza, ex-vocalista do grupo Barão Vermelho, e do cantor Paulo Ricardo.não quero mais amar a nínguem
originais do samba
Grupo formado na década de 60 no Rio de Janeiro por ritmistas de escola de samba, começou a se apresentar em teatros e show, incluindo o palco do Copacabana Palace, onde realizou o espetáculo "O Teu Cabelo Não Nega". Fixaram-se em São Paulo depois de excursionar pelo México, e em 1968 acompanharam Elis Regina na música vencedora da I Bienal do Samba, "Lapinha", de Baden Powell e P.C. Pinheiro. No ano seguinte gravaram a música "Cadê Teresa", de Jorge Ben, que fez grande sucesso. Participaram de festivais e ganharam discos de ouro pela vendas de suas gravações, principalmente nos anos 70, combinando o canto uníssono, a roupa padronizada e boa dose de humor. Um dos integrantes do grupo, Mussum, sairia para formar Os Trapalhões ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana. Tocaram com grandes nomes da música brasileira - como Chico Buarque, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes - e mundial - Earl Grant. Excursionaram pela Europa e Estados Unidos, e foram o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Olympia de Paris. Alguns de seus maiores sucessos são "Tá Chegando Fevereiro" (Jorge Ben/ João Melo), "O Lado Direito da Rua Direita" (Luiz Carlos/ Chiquinho), "A Dona do Primeiro Andar", "O Aniversário do Tarzan", "Esperanças Perdidas" (Adeilton Alves/ Délcio Carvalho), "E Lá se Vão Meus Anéis" (Eduardo Gudin/ P.C. Pinheiro), "Tragédia no Fundo do Mar (Assassinato do Camarão)" (Zeré/ Ibrahim), "Se Papai Gira" (Jorge Ben), "Nego Véio Quando Morre". Em 1997 gravaram um CD comemorativo pelos 30 anos de carreira, e atualmente continuam se apresentando no Brasil. Fizeram parte do grupo: Mussum, Rubão, Bigode, Bide, Chiquinho, Lelei, Zeca do Cavaquinho, Sócrates, Rubinho Lima, Valtinho Tato e Gibi.originais do samba no festival de sucessos de 1977
> tá perdoado

tá perdoado
(arlindo cruz / franco)
defumei o corredor,
perfumei o elevador
pra tirar de vez o mau olhado
a saudade me esquentou
consertei o ventilador
pro teu corpo não ficar suado
nessa onda de calor
eu até peguei uma cor
tô com o corpo todo bronzeado
seja do jeito que for
eu te juro meu amor
se quiser voltar, tá perdoado
fui a pé a salvador
de joelho ao redentor
pra ver nosso amor abençoado
nosso lar se enfeitou
a esperança germinou
ah, tem muita flor
pra todo lado
pra curar a minha dor
procurei um bom doutor
me mandou beijar teu beijo
mais molhado
seja do jeito que for
eu te juro, meu amor,
se quiser voltar, tá perdoado
e se voltar te dou café
preliminar com cafuné
pra deixar teu dia mais gostoso
pode almoçar o que quiser,
e repetir,
te dou colher
faz daquele jeito carinhoso
deixa pintar o entardecer
e o sol brincar de se esconder
tarde e chuva
eu fico mais fogosa
e vai ficando pro jantar
tu vai ver só,
pode esperar
que a noite será maravilhosa
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Maria Rita - Samba Meu (2007)
[>] beth carvalho no leme
monobloco
Criado a partir das oficinas de percussão ministradas por Pedro Luís e A Parede (PLAP) a partir do ano de 2000, o MONOBLOCO tornou-se uma referência do carnaval de rua, resgatando clássicos da cultura carnavalesca nacional e incorporando outros gêneros musicais brasileiros ao instrumental do samba. O sucesso de suas festas pré-carnavalescas (4.000 pessoas por noite) e de seu desfile de carnaval pela orla de Leblon e Ipanema (mais de 50.000 pessoas) despertou a idéia da criação de um formato que pudesse viajar levando o acontecimento carioca para outras localidades. Surgiu então o MONOBLOCO SHOW, um coletivo que varia entre 16 e 21 ritimistas, todos músicos profissionais que fazem parte da oficina e da bateria do bloco. Tendo como integrantes diversos percussionistas da cena carioca - que atuam tanto no samba quanto na música pop, além dos cantores, Fábio Allman, Renato Biguli, Nunu da Mangueira, Momo e o cavaquinho de Alexandre Fróes, o grupo gravou seu primeiro cd em 2002 e tem saído por diversas cidades do Brasil para mostrar sua festa rítmica e levar sua oficina tão concorrida no Rio de Janeiro. Com repertório que inclui, além de sambas e marchas tradicionais, clássicos de Tim Maia, Benjor, Nação Zumbi, Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Gilberto Gil e muitos outros nomes na música brasileira, seus espetáculos são verdadeiros bailes que têm feito a alegria das mais variadas platéias.monobloco no carnaval 2007 em copacabana
[>] velha guarda musical de vila isabel
nilton campolino
Sambista da Velha Guarda da Império Serrano, compositor e partideiro, entrou para essa escola em 1947, pouco depois de sua fundação. Gráfico de profissão, desde cedo freqüentou terreiros de jongo, batuque e partido-alto, gênero em que se tornou mestre. Em 1977 gravou seu primeiro e único disco, "O Partido Alto de Aniceto & Campolino" (MIS), ao lado de Aniceto do Império, produzido por Elton Medeiros. Teve diversas composições gravadas por outros intérpretes, com destaque para Zeca Pagodinho — que registrou algumas parcerias de Campolino e Tio Hélio, como "Delegado Chico Palha" e "Colete Curto" — e Xangô da Mangueira, seu parceiro em "Quem Fala Alto É Gogó" e "Quilombo". Em 2000 esteve envolvido na reativação da Velha Guarda da Império Serrano, chegando a se apresentar em um show. No mesmo ano, participou do disco "Meninos do Rio" (Carioca Discos) ao lado de outros grandes nomes do samba.Baixe aqui o primeiro e único disco de Nilton Campolino
em parceria com Aniceto do Império.
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Aniceto do Império e Nilton Campolino
O Partido Alto de Aniceto e Campolino (1977)
semba de firula
A palavra samba tem origem controversa. Contudo, parece derivada dos étimos angolanos semba ou samba, que, no quimbundo ou no umbundo, correspondem, respectivamente, a umbigada ou a estar animando ou excitado. Com influência dos ritmos afro-brasileiros, o grupo Semba de Firula homenageia grandes nomes do samba brasileiro, numa releitura das obras de compositores como Paulinho da Viola, Candeia, Ataulfo Alves, Cartola, Adoniran Barbosa, e de intérpretes, como a imortal Clara Nunes e a contemporânea Teresa Cristina. Sem deixar de lado o tradicional, o grupo também executa arranjos originais para sambas e maxixes (de autoria de compositores pernambucanos), composições próprias e canções de domínio público. Formado por Patrícia Solis (voz), Daniel Coimbra (cavaquinho), Rubem Amaral (violões), Cláudio Santana (Percussão) e Gilmar Santos (Percussão), o Semba de Firula traduz a paixão dos pernambucanos pelo samba, ijexá e outros ritmos afro-brasileiros. O Semba de Firula gravou recentemente um EP com quatro faixas, no estúdio Fábrica, e prepara um show com músicas de compositores pernambucanos e sambas de domínio público, além de composições próprias.aqui uma das faixas no qual
faz parte do primeiro EP.
acalanto
(teresa cristina)
Em todo samba que faço
Tem espaço, eu ponho o mar
Em todo samba que faço
Tem espaço, eu ponho o mar
Mãe Oxum, me dá licença
Que eu gosto de navegar
Em todo samba que faço
Tem espaço, eu ponho o mar
Marinheiro, ê, marinheiro, á
Marinheiro, ê
Sol vai se perder no mar
Tu te lembras da partida
Acenaste um pano branco
Mãos ao ar, fala contida
Choro preso em acalanto
Deste as costas pra areia
Não voltaste nunca mais
E hoje eu rezo pra Sereia
Devolver a minha paz
Marinheiro, ê, marinheiro, á
Marinheiro, ê
Sol vai se perder no mar
Mãe do mar viu sofrimento
Que carrego na cantiga
E estancou o movimento
De toda forma de vida
Avistei meu marinheiro
Nos braços de Iemanjá
Construí minha cidade
Todinha em volta do mar
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Contatos: Patrícia Solis (81) 8892.7770 ou 3491.9675
E-mail: sembadefirula_@hotmail.com
acyr marques
Carioca, nasceu no dia 25 de Setembro de 1953, compositor e irmão de Arlindo Cruz, pai da cantora Débora Cruz, e foi uma das revelações do "Festival Fábrica do Samba". Em 1985, Zeca Pagodinho gravou "Casal sem-vergonha" (c/ Arlindo Cruz), que se tornou um dos grandes sucessos da carreira do cantor. Neste mesmo ano, Alcione, no LP "Fogo da vida", pela RCA, interpretou "Coco partido" (c/ Arlindo Cruz e Franco). No ano seguinte, foi lançado o disco "Explosão do pagode", pela gravadora Fama. No LP foram incluídas duas composições suas: "Meu negócio é pagodear", em parceria com Carlos Sapato e Arlindo Cruz, interpretada por Carlos Sapato, e "Senhor cidadão", cantada pelo parceiro Adalto Magalha. Ainda em 1986 Beth Carvalho gravou duas composições de sua autoria "Dor de amor" (c/ Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz) e "Partido-alto mora no meu coração", em parceria com Sombrinha e Arlindo Cruz. Almir Guineto gravou pela RGE "Pra que tanta marra" (c/ Almir Guineto e Sombrinha) e Dominguinhos do Estácio interpretou "Resumo", de sua autoria em parceria com Zé Roberto. Em 1987 Marquinhos Satã, em disco lançado pela RCA/Ariola, interpretou "Pura semente" (c/ Arlindo Cruz) e "Escorregar não é cair", parceria com Carlos Sapato e Jorge Tetê. No ano de 1987, Leci Brandão, no disco "Dignidade", incluiu "Fogueira de uma paixão", música de Acyr Marques em parceria com Luiz Carlos da Vila e Arlindo Cruz. Neste mesmo ano, Reinaldo, no LP "Aquela imagem", registrou "Que pecado", parceria com Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. Em 1988, no disco "Ouro e cobre", Alcione gravou "Vizinha faladeira" (c/ Luiz Carlos da Vila e Arlindo Cruz). No ano posterior, Zeca Pagodinho, no LP "Boêmio feliz", pela gravadora RCA, interpretou "Saudade louca" (c/ Franco e Arlindo Cruz) e Dominguinhos do Estácio, no disco "Gosto de festa", gravou outra composição de Acyr Marques, "Vim pra dizer que te amo". Em 1990, no LP "Simplesmente", Mauro Diniz incluiu duas composições de sua autoria, "Nova mobília, velho fogão" (c/ Luiz Carlos da Vila) e "Hino da noite" (c/ Arlindo Cruz e Sombrinha). Neste mesmo ano, Reinaldo interpretou "Ela não entendeu" (c/ Arlindo Cruz), em seu disco "Coisa sentimental", pela Continental. Em 1992, "Coração brasileiro", composição em parceria com Franco e Arlindo Cruz, foi gravada por Alcione no LP "Pulsa coração". No ano de 1999, Jorge Aragão gravou o disco "Ao vivo". No CD foi incluída "Coisa de pele", parceria de ambos e um dos grandes sucessos do cantor, que com esse disco vendeu mais de 500 mil cópias. Ainda em neste ano, Zeca Pagodinho em seu CD "Ao vivo", interpretou "Saudade louca" (c/ Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz) e "Dor de amor" (c/ Franco e Arlindo Cruz). No CD "Departamento do pagode", Luizinho SP incluiu "Me deixa", parceria de Acyr Marques com Serginho Procópio e Marquinhos PQD. Em 2001 fez com Beth Carvalho uma apresentação na Roda de Bamba, no MIS (Museu da Imagem e do Som), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, Marquinho Santanna (Ex- Marquinhos Sathã), no disco "Nosso show", regravou "Pura semente". Em 2003, o grupo Revelação gravou o disco "Samba de Raiz 3", CD no qual interpretou de sua autoria "Insensato destino" (c/ Chiquinho e Maurício Lins). Em 2004, no disco "Daqui, dali e de lá", o grupo Toque de prima gravou de sua autoria "Já é ou já era" (c/ Maurição e Arlindo Cruz). No ano de 2005, no CD "À vera", Zeca Pagodinho interpretou de sua autoria "Ninguém merece", parceria com Jorge David e Arlindo Cruz), composição incluída na trilha sonora da novela "A lua me disse", da Rede Globo.Fonte: dicionário mpb
grupo musical academia do samba
O Grupo Musical Academia do Samba, Fundado em 15 de outubro de 1975, na Rua da Legalidade, localizada no Caminho de Areia na Península Itapagipana, atualmente acolhido pela comunidade da Formiga de São Caetano- Salvador (BA). Deu Inicio a sua carreira com um grupo de amigos do Caminho de Areia e Boa Viagem que se reuniam nos finais de semana em uma Barraca de praia na Ribeira para evidenciar musicas de alguns Artistas já consagrado no cenário Nacional do pagode, com um repertorio amplo e diversificado dos Grupos Fundo de Quintal, (Que foi a sua maior inspiração), Grupo Raça, Só Preto Sem Preconceito, Papo 10, e dos Cantores e Cantoras Independentes, Martinho da Vila, Neguinho da Beija Flor, Bezerra da Silva, Walmir Lima, Zeca Pagodinho, Nelson Rufino, A1cione, Leci Brandão D.Ivone Lara, D. Jovelina e outras perolas da linha do Partido Alto. Na capital o Grupo já animou e vem animando algumas Casas Noturnas como, Lagoa Mar, Casquinha de Siri, Churrascaria Alex, Galeria 13 Bar e Restaurante Espaço Cultural Arte e Lazer Idearium;'Também-Realiza Shows -em outras Praças-como Clube Português, Clube lfapagipe, Clube Baiano de Tênis, Clube Cruz Vermelha, Clube da Codeba, Clube Fantoches de Euterp, Associação Atlética da Bahia, Casa D Itália, ASFEB. Clube CASSAS, Centro Cultural dos Securitários, Centro Desportivo e Cultural Sindhoteis, Beco de Gal, Projeto Pelourinho Dia & Noite no Largo do Terreiro de Jesus, Ladeira do Pelourinho, Praça Tereza Batista, Praça Quincas Berro D água, Largo da Boa Viagem, Largo do Bonfim, Ainda em Salvador participou do Maior Evento de Samba Brasileiro, O SAMBA BRASIL 2002, que aconteceu nos dias 06/.07/08 de Setembro no Parque de Exposições junto com as Melhores Atrações do Cenário Nacional do Samba como Grupo Fundo de Quintal, Os Travessos, Exaltasamba, Grupo Desejos.Raça Negra, Grupo Pixote, Patrulha do Samba, Jorge Aragão, Netinho de Paula, Vava, Waguinho, Dudu Nobre, Alexandre Pires, Alcione. Academia do Samba Promove e participa de algumas acões sociais e de cidadania como e a sua presença no Natal das Obras Assistenciais de Irmã Dulce,Natal (Hospital de Roma) Projeto Feijão com Samba no Espaço Cultural Idearium, (Rio Vermelho) Projeto Feijão com Samba da Rua 24 de Agosto -Pirajá, Projeto Criança Feliz dia 12/1 O na Vila Tiradentes São Caetano, Comemoração do dia do Professor Na Casa de Praia do SISPEC-(Arembepe-Camacari), Dia Nacional Dos Securitários da Bahia (Centro Cultural - Camacari-Ba), Projeto Feijão com Samba (Praça Quincas Berro D Água -Pelourinho), Ensaio do Grupo Cultural Os Formigões (São Caetano) Festa de Lançamento do CD do Cantor e Compositor Melodia Costa (Praça Tereza Batista-pelourinho), Aniversário de 50 anos de Samba do Cantor e compositor Walmir Lima (Clube Fantoches de Euterp-Lgo. 2 de Julho) Encontro dos Compositores e Raízes do Samba -{no Beco de Gal) Lançamento do Clube do Samba da Bahia-(no Espaço Dique dos Orixas-Tororo). Também Marcou Presença no Interior e animou algum que não se pode deixar de lembrar o carinho e aconchego em sua recepção A exemplo de São Sebastião do Passe, Cato, Mar Grande, Santo Antonio de Jesus, Feira de Santana, Jaguaripe, Lençóis, Santo Amaro da Purificação Dentre Outros. O Obietivo atual do eGrupo Academiado Samba e continuar levando os shows, mostra seus trabalhos apresentar novos talentos da nossa terra e selecionar um amplo repertorio para gravação de seu primeiro trabalho em CD e reunir composições de grandes compositores baiano como Walmir Lima, Alberto Fonseca, Edson Bonfim, Nego Julio, Ademario, Avelino Borges, Melodia Costa e outros.
[>] Pagode do Cafofo e Samba da Vela
na calçada

Seis sambistas de Recife (PE), em comum, uma enorme paixão pelo samba e pelo choro. Com uma formação musical sólida, O grupo tem como marca registrada o respeito à tradição aliado à improvisação; o resultado: arranjos sofisticados que fazem uma verdadeira exaltação à boemia, no melhor clima de mesa de bar. Há dois anos, o grupo Na Calçada vem ensaiando e participando de projetos. Durante esse tempo alguns músicos passaram por nossa mesa e hoje o grupo tem na formação: Karynna Spinelli - Voz e percussão, Lucas dos prazeres - Voz e percussão, Daniel Coimbra - Voz e cavaco, Paulo André - Violão 7 Cordas, Amedoím - Voz e Percussão e Juquinha - Percussão. Depois de ter tocado nos melhores bares e eventos da cidade estamos preparando cd com músicas autorais e fazendo nossa roda de samba toda sexta-feira na Toca da Joana. E como já dizia Caymmi: "quem não gosta de samba, bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé..."
dona selma
Compositora de origem humilde e que nunca teve muita oportunidade de divulgar suas músicas. Muitas vezes tentou falar com vários compositores, para ver se conseguia algum espaço, porém , acho que na vida, nada é como a gente quer e sim como tem que ser. Falar dela: uma pessoa inofensiva e muito feliz. Feliz porque Deus lhe premiou com um marido maravilhoso e bons filhos. Problemas: muitos! mas a ela vem passando por cima e depois sorri quando eles terminam. Engraçado é que ela se sente feliz por dentro, não aquele casca de felicidade (supérflua). Frustrações: A maior das frustração é não ajudar o próximo como gostaria, é de se doar muito pouco, não ser útil. Quer ver se consegue mudar isto nela. Desejos: é de divulgar suas composições e quem sabe através delas levar mensagens, ajudar outras pessoas, ser útil. Ela bem sabe que da vida a gente nada leva, somente as boa ações. Procura a cada dia que passa, melhorar um pouquinho mais, não desejar mal de ninguém e sobretudo não falar de ninguém, pois cada ser sabe o que é certo para si e não cabe a ela julgar á nínguem. Porém, como é difícil fechar a boca, mas cada dia melhora um pouquinho. Tem um infinito amor pelo nosso pai (Jesus Cristo), e agradeçe o Dom da vida, procurando fazer o melhor que possa, pois sua vida é um presente de Deus.Site: Dona Selma
> lama

lama
(mauro duarte)
Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito
Me entristeceu, ouvi dizer
Que pra subir você desceu
Você desceu
Todo mundo quer subir
A concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida
Tem o céu como limite
Por isso não adianta estar
No mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Clara Nunes - Um Ser de Luz Saudação a Clara Nunes (2005)
portela 1970

O ano de 1970 foi inesquecível para os portelenses. Sem vencer desde 1966, a entrada da Portela, 10ª e última escola a desfilar, era aguardada com muita expectativa pelo público que lotava as arquibancadas montadas na Av. Presidente Vargas. Ao som do recém-lançado "Foi um rio que passou em minha vida", de Paulinho da Viola, a Portela se aquecia e empolgava sua enorme torcida. O grito de "já ganhou" podia ser ouvido antes mesmo do início do desfile, arrancando lágrimas e criando a atmosfera mágica que só os desfiles históricos alcançam. A Águia, envolvida nesse clima encantado, entra na passarela iluminada pelo brilho da manhã, luminosidade que realça as fantasias mais ricas e caras daquele ano. Os quase 3.000 componentes, divididos em 55 alas, são recebidos com extrema empolgação pelo público, que pela primeira vez assistia o índio ser homenageado em um desfile. A escola apresentava a Amazônia, seu povo, suas lendas, seu folclore, seu "rio-mar". Demonstrava em seu carnaval a bravura das famosas mulheres guerreiras, representada por uma das mais belas alegorias. Alegorias que foram um dos pontos altos da apresentação, mostrando desde a religiosidade indígena, através de Tupã, até a lenda do Saci-Pererê, imortalizada nos escritos de Monteiro Lobato. O sol fazia par com a lua, interpretados respectivamente pelos destaques Marcos Batalha e Vilma Nascimento, que desde o ano anterior não desfilava como porta-bandeira. Clóvis Bornay, autor do enredo, vestia uma riquíssima fantasia de diamante azul, e compartilhava com Odila de Assis a condição de primeiros destaques. Sandra Regina "Flores da Amazônia", Arildo Fonseca "Pajé" e Silvia Silva "Iracema" foram outros importantes personagens da escola, que teve seu desfile sustentado por 200 ritmistas vestidos de índios. Após 73 emocionantes minutos, dois a menos que o tempo máximo permitido, a confiança na vitória estava na cabeça e no coração de cada portelense. Natal, o eterno guerreiro portelense, assiste à apuração, de acordo com as orientações médicas, em sua casa para evitar emoções, o que, para quem conhecia Natal, era simplesmente impossível.
No fim, o esperado: PORTELA CAMPEÃ !!!!!!!!! e o carnaval recomeçou ainda na porta do auditório da PM, e se estendeu, evidentemente, a Oswaldo Cruz e Madureira.
A comissão julgadora conferiu as seguintes notas para a Portela:
Bateria: 10 (nota máxima)
Melodia e Harmonia: 9
Mestre-sala e Porta-bandeira: 10 (nota máxima)
Letra de Samba: 7
Comissão de Frente: 8 (nota máxima)
Evolução: 8 (nota máxima)
Conjunto: 8 (nota máxima)
Enredo: 8 (nota máxima)
Alegorias: 5 (nota máxima)
Desfile: 5 (nota máxima)
Que, somando aos 10 pontos de bonificação obtidos com o quesito cronometragem, resultaram num total de 88 pontos. Na "terra da Portela", enquanto a bateria permanecia na quadra, um bloco corria as ruas dos bairros. Muitos estavam vestindo as fantasias usadas no desfile, e disputavam os 4.000 litros de chope distribuídos à comunidade. "Foi um rio que passou em minha vida", assim como no "esquenta", foi o samba mais executado, entrando definitivamente para a história da Portela. Natal, na quadra, passa mal e precisa ser socorrido. Já recuperado, o líder máximo portelense destacou a importância que a vitória teve para Madureira, comentando o fato de a Portela ter alcançado seu 19º campeonato, o que representava mais do que todas as outras agremiações juntas. A festa em Oswaldo Cruz e Madureira custou a acabar, e logo recomeçou no dia seguinte, na sede do Botafogo, local que a Portela escolhera para levar seus ensaios até a zona sul.
Conheça melhor o Samba Enredo da Portela em versão original
que deu a Escola o seu 19º título de campeã do Carnaval de 1970.
> Download aqui
G.R.E.S. Portela
Lendas e Mistérios da Amazônia
(Catoni / Jabolô / Valtenir)
Nesta avenida colorida
A Portela faz seu carnaval
Lendas e mistérios da Amazônia
Cantamos neste samba original
Dizem que os astros se amaram
E não puderam se casar
A lua apaixonada chorou tanto
Que do seu pranto nasceu o rio-mar
E dizem mais
Jaçanã, bela como uma flor
Certa manhã viu ser proibido o seu amor
Pois o valente guerreiro
Por ela se apaixonou
Foi sacrificada pela ira do Pajé
E na vitória-régia
Ela se transformou
Quando chegava a primavera
A estação das flores
Havia uma festa de amores
Era tradição das amazonas
Mulheres guerreiras
Aquele ambiente de alegria
Terminava ao raiar do dia
Ô skindô lalá,
Ô skindô lelê,
Olha só quem vem lá
É o saci pererê
luiz carlos da vila
Há quem diga que Luiz Carlos da Vila é pura intuição. Pesquisando sobre o artista em Vila da Penha, bairro onde reside, no subúrbio do Rio, foi fácil ouvir de um vizinho amigo a declaração que confirma o perfil intuitivo do compositor: "Às vezes, ele anda até a esquina, conversa com as flores e volta com uma música". E as esquinas pelas quais Luiz Carlos passou foram várias. Nascido em 1949, em Ramos, ele começou a freqüentar o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos nos anos 70. Na mesma década, ingressou na ala de compositores da escola de samba Vila Isabel, que foi decisiva para a incorporação do "da Vila" em seu nome artístico. Foi da mesma escola que surgiu um de seus maiores sucessos: Kizomba, festa da raça, em parceria com Rodolpho de Souza e Jonas Rodrigues (Valeu, Zumbi/ o grito forte dos Palmares/ que venceu terra, céus e mares/ influenciando a abolição). Outro sucesso lembrado em shows e rodas de samba é O show tem que continuar (Nós iremos achar o tom/ um acorde com um lindo som/ e fazer com que fique bom/ outra vez o nosso cantar), uma parceria com Arlindo Cruz e Sombrinha, Alcione, Mauro Diniz, Luizinho SP, Jair Rodrigues, Simone, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão são alguns dos que gravaram composições de Luiz Carlos da Vila, que recebeu, ao lado de Sombra e Sombrinha, o Prêmio Sharp de melhor samba em 1988 com a música Além da razão, interpretada por Beth Carvalho. Antes de gravar seu sexto disco pela Carioca Discos, Benza Deus, o compositor lançou Luiz Carlos da Vila (1983), Pra esfriar a cabeça (1985), Raça Brasil (1995), Uma festa no samba (1997) e A luz do vencedor - Luiz Carlos da Vila canta Candeia (1998), além de participações nos CDs Pagode de Natal, a noite feliz dos bambas (1984), Um Natal de samba (1999) e Pirajá esquina carioca - uma noite com a raiz do samba (2000).luiz carlos da vila no clube renassença
zé kéti
Zé Kéti (José Flores de Jesus) nasceu no Rio de Janeiro RJ em 06 de Outubro de 1921. Neto do flautista e pianista João Dionísio Santana, companheiro do compositor Índio e de Pixinguinha, e filho de um marinheiro tocador de cavaquinho, Josué Vale de Jesus, desde criança interessou-se por música. Aos 13 e 14 anos, quando morava no subúrbio de Piedade, foi levado por Geraldo Cunha, compositor do G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira e parceiro de Carlos Cachaça, para assistir a ensaios daquela escola, seu primeiro contato com a música dos morros. Mais tarde, mudou-se para o subúrbio de Bento Ribeiro e foi levado para o G.R.E.S. da Portela pelo compositor, e depois presidente da escola, Armando Santos. Começou a desfilar em sua ala dos compositores e a compor, sem mostrar suas músicas a ninguém, só o fazendo mais tarde, aos 18 anos, quando já freqüentava as rodas boêmias do Café Nice, levado por Luís Soberano. Afastou-se dos meios musicais entre 1940 e 1943, quando serviu como soldado na Policia Militar. Por essa época, compôs sua primeira marcha carnavalesca, Se o feio doesse. Teve sua primeira composição gravada, Tio Sam no samba (com Felisberto Martins), pelos Vocalistas Tropicais, em 1946. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou para o Carnaval, com Raul de Barros (trombone), Gilberto (ritmo) e Odete Amaral (coro), Vivo bem (com Ari Monteiro). Em 1952, Linda Batista lançou em disco Amor passageiro, sucesso no Carnaval desse ano. Seu êxito seguinte foi Leviana, lançado como samba de terreiro na Portela e mais tarde gravado por Jamelão. Antes de 1954, afastou-se da Portela por acusações que punham em duvida a autoria de suas músicas, transferindo-se então para a União do Vaz Lobo. Aí lançou A voz do morro, gravada em 1955 por Jorge Goulart, com grande sucesso. Em 1955, A voz do morro e Leviana foram incluídas no filme Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Retornou a Portela e, em 1960, participou das atividades musicais do restaurante Zicartola, atuando como apresentador dos velhos compositores, ainda então desconhecidos do público, como Cartola e Nelson Cavaquinho, e dos novos, como Paulinho da Viola e Elton Medeiros. Em 1961 lançou, na quadra de ensaios da Portela, o samba Velha guarda da Portela, obtendo sucesso. Nesse ano ainda, o cantor Germano Matias gravou com êxito o samba Malvadeza Durão. Em 1962, o compositor, aproveitando o sucesso do samba A voz do morro, idealizou um conjunto homônimo que começou a ensaiar com a participação de Nelson Cavaquinho, Cartola, Elton Medeiros e Jair do Cavaquinho. Em 1964, ao lado de Nara Leão e João do Vale, encenou o show Opinião, em que lançou alguns sambas de sucesso, como Opinião, Acender as velas e Diz que fui por aí (com Hortênsio Rocha). Por essa época, Nara Leão gravou em seu primeiro disco solo (Nara) o samba Diz que fui por aí.zé kéti canta a voz do morro
paulo perdigão
Compositor e interprete de suas composições, ativista do samba. Paulo Perdigão nasceu no Rio de Janeiro em 03 de julho de 1953. Tem sua família raízes na Escola de Samba Unidos de São Carlos atual Estácio de Sá. Com 08 anos de idade a família foi morar na Baixada Fluminense, onde tomou contato mais direto com o samba, em Mesquita antigo distrito de Nova Iguaçu. Na Escola de Samba Independente de Mesquita, quadra de chão batido no tempo em que se desfilava na antiga Praça 11. Em 1973 participou do festival de música FEMUB, organizado pelo Compositor, (Adelino Português, autor de vários sambas interpretado por Bezerra da Silva). Sua música não obteve classificação, para sua surpresa tornou se o hino na greve dos operários da Fiat em Xerém em 1979. Em 1974 é convidado a fazer parte da ala de compositores do G.R.B.C Unidos de Edson Passos, onde convive com grandes bambas da Baixada Fluminense, Romildo Bastos, Cabana, Bezerra da Silva, Adelzonilton, Moacir Bombeiro, meu parceiro Russo da Maloca, Carnaval. Participou de outras escolas de samba, Unidos de Nilópolis, Leão de Nova Iguaçu, em 1990 assume a presidência do G.R.B.C Unidos de Edson Passos, no grupo V dos blocos de enredo e leva a agremiação ao terceiro lugar, em 1992 em parceria com Carnaval e Vava da Ponte ganha a disputa de samba enredo. Participa do Movimento dos Compositores da Baixada Fluminense. Homenageado no CD de Bezerra da Silva. “Contra o verdadeiro canalha” na música Q.G. do Samba. Em 1993 muda-se para o Recife, e somente em 2000 volta a atuar no meio do samba com a formação do grupo Sambohêmios, grava um Demo com 08 sambas de sua autoria, participa de vários palcos carnaval Multicultural da cidade do Recife. Idealizador e um dos fundadores da Mesa de Samba Autoral. Autor do samba “No Capibaribe Também Tem Mar”. Gravado pelo cantor Belo Xis.Uma frase define Paulo Perdigão “Samba é coletividade sem essa de individualidade”.site: Paulo Perdigão
[>] beth carvalho canta samba da portela
[>] beth carvalho no programa do jô
seu riba
Cantor, compositor, músico, arte educador, produtor cultural e principalmente amante do samba e das artes. Ariano doido de abril 65, recifense da gema nascido bairro da Boa Vista, criado no Morro da Conceição em Casa Amarela e nas praias de Rio Doce em Olinda, filho de Ogum e Yemanjá, mais de vinte anos de carreira artística, dedicados ao desenvolvimento e reconhecimento da cultura afrodescendente no estado de Pernambuco. Sócio fundador dos primeiros afoxés de recife ainda na década de 70, sendo um dos primeiros compositores de musicas para essas agremiações. Incentivador da criação de diversos blocos afros durante as décadas de 80 e 90, sendo idealizador de um bloco afro que congregava os outros em uma só saída no início dos desfiles do carnaval de 94. Sendo filho de Sambista, Sambista tinha de ser, desde menino já se aventurava nas baterias de escolas de samba da periferia de Recife e Olinda, de “Caçarola” na mão desfila pela primeira vez na já extinta “Unidos Da Vila” do mestre Paulo Barraca (falecido) em Rio Doce, daí em diante era só o tempo de se aprimorar. Levou tempo porém não foi em vão, hoje como membro da Mesa de Samba Autoral de Pernambuco, com mais de trinta composições em seu currículo, “Jorge (Seu) Riba” ou apenas SEU RIBA, o filho de dona Alzira Ribeiro manda ver com composições que falam de auto-afirmação como cidadão afrodescendente e amante incomensurável das belas coisas da vida. Em definitivo como Sambista, tem atuado em palcos de bares conceituados de Recife e Olinda assim como fora do estado, sendo responsável por rodas de sambas onde se reúnem a tradição da velha guarda com o bom gosto dos amantes do samba de raiz. É comum em rodas de samba do “SEU RIBA” a confraternização entre o público e o artista, artista que nada mais é, segundo o próprio, senão o tradutor das inspirações do seu público. Assim sendo SEU RIBA segue a trilha aberta por grandes nomes do samba tais como; Donga, João da Baiana, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Gilson de Souza... e defendida hoje em dia por D. Ivone Lara, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Almir Guineto entre tantos outros. Sempre consciente de que, o trabalho só é valido se o produto final servir a todos.O Projeto O Fino do Samba - "O patrimônio cultural que herdamos dos nossos ancestrais é a referencia mais profunda da nossa história e da nossa memória. (...) É dentro dessa diversidade cultural que se caracteriza a alma nacional, que podemos afirmar o SAMBA como uma das matrizes fundamentais da musicalidade e da cultura brasileira.” O Projeto “O fino do Samba” é a mais pura roda de samba de raiz. Através deste trabalho, o compositor e intérprete Jorge (Seu) Riba faz uma viagem ao tempo, contando a História do Samba através dos seus Grandes Clássicos, trazendo para a juventude a beleza da construção musical deste Gênero. Convidando Grandes Sambistas, seus amigos, ele busca valorizar o nosso Samba de Raiz, que atravessou décadas e continua emocionando gerações. O Fino do Samba nasceu em outubro de 2005, quando Jorge (Seu) Riba resolveu assumir o projeto de samba do Bar do Biu, na Galeria Joana D’Arc – Pina, às sextas feiras e aos Domingos no Bar Pitombeira, em Olinda. Passando pelo Xim Xim da Baiana e chegando ao Projeto Só o Samba Salva do Bloco Acorda pra tomar Gagáu, O Fino do Samba vem já há mais de um ano entusiasmando multidões, que tornam-se seu público fiel e comparecem durante todo o período de apresentação. Este não precisa de palcos e holofotes. Quatro mesas e seis cadeiras na representação de um tradicional botequim são o suficiente para que a “gréia” seja iniciada e para que numa séria brincadeira os sambas, suas estórias e sua História, venham surgindo e desafiando os mais antigos a relembrarem os sambas de outrora.
site: seu riba
nelson cavaquinho
O cantor e compositor Nelson Cavaquinho nasceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1911, sendo batizado como Nelson Antônio da Silva. Faleceu também no Rio em 18 de fevereiro de 1986, poucos dias depois de ver sua escola de samba do coração, a Mangueira, vencer o carnaval. Nelson e a música eram velhos amigos. O pai dele, Brás Antônio da Silva, tocava tuba na Banda da Polícia Militar. Domingo era dia de música em casa, nos diversos lugares onde a família morou. Em cada novo bairro, Nelson ia recolhendo influências. Na Lapa, teve contato com os malandros e valentes; já na Gávea, conviveu com os chorões, fascinando-se com os tocadores de cavaquinho. Entusiasmado, quis aprender o instrumento, ensaiando sempre... que conseguia algum emprestado. Desde essa época, Nelson acostumou-se a tocar apenas com os dedos polegar e indicador, hábito que manteve a vida toda. Em certo momento, por volta dos 40 anos, ele mudou do cavaquinho para o violão (embora ninguém tenha tido a idéia de chamá-lo de Nelson Violão por causa disso). Oficialmente, a mudança aconteceu porque o cavaquinho, sendo um instrumento pequeno, não combinaria com um homem de cabelos brancos. O violão imporia mais respeito. A cronista Eneida sabia de uma outra história, chegando a mencionar publicamente o assunto (num disco-depoimento de Nelson gravado no selo Castelinho em 1970), mas o sambista desconversou e, até onde consegui saber, a outra história caiu no esquecimento. Nelson precisou parar de estudar cedo para trabalhar e ajudar a família. Mas ir à aula realmente não era das paixões do moço, mesmo. O pai descobriu logo que o filho fugia do serviço para ir a rodas de choro, principalmente se quem tocava bandolim era Luperce Miranda. Preocupado, seu Brás falsificou os documentos de Nelson, que de 20 anos passou a ter 21, para que pudesse ingressar na Cavalaria da Polícia Militar. Afinal, ele já era um homem sério: casara algum tempo antes com Alice Neves, numa delegacia, arrastado pelo pai da moça. Um dos presentes de casamento Nelson recebeu antecipado: um sabonete, para que pudesse tomar banho, tal a falta de grana em que estava. O novo policial não gostou muito da história, afinal recém ganhara um cavaquinho de presente e estava compondo muito. Bem, da noite pro dia Nelson Cavaquinho ficara um ano mais velho, casara e fora incorporado na polícia. Parecia que seus dias de boemia iam ficar no passado. Mas adivinhem em que lugar do Rio ele deveria fazer sua ronda diária? Era nada mais nada menos que o Morro da Mangueira! Desta forma, diariamente, Nelson era obrigado a ir à Mangueira, fazendo a ronda. De bar em bar, conheceu os sambistas e se apaixonou definitivamente pela Estação Primeira, à qual dedicou os sambas “Folhas Secas” e “Pranto de Poeta”, compostos em parceria com Guilherme de Brito. Até conhecer Guilherme, na década de 50, Nelson fazia sozinho seus sambas. Mas eles chegavam ao disco com um ou dois “parceiros”, aos quais ele vendera parte dos direitos autorais. Era a forma que usava para viver, após deixar a Polícia em1938 antes que fosse expulso. É difícil saber quem realmente era parceiro de Nelson, até porque ele tinha plena consciência de que vendera porque quis quando precisava e não tinha porque reclamar depois. Seu primeiro sucesso, “Rugas”, foi dividido com Ary Monteiro e Augusto Garcez. Em outro clássico, “Degraus da Vida” (que teve uma gravação fabulosa de Elizeth Cardoso em 1970), Nelson quase some entre os “parceiros” César Brasil e Antônio Braga. Compor com Guilherme de Brito fez com que os sambas de Nelson Cavaquinho cada vez mais falassem de seus temas preferidos: mulheres, flores e morte. A parceria gerou clássicos como “A Flor e o Espinho” (assinado por Nelson, Guilherme e Alcides Caminha), que inicia com um verso digno de antologia: “Tire seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor.” A venda de parte dos direitos desagradava alguns parceiros de Nelson. Foi assim com Cartola. Eles fizeram um samba juntos, Nelson deu uma carona na música e Cartola, decidiu manter a amizade, mas encerrar a parceria.O estilo de Nelson Cavaquinho tocar foi assim comentado pelo crítico Tárik de Souza em artigo de 1973 na Folha da Manhã de Porto Alegre: “O estranho violão toca sempre contrário à linha melódica, uma espécie de execução pelo avesso que às vezes lembra harmonizações orientais.” Tárik citava ainda o respeito que os violonistas Egberto Gismonti e Turíbio Santos, de formação erudita, tinham pelo autodidata Nelson Cavaquinho, criador de um estilo que não teve seguidores. Nelson Cavaquinho gravou apenas três discos solo, incluindo o de depoimento, além de participar outros três dedicados à sua obra. Já no cinema, Nelson atuou em três filmes, em que ele sempre aparecia num bar, com o violão, bebendo e cantando: seu próprio papel na vida. Foi assim nos longas O Casal, dirigido por Daniel Filho em 1975, e Muito Prazer, de David Neves, em 1979. Mas seu grande momento foi o curta Nelson Cavaquinho, que Leon Hirszman filmou em 1970, com Nelson circulando com os amigos pela Mangueira e batendo samba, como ele dizia. Uma forma excelente de lhe dar as flores em vida, como ele pediu no samba “Quando Eu me Chamar Saudade”, mais um da parceria com Guilherme de Brito.vou partir
mauro diniz
Nascido num dos bairros mais tradicionais do samba carioca de Oswaldo Cruz, aos 4 anos ficava entre as pernas do pai, deixando todos boquiabertos com a habilidade nos primeiros acordes no cavaquinho. Aos 8 anos além de ter feito uma paródia com um samba de seu pai, para ser o samba-enredo do Bloco da Alegria, foi persenteado com um violão por sua mãe Thereza, pastora da Escola assim deu seus primeiros passos em direção a música guiada nada mais nada menos por bambas da Velha Guarda da Portela. Tinha seu sono embalado por sambas Antológicos de seu maior ídolo, seu pai, o Extraordinário Monarco da Portela. Mauro Diniz foi um autodidata invejável, durante muito tempo. Aos 24 (vinte e quatro) anos comprou seu primeiro cavaquinho, não se separando do instrumento, até trocá-lo por um outro que já tinha sido do Mestre Nelson Cavaquinho, este último o acompanha até hoje. Em 1982, começou a cursar a Faculdade de Educação Física, não completando o curso devido às seguidas viagens que fazia integrando a banda da cantora Beth Carvalho. Estudou música com gente competente como o nosso saudoso Copinha, maestro Joaquim Nagle e, indicado pelo maestro e Produtor Rildo Hora, foi estudar piano clássico, harmonia e percepção com a magistral professora Felícia. Algum tempo depois se matriculou no CIGAM, um dos melhores cursos de música do Rio de Janeiro, onde concluiu o Curso de Harmonia, Improvisação e Arranjo. Teve entre grandes Mestres o ilustre IAN GUEST, o Mestre dos Mestres. Algum tempo depois Mauro Diniz passou de aluno a professor, teve alunos em vários estados do Brasil. Fundou o seu próprio curso C.A.M.M.D ( Curso de Aperfeiçoamento Musical Mauro Diniz ) e devido aos inúmeros compromissos de gravações, Mauro Diniz preparou professores para que continuassem seus trabalhos. Mesmo de longe ele acompanha o que se passa no Curso, que pela falta de tempo ele continua apenas com seus workshops, até que possa voltar às suas aulas normais e dar conta dos seus quase 100 (cem) alunos semanais. Mauro Diniz tem 4 (quatro) discos gravados. O Primeiro em 86, Raça Brasileira, junto com Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor e Elaine Machado com produção de Milton Manhães. O Segundo, em 88 Cantar a Paz; e o Terceiro em 91, Simplesmente Mauro Diniz. Hoje, Mauro Diniz está entre os mais conceituados cavaquinistas do país, um dos mais estudiosos. Fazendo jus à veia poética da família - seu avô José Felipe Diniz escrevia poesias na revista mineira As Moças - Mauro também começou a compor e já gravou com Roberto Ribeiro, Grupo Fundo de Quintal, Nosso Samba e com Monarco (é claro!). Já gravou tocando em quase todos os discos de samba e também com Amelinha, Fagner e Ivan Lins. Seu último CD, SAMBA COM REALIDADE, gravado recentemente, recorda os tempos de Pagodes do Cacique de Ramos e faz homenagens a grandes sambistas como Mestre Marçal, Roberto Ribeiro e ao Grupo Fundo de Quintal. Devido às sucessivas viagens em turnêcom Marisa Monte, não foi possível cumprir a agenda de divulgação programada com sua gravadora. Por outro lado esta turnê deu-lhe tempo e inspiração para voltar a compor que é uma das coisas que mais gosta de fazer.
[>] cerveja + churrasco acaba assim...
e o povão se diverte com algumas do zeca pagodinho...
uma gravada por beth carvalho, "água de chuva no mar"...
"mais quem disse que eu te esqueço" de dona ivone lara, já é um clássico nas rodas de samba do Sambarrasco... com a participação mais do que especial dos sambamantes paulistas e do pagode do Helinho...
jongo da serrinha
A associação Grupo Cultural Jongo da Serrinha foi criada em 2000 com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos de preservação do patrimônio histórico do jongo e assistência social desenvolvidos há mais de 40 anos por Vovó Maria Joana Rezadeira e Mestre Darcy do Jongo. As principais missões da ONG são preservar e divulgar o patrimônio cultural afro-brasileiro e desenvolver um trabalho de educação e de capacitação profissional junto a crianças e jovens que sofrem com a violência e o subemprego. O Grupo Cultural Jongo da Serrinha realiza um levantamento e reunião do vasto acervo audiovisual produzido por pesquisadores, cineastas, etnomusicólogos e veículos de comunicação sobre o Jongo da Serrinha ao longo de mais de quatro décadas de existência do grupo. Esse material compõe o acervo do projeto Centro de Memória da Serrinha que reunirá fotos, filmes, discos, livros, documentos sobre a Serrinha, as demais comunidades jongueiras da região sudeste e sobre a cultura popular em geral. Para disponibilizar esse rico acervo audiovisual para os moradores locais, alunos e professores da Escola de Jongo e visitantes o grupo está elaborando em parceira com a UNESCO, FGV e UFRJ o projeto de construção do Centro de Memória da Serrinha. Nesse prédio serão capacitados jovens do local para produção de novos registros audiovisuais sobre a cultura popular. O projeto prevê também a disponibilização desse acervo pela internet com a criação de um banco de dados virtual. A Serrinha é um museu a céu aberto. Ao passear pelas suas ruas e ladeiras podemos conhecer um pouco da história do nascimento das favelas, do jongo e do samba. O Centro de Memória do Jongo será o epicentro do Corredor Cultural da Serrinha onde um grande número de turistas interessados no turismo étnico poderão visitar as casas dos antigos sambistas, os terreiros de umbanda e ouvir dos seus próprios moradores histórias sobre os seus antepassados. Os centros sociais do Jongo da Serrinha também farão parte desse circuito. Este ano, o Jongo será o primeiro Bem Imaterial do Estado do Rio de Janeiro a ser registrado pelo IPHAN. O Jongo da Serrinha e mais 12 comunidades jongueiras ligadas à Rede de Memória do Jongo, em parceria com técnicos do Museu do Folclore e IPHAN colaborou para a confecção de um inventário de referências culturais sobre o jongo que fará parte do processo iniciado em 2001.ensaio do jongo
dona zica
[>] mesa de samba autoral
aniceto do império
Carioca do Estácio, Aniceto de Menezes e Silva Junior começou a freqüentar os ambientes do samba, jongo e partido alto aos 16 anos, tendo travado amizade com Paulo da Portela, Xangô da Mangueira, Alberto Lonato e outros bambas. Freqüentador da agremiação Prazer da Serrinha, foi fundador da escola de samba Império Serrano, em 1947, ao lado de Antonio Fuleiro, Molequinho, Mocorongo e outros. Entretanto, nunca fez parte da Ala dos Compositores da escola, por não gostar de compor sambas-enredo. Destacou-se no estilo partido-alto, firmando-se como um dos grandes partideiros da história, sem economizar nas construções gramaticais rebuscadas e no vocabulário pouco usual. Por causa deste talento, era o orador oficial da escola. Grande conhecedor do jongo, gênero disseminado na região da Serrinha, dominava a ciência de outras manifestações musicais-religiosas da tradição africana, como o caxambu. Em 1977 gravou o disco "O Partido Alto de Aniceto & Campolino" (MIS) ao lado de Nilton Campolino, produzido por Elton Medeiros, com nove composições de sua autoria. Considerado pelos sambistas como um dos últimos mestres do partido-alto de raiz, tinha mais de 600 composições catalogadas, mas poucas foram gravadas. Seu único disco individual saiu em 1984 pela CID, "Partido Alto Nota 10", com participações de sambistas famosos como Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Roberto Ribeiro, João Nogueira, Zezé Motta e Clementina de Jesus. Já idoso e reverenciado como referência para os mais jovens, apresentava-se ao lado de outros representantes do partido-alto, como Wilson Moreira e Nei Lopes.fonte: clique music
trecho do filme "Aniceto do Império em Dia de Alforria" de 1981
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