[>] martinho da vila em dose tripla


Martinho da Vila em pocketshow na FNAC.



Martinho da Vila no Altas Horas.



Martinho da Vila e Simone cantam, Feitiço da Vila.

amo muito tudo isso...


Batuqueiros no Mercado da Encruzilhada (PE)



Batuqueiros no Mercado da Encruzilhada (PE)



Pagode do Peninha, centro do Recife (PE)

morro de samba

> corri pra ver



corri pra ver
(chico santana / monarco / casquinha)

ouvi cantando assim
a majestade do samba
chegou chegou
corri pra ver
pra ver quem era
chegando lá
era a Portela
era a Portela do seu Natal
ganhado mais um carnaval
era a Portela do Claudionor
Portela é meu grande amor
era a rainha de Oswaldo Cruz
Portela muito nos seduz
foi mestre Paulo seu fundador
nosso poeta e professor


> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Velha Guarda da Portela - Tudo Azul (2000)

martinho da vila

Martinho José Ferreira nasceu em Duas Barras, Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas 4 anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de “meu off-Rio”. Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos Forros, sua primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Um pouco mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional. Pai de oito filhos e avô de sete netos, Martinho conservou o estado civil de solteiro até conhecer Cléo, no início da década de noventa. Para compensar , em maio de 1993, casou-se duas vezes com Clediomar Corrêa Liscano Ferreira. No civil no dia 13 e no religioso no dia 31. E foi o próprio Martinho quem manuscreveu o convite aos amigos. Sua carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música “Menina Moça”. O sucesso veio no ano seguinte , na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção “Casa de Bamba”, um dos “clássicos” de Martinho. Seu primeiro álbum , lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo , além de “Casa de Bamba”, obras-primas como “O Pequeno Burguês”, “Quem é Do Mar Não Enjoa” e “Prá Que Dinheiro” entre outras menos populares como “Brasil Mulato”, Amor Pra que Nasceu” e “Tom Maior”. Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o primeiro sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD “Tá delícia, Tá gostoso” lançado em 1995.

martinho da vila - canta canta minha gente

teresa cristina

O nome só veio depois, quando o jornalista João Pimentel, do jornal O Globo, se referiu ao grupo que acompanhava Teresa Cristina aos sábados, no Bar Semente, na Lapa. Foi em 1998 que Bernardo, João, Pedrinho, Ricardo Cotrim (ex-integrante do Semente) e outros amigos se reuniram pela primeira vez. Teresa estava selecionando repertório para fazer um show em homenagem a Candeia e procurava músicos para tocar o projeto. Bernardo era do conjunto Acorda Bamba e convidou o companheiro de grupo Alexandre Bittencourt (que por sua vez chamou outros músicos conhecidos, dentre eles Pedrinho, João e Ricardo) para a comemoração dos 30 anos de Teresa. Convite feito e aceito, passaram a se encontrar regularmente para ensaiar o repertório de Candeia, mas o projeto acabou não saindo do papel. Ainda naquele ano, Teresa e os meninos tocaram juntos pela primeira vez, num show comemorativo ao Dia Internacional da Mulher, no Planetário da Gávea. A estréia de Teresa e do grupo na noite da Lapa aconteceu em seguida, convidados por Seu Guaracy, da Portela, que achou melhor repassar a Teresa o convite de inaugurar uma programação noturna, no Bar Semente, até então um restaurante de comida natural. A coisa deu tão certo que logo Teresa Cristina e o Grupo Semente estavam sendo apontados como um dos “reinventores” da noite da Lapa. Depois do sucesso no Semente, Teresa passou a cantar em outras casas noturnas da Lapa, como o Carioca da Gema e o Centro Cultural Carioca, para um público fiel cada vez maior. O reconhecimento da crítica veio com a gravação do primeiro CD, uma homenagem em dose dupla aos 60 anos de Paulinho da Viola que rendeu a ela o prêmio Rival BR e Prêmio TIM de música, como cantora revelação, e a indicação ao Grammy Latino de melhor disco de samba de 2003. E não faltaram convites que levaram Teresa e o Semente a vários cantos do Brasil e a música brasileira até o Japão. Em 2004, já contando com o surdo de Mestre Trambique, Teresa, Bernardo, Pedrinho e João entraram em estúdio para gravar o segundo CD, “A vida me fez assim”, a estréia de Teresa como compositora. Colecionaram elogios e lotaram os teatros onde se apresentaram. Em 2004, viajaram com a caravana do Projeto Pixinguinha pelas capitais do Nordeste. Em 2005, participaram das comemorações do ano do Brasil na França, em Paris e gravaram o primeiro cd e dvd ao vivo, "O mundo é meu lugar". Em julho, se apresentam na Alemanha.

teresa cristina e paulinho da viola

amo muito tudo isso...


Samba do Trabalhador no Clube Renascença (RJ)



Roda de Samba no Cacique de Ramos (RJ)



Desfile do Cordão do Bola Preta (RJ)

unidos de lucas

A Unidos de Lucas nasceu da fusão de duas tradicionais escolas de samba do subúrbio da Leopoldina, que se destacavam nos carnavais da cidade, ambas localizadas no bairro de Lucas: a Aprendizes de Lucas e a Unidos da Capela. A Aprendizes de Lucas, de cores verde e branca, fundada em 15 de novembro de 1932, jamais foi campeã, embora tivesse feito excelentes desfiles. Foi a primeira escola de samba a ter uma ala de compositores formalizada (1953). Entre seus fundadores, lembramos nomes como José Serrão (Cartola) Octacilio Marques, Jorge Novais (Joca) e Claudionor Saldanha. Jorge e Claudionor sugeriram o nome da escola, e Cartola suas cores. A Unidos da Capela, fundada em 15 de janeiro de 1933, foi campeã em 1950 e 1960. Entre seus fundadores, citamos João Lé, Businfa, Alberto de Souza Carvalho, entre outros. Foi possivelmente a primeira escola a ter, entre seus filiados, homens de cor branca. Também primeira na organização de um curso de alfabetização. Em 1966, as duas escolas se uniram surgindo a Unidos de Lucas, o "Galo de Ouro da Leopoldina". São fundadores D’artang Alves Campos (Businfa), Marco Aurélio Guimarães (Jangada), Asteclíneo Joaquim da Silva, Flogentino dos Santos (Morenito), Herlito Machado da Fonseca (Tolito), entre outros. Nos primeiros anos da união das escolas, a Unidos de Lucas se manteve no grupo principal, tendo emplacado em 1968 um dos mais belos sambas-enredo, segundo os especialistas. Sublime Pergaminho se tornou um clássico e foi inclusive gravado por Martinho da Vila. No entanto, com o passar dos anos, a escola não conseguiu se manter no primeiro grupo, e atualmente vem oscilando entre os Grupos de Acesso B e C.


Unidos de Lucas, desfile de 2007

[>] zeca pagodinho e jô soares


Zeca Pagodinho é entrevistado por Jô Soares em 1995.



Parte 02



Parte 03

vizinha faladeira

A Agremiação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira foi fundada na década de 30, e tornou-se famosa por ser considerada a mais rica e inovadora escola de samba da época. Era uma agremiação com um forte poder financeiro, que revolucionou os desfiles. Ali se alinhavam as senhoras da vida noturna, estivadores, donos de banca de bicho e carteado, contrabandistas, batuqueiros e vereadores. O nome da escola surgiu como ironia a duas moradoras da Rua da América, a Velha França e a Velha do Beco, conhecidas e afamadas faladeiras das vidas alheias. A Vizinha Faladeira participou pela primeira vez dos desfiles em 1933. Em 1934, com o enredo “Malandro Regenerado”, a escola trouxe 12 luxuosas limusines, com pessoas bem vestidas, formando a comissão de frente. Gambiarras iluminavam a avenida. Apesar de delirantemente aplaudida, a escola tirou o 4º lugar.para o carnaval de 1935, foram contratados os irmãos Garrido, os melhores cenógrafos da época. O enredo foi “Samba na Primavera”. Naquele ano, segundo alguns estudiosos, a Vizinha teria apresentado o primeiro carro alegórico utilizado numa escola de samba: um caramanchão sobre rodas. A comissão de frente veio montada a cavalo. Mais uma vez o sucesso foi extraordinário, mas a escola ficou apenas em 3º lugar.

Em 1936, o público e a imprensa aguardavam mais novidades. A Vizinha apresentou o enredo “Ascensão do Samba na Alta Sociedade”. Suas fantasias eram inigualáveis. Pela primeira vez desfilou uma ala de damas, com sombrinhas. A bateria veio de malandros, com seus instrumentos de barrica francesa. Uma sofisticação, já que as outras escolas traziam instrumentos pesados e de má qualidade de som. Novamente tirou o 3º lugar. “Uma só bandeira” foi o enredo de 1937, uma homenagem às bandeiras nacional e dos estados. Naquele ano, o luxo e o esplendor das sedas fornecidas pelos contrabandistas só foram superados pelas 40 gambiarras que a escola trouxe, iluminando a Praça Onze com as luzes flamejantes dos lampiões de carbureto. Foi um grande contraste com as co-irmãs, iluminadas com velas e lamparinas. Com justiça, sagrou-se campeã. Em 1939, a Vizinha Faladeira trouxe o maior carnaval da década de 30. O enredo “Branca de Neve e os 7 Anões” teve, pela primeira vez no carnaval, uma ala infantil, fantasiada de anões, e apresentou, também pioneiramente, destaques luxuosos, em cima dos carros. A consagração foi total. Quando todos esperavam o bicampeonato, veio a decepção: a escola foi desclassificada por infringir o item do regulamento que proibia temas estrangeiros. A diretoria, então, tomou uma decisão drástica – preparou outro grande carnaval e, em 1940, quando a escola divisou o palanque da comissão julgadora, passou por trás da mesma, terminando ali, naquele lugar e naquela hora, a maior escola de samba da década de 30.


Vizinha Faladeira samba enredo 2008

[>] roda de samba francesa


Roda de Samba de Tours Sur Loire (France).

[>] vício de samba


Grupo Vício de Samba, canta Zé do Caroço, sucesso de Leci Brandão.

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Feijoada do Prata Preta no Centro Cultural José Bonifácio (RJ)



Camunguelo na feijoada do Prata Preta (RJ)



Feijoada do Prata Preta (RJ)

abel silva

Compositor, Abel Ferreira da Silva nasceu em Cabo Frio (RJ), em 28 de fevereiro de 1943, mas foi criado no bairro do Catete, para onde se mudou com a família, aos dois anos de idade. Estudou na Faculdade Nacional de Filosofia e Direito, liderando nas décadas de 60 e 70 os movimentos estudantis. Formado em Letras, em 1969, atuou na Escola de Comunicação, tendo sido editor do jornal ‘Opinião’ e da revista de cultura ‘Anima’, ao lado do poeta e amigo Capinam. Nessa época morou no Solar da Fossa, onde conviveu com Torquato Neto, Caetano Veloso e Gal Costa. Enveredou-se pela poesia e, no auge da repressão militar, em 1971, lançou o romance ‘O Afogado’. Em 74 publicou o livro de contos ‘Açougue das Almas’ e em 79 seu primeiro livro de poesias, intitulado ‘Asas’. Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Raimundo Fagner surgiu a primeira parceria, ‘Bodas de Sangue’ e depois ‘Asa Partida’. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Ro-bertinho do Recife e Amelinha. Entres suas composições mais famosas encontramos: ‘Festa do Interior’ e ‘Espírito Esportivo’ (parcerias com Moraes Moreira), ‘Brisa do Mar’ e ‘Simples Carinho’ (com João Donato), ‘Quando o Amor Acontece’ e ‘Desenho de Giz’ (com João Bosco), ‘Água na Boca’ (com Tunai) e ‘Transparências’ (com Roberto Menescal). Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como ‘Jura Secreta’, ‘Alma’, ‘Primeiro Jornal’, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).

sonora madeira

Há cerca de dois anos, a dupla Eduardo Vieira e Karla Linck (Kaíca) vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa e criação. Numa ebulição sistemática e constante surge a Sonora Madeira, simultaneamente um laboratório musical e literário direcionado principalmente à produção autoral. Configurando-se como um interstício promíscuo da palavra em prosa, verso e canto, a Sonora Madeira se abre ao diálogo e se faz permeável a um amplo espectro da produção cultural. O passo seguinte naturalmente se insinuou como a divulgação e exposição desse laboratório de pesquisa em sua forma final, a saber, a composição autoral. Personificada na dupla, a Sonora Madeira se torna uma espécie de instituição informal onde circulam músicos e escritores tanto na sua patente influência quanto em presença viva. Por esse espaço virtual passaram Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Billie Holiday, Lamartine Babo, Chet Baker, Machado de Assis, Clarice Lispector, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Rafael Rabelo Radamés, Gnattali, Julio Cortázar, Ítalo Calvino e reticências a perder de vista. Também artistas de corpo presente como a cavaquinista Ladjane Sara, o guitarrista Diógenes Baptistella,os bateristas Márcio Albuquerque e Marcos Monte,os bandolinistas Mauro e Rafael, os percussionistas Eduardo Buarque, Tadeu, Zé Paulo, o maestro Zé Gomes,o clarinetista Vlaudemir, os compositores Rui Ribeiro e Selma do Samba, o Grupo Arabiando e tantos outros já marcaram presença significativa no espaço da Sonora Madeira. Em torno do núcleo-gravitacional da dupla orbitam músicos de diversos gêneros, enriquecendo e aprimorando o que se institui como a Sonora Madeira. Mas enfim, do que se trata a Sonora Madeira? É o resumo e o resultado de tudo isso. A Sonora Madeira são ensaios, leituras, composições e amizades.

blog: sonora madeira

roberto ribeiro

Dermeval Miranda Maciel nasceu em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, em 1940, mas ficaria famoso com seu nome artístico: Roberto Ribeiro. Na noite de quinta-feira, aconteceu na quadra da Império Serrano, o lançamento de sua biografia, Dez anos de saudade , livro escrito por sua viúva, Liette de Souza Maciel. Antes do samba, o futebol. Goleiro em sua cidade natal, Roberto Ribeiro veio para o Rio em 1965 na tentativa de ser contratado por um clube grande, chegando a treinar no Fluminense. Um pouco depois, passaria a se apresentar no programa "A hora do trabalhador", da Rádio Mauá . Foi Liette, irmã do compositor Jorge Lucas, quem o apresentou ao Império Serrano. Roberto passou a frequentar as rodas de samba da escola, e teve o talento notado pelos dirigentes, recebendo o convite para puxá-la no carnaval de 1971. Depois de dois anos afastado, firmou-se como o puxador oficial do Império de 1974 a 1981. Em paralelo, sua carreira como cantor deslanchou, fazendo sucesso em todo o país com sambas como "Tempo" (Zé Luíz e Nélson Rufino), "Acreditar" (Ivone Lara e Délcio Carvalho), "Estrela de Madureira" (Acyr Pimentel e Cardoso), "Liberdade" (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho), "Todo menino um rei" (Nélson Rufino e Zé Luíz), "Vazio" (Nélson Rufino), e "Meu drama" (Silas de Oliveira e J. Ilarindo), incluída na trilha sonora da novela "Pai Herói", da TV Globo. Também compôs várias músicas e venceu por duas vezes a disputa de samba-enredo no Império Serrano, em 1977 (Brasil, Berço dos Imigrantes , em parceria com o cunhado Jorge Lucas), e em 1979 (Municipal maravilhoso, setenta anos de glórias, com Jorge Lucas e Edson Paiva). Sofrendo com um sério problema na vista, morreu vítima de atropelamento, no dia 8 de janeiro de 1996, em Jacarepaguá.

fonte: Esquentando os Tamborins



Roberto Ribeiro canta Vazio no programa ensaio de 1990

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Mesa de Samba Autoral no Mercado da Boa Vista (PE)



Roda de Samba na Livraria Almanaque (PE)



Roda de Samba na Livraria Almanaque (PE)

sambeabá



O grupo SAMBEABÁ é formado por membros da resistência sambística no sul do país, jovens comprometidos com o resgate e fortalecimento do Samba e toda sua herança cultural. Atualmente, o SAMBEABÁ está a frente da Esquina da Cultura, no centro de Porto Alegre, na esquina entre Gen. Salustiano e Riachuelo(em frente ao Gasometro) todos os DOMINGOS a partir das 17 horas. Nesses encontros semanais, além de rememorar os saudosos mestres e suas obras, é também cedido espaço para os talentos locais!


SAMBEABÁ na Esquina da Cultura, Porto Alegre (RS)

dino 7 cordas

Nasceu na Rua Orestes, no bairro carioca do Santo Cristo. Filho de Caetano José da Silva, fundidor do Lóide Brasileiro, e de Cacemira Augusta da Silva, conhecida pelo apelido de Filhinha. Seu registro de nascimento foi feito em agosto, motivo pelo qual em algumas obras importantes está consignada a data de 5 de agosto como sendo a de seu nascimento. Sua relação com o violão vem desde a infância. Seu pai era violonista amador, assim como outros amigos que freqüentavam a casa. Estava sempre atento ao movimento musical ao qual prestava enorme atenção. Começou a praticar inicialmente o bandolim, que abandonou pouco depois pelo violão. Ao terminar o curso primário, empregou-se como operário em uma confecção de calçados. Por essa época já participava de festas e saraus familiares, onde revezava o violão com seu pai. Em uma dessas ocasiões, conheceu Jacó Palmieri (pandeirista) e Augusto Calheiros (cantor), figuras que teriam grande importância para seu ingresso na vida profissional.

Por volta de 1934, passou a acompanhar Calheiros em espetáculos de circo, ganhando pequena remuneração que complementava a do trabalho na fábrica de calçados. Por essa época, já dominava o repertório musical de toadas, valsas e sambas que aprendia através do rádio. Seu modelo de acompanhamento era fornecido pela dupla Nei Orestes e Carlos Lentine, violonistas do Regional de Benedito Lacerda, um dos mais sólidos regionais da época. Esse tipo de aprendizado foi definitivo em sua carreira. Daí vieram o repertório e a capacidade de acompanhar diversos gêneros, entre tantas outras peculiaridades. Em 1943, quando o Regional de Benedito Lacerda exibia-se no programa "Piadas do manduca" de Lauro Borges, conheceu aquela que seria sua grande companheira, Dª Rosa, com quem teve um filho, Dininho, também músico (contrabaixista) com grande atuação na MPB. Em 1954, ao mandar fazer seu primeiro violão de sete cordas, o que o fez um dos pioneiros do gênero no Brasil, passou a ser conhecido co mo Dino Sete Cordas. Faleceu de pneumonia aos 88 anos após quase um mês de internação no Hospital do Andaraí.

> viola em bandoleira



viola em bandoleira
(miza / jorginho do cavaco)

Andei, andei de violão em bandoleira
Com saudade da ribeira...
Terra do meu bem querer
Andei, andei por aí à fora
Nem o toque da viola
Me fez esquecer você
Juro que andei!
Andei, andei por aí à fora
Nem o toque da viola
Me fez esquecer você

Mas será?
Será... baianinha linda
Me relembra ainda...
Aquele dia de verão
Você que ficou encantada com Copacabana
Vem mantendo acesa a chama,
Incendeia essa paixão

Mas não tem nada não
Pra matar essa saudade
Que me abala o coração
Vou pra festa da ribeira
com pandeiro e violão
Vou tocar a noite inteira
Pra você esta canção (volta comigo!)

Volta comigo pro Rio, baiana (ê baiana!)
Vem pra terra do sambão...
(vem pra terra do sambão)
Vem disputar com a morena serrana
O pagode batido na palma da mão

Volta comigo! (vem, vem, vem!)
Volta comigo pro Rio, baiana (ê baiana!)
Vem pra terra do sambão...
(vem pra terra do sambão)
Vem disputar com a morena serrana
O pagode batido na palma da mão


> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Samba De Raiz - Volume 01 Ao Vivo (2002)

unidos de vila isabel

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel foi fundado no dia 04 de abril de 1946, por Antonio Fernandes da Silveira, popularmente conhecido como "Seu" China. A idéia de criar a Escola surgiu, no Domingo de carnaval, quando "Seu" China conversando com um grupo de amigos em um bar situado na Praça Sete teve a sua atenção despertada para o lado do Bloco Acadêmicos da Vila, que por ali passava, com os seus componentes fantasiados e isolados por uma corda, parecendo uma pequena Escola de Samba. Essa imagem despertou em “Seu” China o desejo de fundar uma Escola de Samba. Os componentes vieram de blocos da região, como o Acadêmicos da Vila, o Dono Maria Tataia e o do Morro dos Macacos. A Unidos de Vila Isabel repetiu as cores da Escola de Samba Azul e Branco, da qual “Seu” China fizera parte. Os primeiros ensaios aconteceram no quintal de sua própria moradia na rua Senador Nabuco. Também foi ele o primeiro presidente da Escola. Dentre os fundadores figuravam: Antônio Fernandes da Silveira, Ailton Cleber, Antonio Rodrigues (Tuninho carpinteiro), Ari Barbosa, Cesso da Silva, Joaquim José Rodrigues (Quinzinho), Osmar Mariano, Paulo Gomes de Aquino (Paulo Brazão) e Servan Heitor de Carvalho.

Em seu primeiro desfile, no ano de 1947, a Escola desfilou com o enredo De Escrava à Rainha, tendo apenas cem componentes: 27 ritmistas, 13 baianas e mais 50 pessoas, sendo, algumas delas, da diretoria. Em 1956, com o enredo Três Épocas, foi vice-campeã, subindo para o primeiro grupo. A Escola foi campeã pela primeira vez em 1960, no Grupo 3, com o samba Poeta dos Escravos, de Geraldo Babão. Inicialmente, integravam o Grupo de Compositores Paulo Brazão, Tião Graúna, Severo Gomes de Aquino (irmão de Paulo Brazão, conhecido nas rodas de samba como Birica), Rosário, Zezé Fonfon, Simplício, Rodolfo de Souza e Djalma Fernandes da Silveira. Acompanhando o crescimento da Escola, surgiu a Ala dos Compositores, integrada por Martinho da Vila, Ailton Rocha, Paulinho da Vila, Gemeu, Jonas Rodrigues, Jarbas Fernandes da Silveira, Ciro Baiano, Mariano Luz, Zé Branco, Irany (Olho Verde), Hilton Alfinito (Guadalupe), Aluisio Machado, Arroz e David da Vila. Em 1967, com o enredo Carnaval de Ilusões, a Unidos de Vila Isabel introduziu a variação de cores nas fantasias, proporcionando um espetáculo visual de bom gosto, sem fugir das cores básicas da Agremiação.

Antonio Fernandes da Silveira "Seu" China, faleceu em 1976, com 76 anos de idade. Três anos depois, 1979, a Vila Isabel seria campeã com o enredo Os Dourados Anos de Carlos Machado, no Grupo 1B. No ano seguinte, ficou em 2º lugar no grupo 1-A, com o enredo Sonho de um Sonho. Mas, foi em 1983, que o então presidente Ailton Guimarães Jorge (Capitão Guimarães, um dos fundadores e, por diversas vezes presidente da LIESA- Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro-, idealizador das grandes transformações do carnaval carioca elevando o mesmo ao maior espetáculo da terra e também idealizador da Cidade do Samba), com o apoio dos diretores Hélio Mota, Wagner Tavares Araújo e Jorge Perlingeiro, iniciou um processo de reestruturação, culminando com o enredo Raízes, de 1987, contemplado com grande número de Estandartes de Ouro, fato que colocou a Vila Isabel na elite do Grupo especial, além de ter sido aclamada campeã moral. Em 1988, a Unidos de Vila Isabel foi, pela primeira vez, campeã do Grupo Especial com o enredo Kizomba, Festa da Raça. Um desfile memorável e saudado até os dias de hoje. Dezoito anos após o seu primeiro campeonato, no carnaval de 2006, na primeira gestão do presidente Wilson Vieira Alves, mais conhecido como Moisés, a Unidos de Vila Isabel conseguiu o seu segundo campeonato. O enredo "Soy Loco por ti, América": a vila canta a latinidade, do historiador Alex Varela e do carnavalesco Alexandre Louzada, foi um grande sucesso na Marquês de Sapucaí, contagiando a todos.


Memórias do Carnaval

amo muito tudo isso...


Velha Guarda da Portela na Feijoada da Portela (RJ)



Feijoada da Portela (RJ)



Velha Guarda da Portela na Feijoada da Portela (RJ)

conjunto época de ouro

Conjunto instrumental formado por Jacob do Bandolim, teve grande importância no movimento de resistência do choro, na década de 60. Com Jacob, o Época de Ouro lançou os discos "Chorinhos e Chorões", "Primas e Bordões" e "Vibrações", passando ao largo da febre de bossa nova que dominava os meios de comunicação. Participou com Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio de um show memorável no Teatro João Caetano, gravado em disco mas não relançado em CD no Brasil. Depois da morte de Jacob, em 1969, o grupo se desfez por alguns anos, voltando a atuar em 1973 sob comando de César Faria, a convite de Paulinho da Viola, para o show "Sarau", dirigido por Sérgio Cabral, que marcou a redescoberta do choro na década. No bandolim, Déo Rian, apontado como sucessor pelo próprio Jacob. Em 76, Ronaldo de Souza passou a ser o bandolinista oficial do grupo. Em atividade até hoje, o Época de Ouro participou de shows e festivais como o Free Jazz Festival, em 1985 e o Projeto Pixinguinha. Em 1994 viajaram por todo o Brasil com o projeto Brasil Musical ao lado do pianista Arthur Moreira Lima, e em seguida foram a Frankfurt, na Alemanha, para uma série de apresentações. Muitos dos veteranos da formação tradicional ainda estão em atividade, como César Faria, Dino 7 Cordas e Jorginho do Pandeiro.


Conjunto Época de Ouro junto com Altemar Dutra

babaú da mangueira

"A Mangueira dava um negócio na gente, que ninguém precisava saber ler para compor. Já vinha de berço. Era só beber a água do registro de lá para ter inspiração à vontade." Nascido Waldemiro José da Rocha em 23 de janeiro de 1914, Babaú (na foto de chapéu ao lado de Carlos Cachaça), passou a mocidade brincando nas ruas do Buraco Quente, localidade do Morro da Mangueira em que nasceu (na casa de número 24 da Travessa Sayão Lobato). Integrante desde os 12 anos do Bloco dos Arengueiros (núcleo que resultaria na fundação da Estação Primeira de Mangueira), aproximou-se da vida musical da comunidade por meio da observação de mestres mais velhos como Cartola, Carlos Cachaça, Gradim e Aluísio Dias - que foram também a principal motivação para que, aos 16 anos, aprendesse a tocar o instrumento que o acompanharia por toda a vida: o cavaquinho. Por essa época, começou a participar das rodas dos baluartes nos botequins da Mangueira, com pausas apenas para os momentos em que a polícia chegava. "A gente corria", contava Babaú. "Quando eles iam embora, tornávamos a fazer samba. Assim vivemos por muito tempo." Foi também desde cedo que se dividiu entre o trabalho - como carregador de sacos e chaveiro dos bondes da Light - e o samba, iniciando sua atividade de compositor no início dos anos 1930. Em 1937, numa visita de artistas do asfalto à Mangueira, o compositor Ciro de Souza gostou da primeira parte de um samba de Babaú já popular na comunidade e completou a composição.

O resultado do encontro foi o samba Tenha pena de mim, lançado em 1937 por Aracy de Almeida, que mais tarde diria ao programa Ensaio, da TV Cultura: "Conheço, por exemplo, Saturnino, o Cartola, o Casaca, Padeirinho, e conheço um também que realmente me deu o primeiro sucesso, onde eu me tornei popular, que era um crioulo que se chamava Babaú." A composição atravessaria as décadas seguintes, sendo gravada ainda por Carolina Cardoso de Menezes, Jacob do Bandolim, pelo quarteto americano New Brothers e pelas cantoras Elza Soares, Beth Carvalho e Olívia Byington. Na década de 1940, Aracy gravaria um outro samba de Babaú: Eu dei. Além de integrante da Mangueira (na Ala de Compositores e em antigas formações da Velha Guarda), participou ativamente de outras escolas, colaborando com sambas para a Unidos do Tuiuti, União de Jacarepaguá, Unidos do Outeiro (depois Arranco do Engenho de Dentro), Unidos do Cabuçu e Unidos de Vila Valqueire - tendo participado da fundação das últimas três. Afastado do samba por algum tempo entre as décadas de 1950 e 60, retomou as atividades artísticas em 1972 para se apresentar no Teatro Opinião de São Paulo. No mesmo ano gravou os sambas Tenha pena de mim e Estou vivendo na floresta no LP Raízes da Mangueira (Discos Copacabana). Em 1975, teve o samba Brincadeira tem hora lançado por Xangô da Mangueira (no LP Velho batuqueiro), que em 1982 gravou também Por que você não foi?, no LP Chão da Mangueira. Participou em 1989 do disco Mangueira chegou, da Velha Guarda verde e rosa, cantando o samba Vou viver minha vida (gravado originalmente em 1980, por Adelinha). Lançado no Japão pelo selo Bomba Records, o disco chegaria ao mercado brasileiro no ano 2000, pelo selo Nikita Music, já no formato de CD. Sofrendo de glaucoma, ficou cego em seus últimos anos de vida, vindo a falecer em 3 de julho de 1993, um ano após ter sido personagem central do documentário Babaú na casa do Cachaça - Verde e Rosa Blues (de Luiz Guimarães de Castro), de onde foram retiradas as aspas de Babaú transctiras neste verbete. Em 1994, teve sua vida contada no livro Tempos de outrora - vida e obra de Babaú da Mangueira (Funarj/Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro), de Andréa Ribeiro Alves.

> angela



angela
(serginho meriti / alexandre)

Eu prefiro acreditar que é mentira
É brilho demais para um só olhar
É inspiração demais é muita lira
Mas meus velhos olhos não queriam me enganar
Ela é negra negritude que fascina
Senhora menina menina senhora me descontrolou
Ao expor seu lindo visual nesta retina
Sua voz que ao próprio canto encantou
Hoje eu vi um lindo negro anjo
Anjo negro lindo anjo
Negra Angela
É que vi um lindo negro anjo
Anjo negro lindo anjo
Negra Angela
Aquele corpo inteiro
Me deixou cabreiro
E esse instinto masculino vive a me cobrar
Ah, se eu fosse o primeiro
Segundos nem terceiros ocupariam meu lugar


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se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Neguinho da Beija-For - Ofício de Puxador (1985)

mulheres juntas não da fofoca...



Quem disse que mulheres só se juntam para fazer fofoca? Dessa vez se juntaram para fazer samba, e de muita qualidade. Organizadoras do "Samba do Tigre" com Leandro D Menor, as produtoras Lisa Moreno e Fernanda Nassur garantem uma roda de samba, com o melhor do samba de raiz, reunindo uma turma de músicos do alto escalão. Quem comanda a roda é o cantor e compositor Leandro D Menor. Com músicas gravadas por grandes nomes, como: Zeca Pagodinho, Só Preto Sem Preconceito, Fundo de Quintal, Pique Novo, entre outros. Foi também consagrado quando venceu na disputa de samba-enredo da Beija-Flor, com o samba "Araxas", o mesmo que garantiu o campeonato da escola naquele ano. Leandro D Menor rege a roda como ninguém...além de receber como convidados, importantes compositores do mundo do samba.



O local, Bloco Carnavalesco Tigre de Bonsucesso tem sua graça natural. Um verdadeiro quintal, muito aconchegante e simples, que acomoda muito bem o público que pode acompanhar a roda de samba com cerveja gelada e churrasco. O "Samba do Tigre", que acontece todas as sextas-feiras, apartir das 18h, vai ganhar em novembro uma nova atração. O "Papo de Samba", onde o convidado, além de dar uma canja vai contar seus causos e histórias ao nosso anfitrião, e bater um papo animado e divertido,interagindo com o público e fazendo com que cada um conheça um pouco mais de sua trajetória. Resgatando assim a verdadeira essência das rodas de samba e abrindo espaço para nossos compositores mostrarem seus trabalhos.

TIGRE DE BONSUCESSO
Rua Teixeira de Castro, 209 - Bonsucesso (em frente ao Motel Show)
Todas as sextas-feiras apartir das 18:00h
Cardápio: Churrasco / Batata frita / Frango a passarinho
Bebidas: Skol, Brahma e Itaipava (Lata)
Contatos: 7836-9396 ID 24*33582 / 7836-6414 ID 24*33581

portela 2008




Reconstruindo a Natureza,
Recriando a Vida: O Sonho Vira Realidade

(Ari do Cavaco, Ciraninho, Celsinho de Andrade,
Diogo Nogueira e Júnior Escafura)

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Segue os passos do criador
Vai minha Águia Gerreira
Leva essa mensagem de amor
De Oswaldo Cruz e Madureira
Água, fonte eterna da vida
Terra, templo da evolução
O homem surgiu, brincou de criar
Descobriu tanta riqueza
É preciso progredir sem destruir
Viver em comunhão com a natureza

É o rio que corre a caminho do mar
A flor que se abre na primavera
Do ventre a esperança que vem renovar
O sonho de uma nova era

É hora de darmos aos mãos
Lutarmos pro mundo mudar
O líder de cada nação
Precisa parar pra pensar
A palavra é união
Pra reconstruir o nosso lar
Brasil, teu verde é o símbolo da vida
Renova a tua energia
Meu coração é o meu país
O sol vai brilhar pra anunciar
Um futuro mais feliz

Eu sou a água, sou a terra, sou o ar
Sou Portela
Um sonho real, um grito de alerta
A natureza que encanta a passarela


[>] trama virtual no samba da vela


Visitando a Cena - Programa Trama Virtual - Matéria gravada em Sto Amaro, São Paulo, sobre o Samba da Vela com o Quinteto em Branco e Preto.

[>] pra são jorge


O mestre Zeca na voz da Grupo Simplicidade de Porto ALegre na sua estréia no Trivial! Muita fé irmandade do samba!

[>] seu jorge e a velha guarda da mangueira


Seu Jorge e a Velha Guarda da Mangueira interpretam Cirandar, de Martinho da Vila e João de Aquino.

[>] homenagem à são jorge


Homenagem à São Jorge, realizada por Jorge Aragão, Jorge Mautner, Jorge Benjor e Jorge Vercilo que foi ao ar no Fantástico do dia 22/04/2007. Abaixo a letra e o link para quem quiser baixar a música completa.


líder dos templarios
(jorge aragão / jorge bem jor
jorge vercilo / jorge mautner)

Tem fe que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor

Oxossi da mata, Ogun do Ferro
Salamâleico, âleicon, salamalan

Estórias de um Santo lutador
Lider soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário,
E hoje vive em nosso imaginário

Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor

O terreno ambiguo
Por que ele é um herói
Ele tem pulsações humanas

E é por isso que ele á tão querido
Em todos os lugares,
Pelas, crianças, pela população

Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário,
E hoje vive em nosso imaginário

Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor
protetor

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor
protetor
São Jorge protetor, protetor
Protetor
São Jorge protetor, protetor
Protetor

De Camões a Fernando Pessoa
Nos somos resultado
Dessa peregrinação longíngua
De combates e de glórias
De afirmação do bem contra o mal,
E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós,
É a pipoca da pororoca da imaginação

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro,
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor

São Jorge Guerreiro
Santo salvador

SARAVA, dorôfé, otumba

Vem nos ajudar
Vem curar a dor
Vem nos ajudar

Salamâleico, âleicon, salamalan
Shalon shalon
Amém

Santo Salvador


> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Coisa de Jorge - Ao Vivo na Praia de Copacabana (2007)

clementina de jesus

Nascida no interior do estado do Rio, mudou-se com a família para a capital do estado, radicando-se no bairro de Oswaldo Cruz. Lá acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região. Em 1940 casou-se e mudou para a Mangueira. Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê". Devota de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, participava de festas das igrejas da Penha e de São Jorge, cantando músicas de romaria. Considerada rainha do partido-alto, com seu timbre de voz inconfundível, foi homenageada por Elton Medeiros com o partido "Clementina, Cadê Você?". Além deste gênero gravou corimás, jongos, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Em 1968, com a produção de Hermínio Bello de Carvalho, registrou o histórico LP "Gente da Antiga" ao lado de Pixinguinha e João da Bahiana. Gravou quatro discos solo (dois com o título "Clementina de Jesus", "Clementina, Cadê Você?" e "Marinheiro Só") e fez diversas participações, como nos discos "Rosa de Ouro", "Cantos de Escravos" e "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, em que interpretou a faixa "Escravos de Jó". Em 1983 foi homenageada por um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de Paulinho da Viola, Joao Nogueira, Elizeth Cardoso e outros nomes do samba.