velha guarda da portela
Formada por antigos integrantes da escola de samba Portela (fundada em 1923), a Velha Guarda estreou em disco em 1970, com "Portela Passado de Glória", produzido por Paulinho da Viola. O conjunto original da Velha Guarda era composto por Ventura, Aniceto, Alberto Lonato, Francisco Santana, Antônio Rufino dos Reis, Mijinha, Manacéa, Alvaiade, Alcides Dias Lopes, Armando Santos e Antônio Caetano. Com o sucesso do disco, o grupo passou a se apresentar em shows, realizando um resgate de antigos sambas e sambistas que de outra forma estariam esquecidos. A formação do grupo varia, principalmente porque muitos integrantes são idosos. Afinal, para ingressar na Velha Guarda é preciso "ter passado". Os shows da Velha Guarda contam com participações ilustres, como Beth Carvalho, Gilberto Gil, Paulinho da Viola e Marisa Monte, atualmente uma das maiores divulgadoras do trabalho do grupo. Em 2000, Marisa Monte e a Velha Guarda lançaram o CD "Tudo Azul", que contém "Portela Desde que Eu Nasci" (Monarco), "Vai Saudade" (Candeia/ Davi do Pandeiro), "Corri pra Ver" (Chico Santana/ Monarco/ Casquinha) e outras. A atual formação mais clássica foi com Jair do Cavaquinho, Guaracy, Monarco, Casquinha, Cabelinho, Argemiro, Davi do Pandeiro, Casemiro, Serginho Procópio e as pastoras, Áurea Maria, Surica, Doca e Eunice.Velha Guarda da Portela
amo muito tudo isso...
[>] tia surica canta manacéia
Tia Surica canta "Quantas Lagrimas" de Manacéia com os Partideiros do Cacique na Feijoada da Tia Surica no Teatro Rival Petrobras (RJ).
caprichosos de pilares
Tudo começou quando um grupo de sambistas de Pilares, que insatisfeitos com o desfile desleixado de uma agremiação, hoje extinta, decidiram fundar uma Escola de Samba. Liderados pelos amigos Oscar Lino (Seu Oscar), Dagoberto Bernardo (Beto Limoeiro) e Valter Machado (Valtinho Fala Fino), em 19 de fevereiro de 1949 fundaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares, onde tudo passou a ser feito com muito esmero e capricho. Por volta de 1974 o Sr. Amaury Jório, Presidente da Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, pediu ao Administrador Regional, que na época era o Dr. Oswaldo de Moura Brito Piragibe (Dr. Piragibe), que concedesse um espaço para a construção da quadra da Caprichosos. O Administrador se envolveu de tal forma com o projeto, que não só colaborou com a obra da quadra, mas também entrou para a história de nossa Escola. O local da construção era um espaço de urbanização do viaduto Cristovão Colombo (viaduto de Pilares). Graças ao Dr. Piragibe o terreno foi cedido pela prefeitura. O primeiro título da Caprichosos aconteceu onze anos após sua fundação em 1960, com o enredo Invasão holandesa na Bahia. Já em 1971, o tema Brasil na Primavera, levou a Escola ao segundo grupo. A Caprichosos de Pilares voltou a ser campeã do grupo 2, com o enredo Moça bonita não paga.... Em 1985 com uma proposta inovadora, a Escola de Pilares consolidou seu estilo de carnaval irreverente, com uma mistura de política e humor no enredo E por falar em saudade. Em 1998, Pilares homenageou a raça negra por sua contribuição à nação brasileira, com o enredo Negra Origem, Negro Pelé, Negra Bené. Há 22 anos desfilando no hoje chamado Grupo Especial, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares realizou desfiles bem humorados, o que a caracteriza como uma Escola irreverentemente querida por todos. A Caprichosos fez grandes carnavais. Marcados por seus sambas empolgantes e irreverentes, que sempre estiveram na ponta da língua do povão. Por isso, seus maiores títulos foram dados pelo grande público, como por exemplo, o Estandarte de Ouro em 1985. A sátira, a crítica e o bom humor constituem uma fórmula que marcam os carnavais da Escola de Pilares. Os enredos falaram da inflação, criticaram os políticos, pediram as diretas já. Temas que agradavam e falavam pelo público.Memórias do Carnaval
> ilu ayê (terra da vida)


ilu ayê (terra da vida)
(cabana e norival reis)
Ilu Ayê, Ilu Ayê Odara
Negro dançava na Nação Nagô
Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu Ayê
Tempo passou ôô
E no terreirão da Casa Grande
Negro diz tudo que pode dizer
É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha
Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa de um povo
E dono do carnaval
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Clara Nunes - Clara Clarice Clara (1972)
mocidade independente de padre miguel
A escola originou-se de um time de futebol chamado Independente Futebol Clube, cuja camisa era verde e branca em listras verticais. As comemorações dos jogos eram feitas no Ponto Chic, bairro de Padre Miguel. Quando acabavam as partidas, os jogadores, bons de bola e excelentes na percussão, se reuniam e formavam um verdadeiro bloco carnavalesco. Segundo o benemérito da escola, Adyr Alves, considerado pelos seus amigos da Velha Guarda uma enciclopédia do samba, os componentes cantavam o seguinte grito de guerra: “Não é marra não, nem é bafo de boca, Independente chegou, deixando a moçada com água na boca”. De acordo com a 1ª Ata da escola, a estrela de Padre Miguel foi fundada em 10 de novembro de 1955, pelo seu primeiro presidente, Sylvio Trindade, seu vice-presidente, Renato da Silva, os componentes Ivo Lavadeira, Djalma Ferreira, Garibaldi Faria Lima, Cambalhota, Mestre André, Tião Marino, entre outros. Neste mesmo ano, a escola desfilou apenas no bairro com um samba que homenagiava o então deputado Waldemar Vianna. Só começou a desfilar oficialmente em 1957, na Praça Onze, com o enredo “Baile das Rosas” onde ficou em quinto lugar. Em 1958, a escola foi campeã do Terceiro Grupo com o enredo “Apoteose do Samba”. Sendo assim, passou para o Primeiro Grupo, que na época desfilava na Avenida Rio Branco. De lá pra cá, ela permanece até hoje no Grupo Especial, sem nunca ter descido. Na sua estréia entre as grandes escolas em 1959, com o carnaval “Os Três Vultos que Ficaram na História”, a escola ficou com o quinto lugar. Neste desfile, José Pereira da Silva, o Mestre André, por um erro, criou a famosa paradinha e não decepcionou: “Até hoje, quando se fala em bateria, tem que se falar do Mestre André. Naquele dia, ele escorregou e a bateria parou. Levantou, deu um rodopio e apontou para o repique. O repique entrou no tempo certo e então foi inventada a paradinha”, explica o filho do Mestre André, o Andrézinho, do Grupo Molejo. Assim, a Mocidade se mostrou diferente das demais e consagrou sua bateria como nota 10. “Quando a gente chegava na avenida, todos ficavam curiosos e entusiasmados para ver a bateria da Mocidade. Ela que segurava a escola no Primeiro Grupo. Éramos absolutos”, conta Sebastião Estevão, o famoso Miquimba, criador do surdo de terceira e atual rei da bateria.memórias do carnaval
Na década de 60, a escola se manteve no Grupo Especial, mesmo sem muitos recursos, mas sempre com a força da sua bateria. Em 1964, o versátil Mestre André chegou a ser presidente da escola. Em 1966, assumiu a administração Olímpio Corrêa, o Gaúcho. Ele foi o presidente que mais teve mandatos e esteve presente em três campeonatos: em 1985, com " Ziriguidum 2001, Um Carnaval de Estrelas", em 1990, com "Vira-Virou A Mocidade Chegou" e em 1991, com "Chuê-Chuá As Águas vão Rolar": “Para mim, o Gaúcho foi um importante presidente pelo trabalho que ele fazia. Todo esse terreno que a Mocidade possui, foi adquirido na administração dele”, conta o vice-presidente administrativo, Benjamim da Silva, o Didiu, que está na Mocidade há 44 anos. A partir de 1974, com a gestão de Osman Pereira Leite, o carnavalesco Arlindo Rodrigues estreou com o enredo “A Festa do Divino” que marcou época e foi campeã no gosto popular. “A Mocidade só não foi campeã, pois os jurados daquele tempo não estavam preparados para a evolução do samba”, comenta o ex-presidente executivo Orozimbo de Oliveira. Nesse período, Castor de Andrade tornou-se um eterno apaixonado, onde contribuiu para a ascensão da verde e branco. Ele foi o patrono e braço forte da escola. Com o trabalho da sua família, a Mocidade se tornou uma escola de competição: “O Castor foi o oxigênio que a escola precisava. A Mocidade era modesta, pois não tinha muitos recursos. O que ela tinha, era o talento da sua bateria que a segurava lá em cima. Então precisava de um oxigênio para brigar. Foi tudo que Castor fez: deu a alma, deu o espírito, deu a fusão, enfim, deu moral à escola, enfatiza Jorge Francisco, mais conhecido como “Chiquinho”. Em 1979, a estrela de Padre Miguel alcançou o sonhado título no Grupo Especial com o enredo “Descobrimento do Brasil” de Arlindo Rodrigues. A história contada com lendas sobre os mares e o novo mundo que surgia encantou os jurados. No ano seguinte, assumiu o carnavalesco Fernando Pinto, produzindo carnavais excepcionais, como em 1985, com o título de “Ziriguidum 2001”. O enredo mostrava como seria o desembarque da nossa cultura em cada planeta. A comissão de frente foi inesquecível formada pelos robozinhos e contou com a participação do Andrézinho, filho do Mestre André. A escola venceu devido a sua criatividade. O enredo “Tupinicópolis”, trouxe uma metrópole imaginária Tupi em 1987. Uma nação que mostrava a perda da verdadeira identidade dos índios. O tema foi surpreendente dando o segundo lugar para a escola.
Desfile de 1991 enredo "Chuâ, Chuá... As Águas Vão Rolar"
Em 1990, entra Renato Lage onde obteve a primeira colocação com “Vira-Virou” em parceira com Lílian Rabelo. Em 1991, conquistou o bi-campeonato com “Chuê-Chuá As Águas vão Rolar”. O carnavalesco trouxe enredos universais, com uma linguagem multimídia e estética futurista. Em 1992, ficou em segundo lugar com o enredo “Sonhar não custa nada, ou quase nada ” de 1989 para 1990, a escola foi campeã, e pra mim foi um contato maravilhoso e imediato. No ano seguinte tivemos a felicidade de conquistarmos o bicampeonato. Na Mocidade eu alcancei a maturidade”, enfatiza o carnavalesco. Novamente campeã em 1996, com “Criador e Criatura”, a escola tirou nota 10 em todos os quesitos. Lage explorou a destruição que o bicho homem vem fazendo no planeta e a falta de respeito com o universo. A escola, mesmo se apresentando em plena luz do dia, foi a melhor! Em 1997, ficou em segundo lugar com o enredo "De Corpo e Alma na Avenida”. Mostrou células do corpo humano, coração, cérebro e aparelho digestivo. A grande surpresa da noite foi a porta-bandeira Lucinha Nobre vir vestida de bailarina, mostrando que a dança é a maior expressão do corpo. “Acho que já estava escrito. Foi uma grande química que houve entre eu e a Mocidade. Em 1999, a escola levou para a Avenida o enredo “Villa Lobos e a Apoteose Brasileira”. O carnaval sobre a vida do maestro teve a participação marcante e emocionada do ator Marcos Palmeira: “Depois do enredo sobre ‘Villa Lobos’, onde desfilei pela primeira vez, interpretando o músico, a escola me adotou. Não tem como explicar a emoção que senti. Hoje eu sou totalmente Mocidade”, enfatiza o ator. A partir de 2000 a escola encantou o público com temas marcantes. Primeiro sobre o Brasil 500 anos, levando para a Avenida “Verde, Amarelo, Azul Anil, Colorem o Brasil no Ano 2000” e “O Grande Circo Místico” em 2002, contando o fascínio provocado pelo picadeiro. Em 2003, com a chegada do carnavalesco Chico Spinoza, a escola apresentou o enredo “Pra Sempre no Seu Coração, Carnaval da Doação”, onde surpreendeu a todos com seu emocionante tema, conquistando a quarta colocação. No carnaval 2006, a verde e branco levará para a avenida o enredo “A Vida que Pedi à Deus” do carnavalesco Mauro Quintaes: “Geralmente as pessoas esperam que qualidade de vida fale de educação, saúde, alimentação e segurança, que são os seus pilares. O folião que estiver esperando aquele tema repetitivo vai se surpreender com a maneira que ele estará sendo apresentado”, afirma Quintaes.
[>] bastidores do cidade do samba
[>] luiz carlos da vila no circo voador
arlindo cruz na globo
A programação da Globo deu samba. Arlindo Cruz, Franco Lattari e Mu Chebabi se juntaram ao casseta Hélio de La Peña para compor uma música em homenagem à grade da emissora, usando as atrações da TV nos versos do inédito Samba da Globalização. "A idéia surgiu quando Franco e eu criamos uma canção fazendo graça com nomes de atores. Mostramos ao Hélio de La Peña, que é nosso amigo, e depois à Globo. Adoraram e então fizemos a letra em cima da programação, com o mesmo tipo de brincadeira", conta Arlindo Cruz. O filme com o samba, interpretado por Arlindo e seu grupo, estréia esta semana, em clima pré-carnavalesco, durante os intervalos comerciais.
veja como ficou a nova vinheta da Globo
O vídeo foi filmado em duas partes. Na primeira, Arlindo e os músicos interpretaram a música no estúdio. A segunda foi produzida em um botequim, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde 21 monitores foram posicionados em frente a mesas do bar. Já na fase de pós-produção, as imagens dos cantores foram inseridas nos monitores. É como se eles estivessem tocando em uma roda de samba, mas dentro da televisão. A criação do filme é da Divisão de Propaganda da Central Globo de Comunicação.
veja como ficou a nova vinheta da Globo
O vídeo foi filmado em duas partes. Na primeira, Arlindo e os músicos interpretaram a música no estúdio. A segunda foi produzida em um botequim, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde 21 monitores foram posicionados em frente a mesas do bar. Já na fase de pós-produção, as imagens dos cantores foram inseridas nos monitores. É como se eles estivessem tocando em uma roda de samba, mas dentro da televisão. A criação do filme é da Divisão de Propaganda da Central Globo de Comunicação.
picolino da portela
Claudemiro José Rodrigues mais conhecido como Picolino da Portela, em 1946 já compunha para o Bloco Unidos da Tamarineira, de Oswaldo Cruz. Com Candeia e Valdir 59, entrou para a Portela, passando a integrar a Ala dos Compositores, na época presidida pelo compositor Wanderley. Compôs os sambas-enredos da Portela "Samba do gigante", feito em homenagem ao "IV Centenário da Cidade de São Paulo", em 1954 e "São Paulo Quatrocentão", que classificou a escola em 4º lugar do Grupo 1, no desfile daquele ano. Integrando a Ala de composiotres da Portela, fez apresentações entre 1955 e 1956 no Clube High-Life, juntamente com a Orquestra Tabajara e a Orquestra do Maestro Cipó. Mais tarde, fundou a Ala dos Malabaristas, a qual liderou durante cinco anos, transferindo-se para a Ala dos Compositores, da qual exerceu a presidência por dois anos. Compôs "Legados de D. João VI", em 1957, samba-enredo com o qual a Portela foi campeã no desfile daquele ano. Em 1963, ao lado de Casquinha e Candeia, formou o grupo Os Mensageiros do Samba, que fez parte do Movimento de Revitalização do Samba de Raiz, promovido pelo Centro de Cultura Popular (CPC) em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE). Com esse grupo, gravou o LP "Mensageiros do samba", pela gravadora Philips. O disco contou com músicas compostas pelos integrantes do grupo, como "Se eu conseguir" (c/ Casquinha e Picolino) e "Lenço Branco", esta última, só de sua autoria. Formou o Trio ABC da Portela, juntamente com Noca da Portela e Colombo.
Com o Trio, participou de vários espetáculos de samba e alguns festivais, como o "II Concurso de Música de Carnaval", organizado pelo Presidente do Conselho Superior de Música Popular Brasileira do Museu da Imagem e do Som, Ricardo Cravo Albin, em 1968, quando inscreveu duas composições do trio. A primeira composição inscrita foi "Portela Querida", que foi classificada em quinto lugar, sendo interpretada por Elza Soares, que a gravou na Odeon, e a segunda, "É bom assim", interpretada pelo cantor Gasolina. No ano de 1969, sua composição "Chorei, sofri, penei", classificou-se em primeiro lugar no Concurso de Carnaval do Teatro Municipal de São Paulo. No ano de 1970, Elizete Cardoso no LP "Falou e disse", lançado pela gravadora Copacabana, incluiu de sua autoria "Você foi um atraso em meu caminho", parceria com Jair do Cavaquinho. Foi autor ainda de "Atrás do meu caminho", gravada por Elizeth Cardoso. Ainda fazendo parte do Trio ABC da Portela, compôs "A dor que vem do Brás", gravada por Eliana Pittman, que anteriormente já tinha gravado de sua autoria "Tô chegando, já cheguei". Entre outras músicas, lançou ainda "Puxa, que luxo" (c/ Luiz Ayrão), gravada por Luiz Ayrão. Em 1978, Martinho da Vila gravou "Querer é poder" (c/ Colombo e Noca da Portela) e, em 1997, "Nem ela, nem tu, nem eu", também de sua autoria. Em 2003 sua composição "Portela querida" foi regravada no CD "Noca da Portela - 51 anos de samba".
Com o Trio, participou de vários espetáculos de samba e alguns festivais, como o "II Concurso de Música de Carnaval", organizado pelo Presidente do Conselho Superior de Música Popular Brasileira do Museu da Imagem e do Som, Ricardo Cravo Albin, em 1968, quando inscreveu duas composições do trio. A primeira composição inscrita foi "Portela Querida", que foi classificada em quinto lugar, sendo interpretada por Elza Soares, que a gravou na Odeon, e a segunda, "É bom assim", interpretada pelo cantor Gasolina. No ano de 1969, sua composição "Chorei, sofri, penei", classificou-se em primeiro lugar no Concurso de Carnaval do Teatro Municipal de São Paulo. No ano de 1970, Elizete Cardoso no LP "Falou e disse", lançado pela gravadora Copacabana, incluiu de sua autoria "Você foi um atraso em meu caminho", parceria com Jair do Cavaquinho. Foi autor ainda de "Atrás do meu caminho", gravada por Elizeth Cardoso. Ainda fazendo parte do Trio ABC da Portela, compôs "A dor que vem do Brás", gravada por Eliana Pittman, que anteriormente já tinha gravado de sua autoria "Tô chegando, já cheguei". Entre outras músicas, lançou ainda "Puxa, que luxo" (c/ Luiz Ayrão), gravada por Luiz Ayrão. Em 1978, Martinho da Vila gravou "Querer é poder" (c/ Colombo e Noca da Portela) e, em 1997, "Nem ela, nem tu, nem eu", também de sua autoria. Em 2003 sua composição "Portela querida" foi regravada no CD "Noca da Portela - 51 anos de samba".
[>] GRANES quilombo no SESC madureira
Este é o Uto Tombo do Quilombo na inauguração da exposição África - a arte no tempo, coleção Antonio Olinto e Zora Seljan, atualmente no SESC Madureira. O Quilombo faz parte da exposição na sala Afro Madureira. Aqui cantamos "Dia de Graça", de Feliciano Pereira e Sobral. Samba enredo do Quilombo de 1980, baseado na obra do Mestre Candeia.
[>] aniversário do GRANES quilombo
[>] camunguelo, saudades eternas...
casuarina
Criado em setembro de 2001, o Casuarina é um dos principais grupos da nova cena carioca de samba e choro. Composto por Daniel Montes (violão 7 cordas), Gabriel Azevedo (percussão e voz), João Cavalcanti (percussão e voz), João Fernando (bandolim e voz) e Rafael Freire (cavaquinho e voz), o grupo faz parte de uma geração que, carente dos gêneros mais tradicionais e representativos da música popular brasileira, começou a ouvir, pesquisar e consumir os sambas que um dia construíram a identidade musical brasileira, mas que há muito tempo estavam desprestigiados. Essa geração de músicos, produtores e admiradores do samba e do chorinho fez renascer no público do Brasil o gosto pelo mais brasileiro dos ritmos. Grupos musicais começaram a surgir e, com base no trabalho de compositores geniais, a evidenciar um repertório que faz parte do imaginário popular de todos, com uma pitada de novidade nos arranjos e na produção. A Lapa, principal reduto boêmio carioca da primeira metade do século XX, voltou a varar as noites regada a cerveja gelada e canções de Cartola, Jacob do Bandolim, Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, Ary Barroso, Zé Keti, Waldir Azevedo, Nei Lopes e tantos outros criadores, antigos e contemporâneos.Casuarina em apresentação no bar Rio Sacenarium (RJ).
À frente deste grupo de bambas, o Casuarina percorreu (e percorre) as principais casas de show, não só do bairro, mas de todo o Rio, como Ballroom, Carioca da Gema, Rio Scenarium, Fundição Progresso, Dama da Noite e Circo Voador, além de ter tocado em grandes eventos, como o projeto Roda de Samba e os Carnavais de 2003 e 2004, na Lapa - ambos promovidos pela prefeitura do Rio - além da edição de 2004 do Samba no Trem, que reúne a nata do gênero para celebrar o Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro. Em seus shows, o Casuarina já teve convidados como Arlindo Cruz, Wilson Moreira, Lenine, Walter Alfaiate, Noca da Portela, Délcio Carvalho, Luis Carlos da Vila, Marquinhos de Oswaldo Cruz, além das baterias da Portela e da Imperatriz Leopoldinense. O disco de estréia, "Casuarina" (2005), faz um apanhado de algumas das melhores canções do repertório do grupo, em uma parceria com a gravadora Biscoito Fino. Por este trabalho, o Casuarina foi indicado ao Prêmio TIM na categoria "Melhor Grupo de Samba" e recebeu o Prêmio Rival BR como "Melhor Grupo". "Certidão", o segundo disco do Casuarina, saiu no final de 2007, em nova parceria com a Biscoito Fino. Mais que um disco de samba, um trabalho autoral: das 14 faixas presentes no CD, dez foram compostas por seus integrantes.
fonte: biscoito fino
velha guarda do salgueiro
O grupo musical da Velha Guarda dos Acadêmicos do Salgueiro foi fundado em 1980 por Jorge Cardoso e as irmãs Mocinha e Caboclinha, filhas do compositor Birolha, reunindo cantores e compositores ligados à tradição e a história da Vermelho e Branca da Tijuca. A formação inicial do grupo contava ainda com as Tias Zezé e Tia Neném, Geraldo e Zedi. Durante a década de 80, o grupo fez diversas apresentações pelo país, mas encerrou suas atividades em 1990. Em 2000, a Velha Guarda Show retornou aos palcos, após o lançamento do CD Velha Guarda do Salgueiro, pela Sum Records, através do qual apresentava sambas exaltando a escola, como Lá Vem Salgueiro, Remando Contra a Maré, Salgueiro Vermelho e Branco e Ser Feliz é ser Salgueiro, gravadas de forma contagiante. Em 2003, com uma nova formação - João da Valsa, Mocinha, Cláudio Sargento, Flávio Oliveira, Bombeiro, Curumim, Ieda Maranhão e Caboclinha -, a Velha Guarda do Salgueiro lançou um novo cd, produzido por Josimar Monteiro e lançado pela gravadora Lua Discos, em comemoração ao 50 anos da fundação do Salgueiro. No cd A Velha-Guarda do Salgueiro, apadrinhado pelo cantor e compoitor Gabriel, O Pensador, o grupo fez a revisão da obra de compositores importantes da escola, entre eles, Geraldo Babão, Nei Lopes, Dauro do Salgueiro, Antenor Gargalhada, Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira. Gravado ao vivo na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, o cd trouxe grandes sambas de enredo da Academia, como Quilombo dos Palmares, Xica da Silva, Bahia de todos os deuses, Festa para um rei negro, (mais conhecido como Pega no Ganzê) e sambas de compositores salgueirenses, como 1.800 Colinas (Gracia do Salgueiro), Viola de maçaranduba (Geraldo Babão), Água do rio (Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira), Na beira da praia (Eden Silva e Anibal Silva) e Raio de luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes). Em 2004, o grupo foi indicado ao Grammy Latino, o Oscar da música e considerado o maior prêmio de música da América Latina, na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode. Atualmente, a Velha Guarda Show do Salgueiro é composta por Zequinha, Caboclinha, Claudio Sargento, Mocinha, Bombeiro, Yeda Maranhão, João Curumin, Tia Maria e Carlos Alberto.
neoci
Neoci Dias de Andrade, filho do compositor João da Baiana e da costureira Araci Andrade de Almeida. Também conhecido como Neocy de Bonsucesso e Neoci Dias. Integrou a ala de compositores do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos e fundador do grupo Fundo de Quintal. Seu filho, de pseudônimo Banana, é percussionista e atuante no mundo do samba. Estreou como compositor em 1974, quando a cantora Elza Soares gravou "Nos braços do samba" (c/ Dida), no LP "Quem é bom já nasce feito", pela gravadora Tapecar. Neste mesmo ano, Elza Soares gravou outro disco, "Samba, minha raiz", também pela Tapecar, no qual incluiu "Deus é viola" (c/ Dida). No ano de 1978, Beth Carvalho, freqüentadora assídua do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, trouxe para o grande público o conhecimento de compositores como Jorge Aragão, Dida, Neoci Dias e outros componentes do grupo Fundo de Quintal. Esses compositores foram os fomentadores de um novo estilo, que unia instrumentos pouco usados em rodas de samba, como tamborim, banjo com braço de cavaquinho, tantã e pandeiro, fazendo ritmo diferente. Desse grupo, a cantora gravou com grande sucesso "Vou festejar" (Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias) no LP "De pé no chão", que alcançou a marca de 500 mil cópias vendidas, inaugurando, assim, uma nova fase no samba carioca, que viria mais tarde a influenciar todo o país. No ano de 1979 no LP "Gostoso veneno", Alcione gravou "Primeira escola", (c/ Dida e Jorge Aragão). No ano seguinte, Neguinho da Beija-Flor no LP "Vida no peito" interpretou "Nego preguiçoso", parceria de Neguinho da Beija-Flor, Almir Guineto e Neoci Dias.
fina batucada
A percussão feminina apresenta em seu show um passeio musical pelos vários ritmos regionais brasileiros, dando enfoque à nossa herança rítmica indígena, africana e européia. Esses ritmos são apresentados com diversos instrumentos de percussão, com performances de guitarra e vocais. Mestre Riko assistia ao ensaio de uma bateria de escola de samba quando teve o que ele chama de "um estalo". Percebeu que, como em outras baterias, as mulheres eram minoria e, com poucas exceções, tocavam apenas chocalho ou tamborim. Do "estalo" veio à idéia de criar uma bateria composta somente por mulheres. A procura e o interesse foram surpreendentes. Em apenas uma semana se matricularam cem mulheres. Assim, em setembro de 1998 foi fundada a Bateria Feminina de Escola de Samba do Mestre Riko, que hoje é composta por 480 ritmistas de várias idades. A Bateria do Mestre Riko é, hoje, o primeiro e único grupo feminino de ritmistas do país a se apresentar em escolas de samba no Sambódromo da cidade do Rio de Janeiro. Desde que surgiu, a bateria vem conquistando a simpatia do público, tendo participado de desfiles do carnaval carioca por três anos consecutivos: 2002, 2003 e 2004. Mesmo com pouco tempo de existência, o sucesso com o publico carnavalesco e com a imprensa deu à Bateria Feminina do Mestre Riko, no carnaval de 2002, o prêmio pela Melhor Bateria de Escola de Samba, Grupo Mirim, concedido pela Liga das Escolas Mirim. Já em 2003, a Bateria Feminina ganhou o Estandarte de Ouro do Jornal O Globo. Por essa premiação, o grupo foi convidado pelo prefeito César Maia para abrir o Desfile das Campeãs do carnaval carioca daquele ano. O talento e a competência das ritmistas já são reconhecidos pelos grandes diretores das baterias de escolas de samba dos vários grupos do carnaval carioca. No carnaval de 2004, 10 ritmistas foram convidadas a integrar a bateria do G.R.E.S Unidos do Viradouro e 30 a bateria do G.R.E.S. Arranco do Engenho de Dentro, recebendo grandes elogios desses diretores.As apresentações da Bateria Feminina do Mestre Riko não ficaram restritas aos desfiles carnavalescos. O primeiro show aconteceu no Teatro Rival a convite de Armandinho, filho de Osmar, criador do Trio Elétrico, para acompanhá-lo no evento que contou com a presença, dentre outros, de Moraes Moreira e Forróçacana. Ao fundar a bateria, Mestre Riko também criou o grupo feminino de percussão popular que, além do samba, toca ritmos indígenas, africanos e brasileiros tais como maracatu, samba reggae, capoeira, olodum, maracatu pop, frevo, jongo, baião entre outros. O grupo de percussão popular feminino do Mestre Riko alcançou em grandes eventos o mesmo sucesso da bateria de escola de samba. Em dezembro de 2003, o grupo de percussão feminino do Mestre Riko destacou-se com brilhantismo em dois eventos de grande importância cultural: “A Arte da África-Brasil”, no Espaço Cultural dos Correios e na exposição “África-Brasil”, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB. A repercussão do trabalho do Mestre Riko com o grupo de percussão popular e a bateria feminina gerou inúmeros convites para shows, eventos e desfiles. E foi assim que nasceu a “FINA BATUCADA – Percussão Feminina do Mestre Riko” em 2005. Como não poderia ser diferente, a Fina Batucada já chegou dizendo a que veio. Seguindo o ritmo de apresentações que herdara do grupo de percussão popular feminino, realizou recentemente com excelente desempenho um show no Ribalta, casa de eventos conceituada no Rio de Janeiro, e trás a cada dia repertório mais elaborado, figurinos exclusivos, produção executiva impecável além de altíssima qualidade musical.
site: fina batucada
> almas de irmão / chá de louro

almas de irmão
(sombrinha / jorge aragão)
alma de irmão, faz teu papel
vai se alojar nos jardins do céu
ergue tua voz, zela por nós em fim
você não morreu, só se escondeu de mim
estamos sós, falta você nessa mesa
tupã cá pra nós o samba perdeu a nobreza
se uma estrela por pecar te ouvir tocar
vai te emprestar a luz
e se Deus se enfeitiçar
por teu tantan também será teu fan
chá de louro
(neoci / pelado)
sim, você soube escolher
nínguem pode negar
sou bom demais,
tenho um coração
do tamanho de um bonde
faço o bem sem ver a quem
veja se isso lhe responde
tem um porém,
sou do pagode do meio do samba
nascido e criado no berço de bamba
é bom que saiba logo pra se acostumar
e pra ficar comigo
pra compartilhar do meu dia-a-dia
tem que ter sempre um sorriso
quando eu voltar da boemia
e se eu beber demais
ficar embriagado sem poder andar
me dá um chá de louro
um traveseiro alto para me curar
> download aqui
se gostarem, sugiro que adquira o álbum:
Jorge Aragão - Tocando o Samba (1999)
ismael silva

Nascido em Niterói (RJ), filho de um cozinheiro e de uma lavadeira, Ismael foi um dos maiores sambistas dos anos 30 e 40 no Brasil. Criado na zona norte do Rio de Janeiro, desde cedo freqüentou rodas de samba e malandragem do Estácio, e começou a compor, sendo fundador da primeira escola de samba, a Deixa Falar, em 1928. Ismael foi responsável, junto com os outros "bambas" do Estácio, pela forma que o samba tem até hoje, mais independente do maxixe e de ritmo mais marcado e cadenciado, para facilitar a evolução dos foliões que desfilavam pela escola. Na década de 20 fez um acordo com Francisco Alves, que permitia ao cantor gravar composições de Ismael e constar como autor, mediante pagamento prévio. Esse "comércio" de sambas era prática comum nos anos 20 e 30. Além de Ismael, Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho e outros venderam sambas. "Me Faz Carinhos" e "Amor de Malandro" foram dois sucessos na voz de Francisco Alves comprados de Ismael. Nos anos 30 Ismael Silva se tornou uma figura lendária no mundo do samba carioca. Seus sambas foram gravados com muito sucesso pelos cantores mais populares da época, Francisco Alves e Mário Reis, que cantaram em dueto "Se Você Jurar", em 1931. Foi parceiro de Noel Rosa em sambas como "Pra Me Livrar do Mal", "A Razão Dá-se a Quem Tem" (com F. Alves), "Ando Cismado" e "Adeus". Na década de 40 se afastou do meio artístico, voltando a se apresentar em 1954 nos shows da Velha Guarda produzidos por Almirante. Nos anos 60 também freqüentou o bar Zicartola e se apresentou em programas de televisão, tornando-se conhecido por outras gerações. Gal Costa regravou com êxito seu autobiográfico "Antonico". Morreu em 1978, numa casa de cômodos no centro do Rio, sem fama nem dinheiro.
abel silva
O compositor Abel Ferreira da Silva nasceu em Cabo Frio (RJ), em 28 de fevereiro de 1943, mas foi criado no bairro do Catete, para onde se mudou com a família, aos dois anos de idade. Estudou na Faculdade Nacional de Filosofia e Direito, liderando nas décadas de 60 e 70 os movimentos estudantis. Formado em Letras, em 1969, atuou na Escola de Comunicação, tendo sido editor do jornal ‘Opinião’ e da revista de cultura ‘Anima’, ao lado do poeta e amigo Capinam. Nessa época morou no Solar da Fossa, onde conviveu com Torquato Neto, Caetano Veloso e Gal Costa. Enveredou-se pela poesia e, no auge da repressão militar, em 1971, lançou o romance ‘O Afogado’. Em 74 publicou o livro de contos ‘Açougue das Almas’ e em 79 seu primeiro livro de poesias, intitulado ‘Asas’.
Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Raimundo Fagner surgiu a primeira parceria, ‘Bodas de Sangue’ e depois ‘Asa Partida’. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Ro-bertinho do Recife e Amelinha. Entres suas composições mais famosas encontramos: ‘Festa do Interior’ e ‘Espírito Esportivo’ (parcerias com Moraes Moreira), ‘Brisa do Mar’ e ‘Simples Carinho’ (com João Donato), ‘Quando o Amor Acontece’ e ‘Desenho de Giz’ (com João Bosco), ‘Água na Boca’ (com Tunai) e ‘Transparências’ (com Roberto Menescal). Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como ‘Jura Secreta’, ‘Alma’, ‘Primeiro Jornal’, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).
Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Raimundo Fagner surgiu a primeira parceria, ‘Bodas de Sangue’ e depois ‘Asa Partida’. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Ro-bertinho do Recife e Amelinha. Entres suas composições mais famosas encontramos: ‘Festa do Interior’ e ‘Espírito Esportivo’ (parcerias com Moraes Moreira), ‘Brisa do Mar’ e ‘Simples Carinho’ (com João Donato), ‘Quando o Amor Acontece’ e ‘Desenho de Giz’ (com João Bosco), ‘Água na Boca’ (com Tunai) e ‘Transparências’ (com Roberto Menescal). Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como ‘Jura Secreta’, ‘Alma’, ‘Primeiro Jornal’, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).
[>] portela 1995
Desfile da Portela no Carnaval de 1995.
Samba Enredo 1995
Gosto Que Me Enrosco
É carnaval
O Rio abre as portas pra folia
É tempo de sambar
Mostrar ao mundo a nossa alegria
Veio bailando pelo mar
E de lá pra cá nasceu essa magia
Samba, que me faz feliz
Em sua raiz tem arte e poesia
Bate o bumbo, lá vem Zé Pereira
E faz Madureira de novo sonhar
A Portela não é brincadeira
Sacode a poeira, faz o povo delirar
Gosto que me enrosco de você, amor
Me joga seu perfume, hoje eu tô que tô
Praça Onze, berço das nossas fantasias
Deixa Falar deixou no peito a nostalgia
Dos ranchos, blocos e cordões
Dos mascarados nos salões
Pierrot beijando a Colombina
Chuva de confete e serpentina
Dos bondes ficou a saudade
Ah! Que saudade do luxo das Sociedades
Abram alas, deixa a Portela passar
É voz que não se cala
É canto de alegria no ar
[>] mulheres de mangueira
[>] trem do samba 2007
[>] roda de samba na pedra do sal
moyseis marques
A cultura musical carioca sedimenta novos valores artísticos surgidos de um rico e espontâneo movimento popular que ocupa as ruas e casarões do histórico bairro da Lapa, centro do Rio de Janeiro. Tendências de várias tribos da nova geração vêm conquistando e garantindo a formação natural de um novo e promissor desenho musical popular brasileiro, baseado no samba, matriz ancestral. O cantor e compositor Moyseis Marques acaba de chegar nesta roda musical para lançar o seu primeiro CD, homônimo, pela Deckdisc. Um novo talento que agrega qualidade musical, jovialidade e carisma, para a tão esperada renovação artística da MPB. Moyseis, que também assina a Direção Musical, reúne músicas autorais às principais referências musicais indispensáveis a sua formação. Uma síntese que se completa pelas 14 faixas do CD, traçando o panorama musical através do samba e seus desdobramentos por vários gêneros, todos realçados por arranjos especiais e participações de importantes músicos, compositores e cantores de vários segmentos do universo do samba. A produção é de Paulo César Figueiredo.Numa linda tarde de inverno, na Pedra do Sal na Gamboa (RJ), Moyseis Marques reuniu seus amigos para fazer um samba e as fotos do seu primeiro CD. Aprazível tarde! O vídeo ajuda a guardar na memória!
Natural de Juiz de Fora, Moyseis Thiago Leite, 28 anos, é cria da Vila da Penha, subúrbio do Rio, onde foi morar assim que nasceu. Iniciou-se na música cantando em barzinhos, voz e violão. Em 1998, passou a integrar o trio de forró Xaxados e Perdidos, participando do forró universitário, vertente que definiu algumas de suas principais influências. A fonte fluía da genialidade de Jackson do Pandeiro e Gordurinha, entre cocos e sambas sincopados divididos por Jorge Veiga e retratados no CD em Vendedor de Caranguejo (Gordurinha), em Baile da Piedade (Raul Marques/ Jorge Veiga) e no pot-pourri com Falsa Patroa (Geraldo Jacques e Isaías de Freitas) e Meu Enxoval (Gordurinha e José Gomes). O ambiente clássico da gafieira, gênero estiloso da história musical da Lapa, é recriado por novos compositores em Palpite de Gafieira (Daniel Scisinio, Rodolfo Dutra, Moyseis Marques), que conta com os solos dos mestres Zé da Velha e Silvério Pontes. Em Prece à Inspiração e Branda Liberdade, Moyseis apresenta dois sambas-canções autorais e inéditos (como todos de sua autoria), identificados pelo lamento e lirismo ligados à melodia e poesia. No samba de roda Receita de Maria, Moyseis assina o arranjo que tem solo especial de Ronaldo do Bandolim. Em Samba, Ciência da Graça, Moyseis e o parceiro João Callado, falam de profissão e fé, entre prazer e religião, paralelos da gênese do samba.
Moyseis Marques em participação especial no show de Jorge Aragão no Circo Voador, Lapa (RJ).
O registro de uma seleção de sambas antológicos, como parte do repertório que Moyseis Marques apresenta em seus shows, inicia-se em Nomes de Favela (Paulo César Pinheiro), onde o poeta nos mostra a singeleza de uma época, dos ambientes naturais do samba nos morros cariocas e suas favelas, contrapondo paradoxalmente com a realidade atual. Além dos autores fundamentais do samba, o CD conta ainda com a participação de Elton Medeiros, em 14 Anos (Paulinho da Viola). Nesta regravação, Elton, com sua divisão rítmica e melódica de sambista essencial, reveste de estilo e identidade o mais puro samba, num encontro de gerações conduzido pelo arranjo de Paulão 7 Cordas. Essências poéticas que compõem o repertório na interpretação de Moyseis continuam presentes em Minha Verdade (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho) e na inédita Profissão (Sereno, André Renato, Luiz Carlos da Vila). Roda (Gilberto Gil e João Augusto), da fase pré-tropicalista de Gil, revela-se atemporal no violão e arranjo de Zé Paulo Becker. Encerrando o CD, a seqüência de 2 músicas Mocotó do Tião / Fidelidade Partidária (Wilson Moreira e Nei Lopes) traz o grupo Tempero Carioca, do qual Moyseis participou nos últimos 3 anos, em apresentações no Carioca da Gema, casa pioneira da nova Lapa. Moyseis e Marquinhos China retratam a descontração da autêntica roda de samba em seus versos de improviso. Moyseis Marques mostra talento e versatilidade, sensibilidade artística de interpretar e criar, fundindo o moderno e o tradicional, com acabamento musical de primeira. Um novo artista ligado à essência da música brasileira, inquieto e inovador, com muito a desenvolver na estrada da música brasileira.
fonte: Paulo Cesar Figueiredo
amo muito tudo isso...
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